D.R.I.: Quatro bandas fizeram um sábado insano em BH

Resenha - Dirty Rotten Imbeciles (Music Hall, Belo Horizonte, 16/04/2011)

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Por Luiz Figueiredo
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Quatro bandas fizeram um sábado insano que durou até altas horas da madrugada. Uma semana depois do Ozzy, o D.R.I., atração principal da noite, veio para não deixar nada de pé. Com um show longo e intenso tocou pela primeira vez em Belo Horizonte e correspondeu às expectativas dos fãs, dando a eles exatamente o que podiam esperar da banda mais podre das Américas.

Noite de sábado, noite de som pesado em Belo Horizonte. Por voltas das 21h30m a porta do Music Hall na Av. do Contorno, bairro Santa Efigênia, estava lotada de headbangers. A primeira banda da noite foi a belo-horizontina Severa. Poucas pessoas entraram para assistir o show deles, mas quem esteve lá dentro se espanto e ficaram satisfeitos com a apresentação do grupo.

Ao ouvir que o som parou no interior da casa, a entrada voltou a ficar movimentada. Sobe ao palco, por volta das 23h10m, os brasilienses do DFC (Destrito Federal Caos), banda formada no início da década de 1990. Os rapazes da Capital Federal fizeram um show bastante agitado em que, em todo momento, um fã mais louco que o outro subia no palco para se atirar dele. Em “Cidade de Merda” mostraram todo o amor e orgulho que têm por terem nascido no Distrito Federal.

Fecharam a apresentação com “Molecada 666” que causou um tumulto generalizado nas rodas de “mosh” da pista. O Music Hall, apesar de ter uma pista estreita, é uma boa casa para este tipo de show. Para ver o show bem de perto, mesmo se você não quiser ficar em uma roda ou apertado na grade, os espaços elevados nas laterais são boas opções. O ponto negativo foi apenas a grande a frente do palco que era bem frágil e possuía alguns espaços que poderiam machucar seriamente as pernas se alguém se as prendesse ao pular do palco. Mas nenhum problema foi registrado.

Sem muito intervalo entre uma banda e outra, o Violator, comandada por Pedro Poney, começou o que seria uma apresentação avassaladora. Um thrash puro e bem brasileiro levou os fãs a baterem muita cabeça e fazer rodas grandes de forma que, quem estava na pista, não podia escapar. O respeito que o Violator vem adquirindo é devido ao fato de a banda não abandonar sua origem underground e falar a mesma língua de seus fãs. Poucas bandas nacionais conseguem reações tão vibrantes e verdadeiras do público quanto esses brasilienses.

Agradecendo sempre e falando da importância que era estar ali abrindo para o D.R.I., banda que influenciou muito o Violator, Pedro Poney e Cia tiveram a surpresa de ver subir ao palco Harald Dimoen que ficou pulando e curtindo o show do Violator por alguns momentos. Finalizada a excelente apresentação, eles deixam o palco para que a última e mais aguardada banda da noite se preparasse para o grande momento.

O próprio baixista Harald ficou calibrando seu baixo enquanto o restante da estrutura discreta do D.R.I. era montada. E sobrava tempo para ele interagir com os fãs. Estava tudo pronto, inclusive a barreira de seguranças a frente do palco para que não houvesse invasões. Mas era em vão. As tentativas de subir ao palco eram aos montes e a segurança começou a usar cada vez mais violência para conter as pessoas. Vendo a situação, Harald pegou o microfone e disse para os seguranças saírem se cena, pois “o palco é tanto nosso quanto de vocês”.

Foi o que bastou para que a multidão literalmente tomasse conta do palco. E o show não parou. Mas duas musicas depois os músicos pediram para o pessoal descer, pois o caos tomou conta geral e era difícil continuar o show.

Tocando clássicos e mais clássicos de quase 30 anos de muita “podreira”, o D.R.I. fez um show de mais de duas horas de duração e se estendeu até após as três da manhã. Músicas como Beneath The Wheel, Slumlord, I Don’t Need Society, Abduct e Fun And Games compuseram o setlist.

O Dirty Rotten Imbeciles seguiu, no dia seguinte, para São Paulo, onde fechou a turnê brasileira.

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