Blaze Bayley: performance contagiante de um grande frontman

Resenha - Blaze Bayley (Hard Rock Cafe, Belo Horizonte, 16/01/2011)

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Por Luiz Figueiredo
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Belo Horizonte é uma cidade montanhosa e o Hard Rock Café fica em uma espécie de pilotis da torre localizada na que pode ser a montanha mais alta da cidade. Proporcionando uma visão panorâmica da cidade de Belo Horizonte mesmo para quem está no interior da casa. Por volta das 16 horas, horário marcado para o início do evento, a fila era grande e dava volta na área externa ao Hard Rock Café. Enquanto isso, Blaze passava o som e era possível ouvi-lo cantar do lado de fora.

Blaze e sua banda saíram de Macaé e foram para Belo Horizonte por terra. Eles passaram por estradas alternativas por causa das barreiras causas pelos desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro. Blaze relatou que os locais onde passaram exigiam muita cautela por parte do motorista por serem estradas escorregadias e esburacadas. Blaze escreveu em seu diário online sobre a tragédia no Rio. “Meu coração vai para a casa das famílias das pessoas que perderam suas vidas nas enchentes. Não é apropriado dizer qualquer coisa, exceto que eu sinto muito pelas suas perdas. Outras três horas na van em estradas difíceis, mas nós estamos indo direto para o hotel yey!”, escreveu Blaze de seu Iphone durante a viagem, mas para a surpresa deles, o desembarque aconteceu no local do show onde almoçaram e não no hotel, para surpresa do vocalista.

Alguns minutos após os últimos acertos com o som, já demonstrando ser um cara extremamente carismático, Blaze se sentou ao lado da banca onde suas camisas estavam à venda e ficou à disposição para quem quisesse tirar fotos e pegar autógrafos. Neste momento, restavam cerca de cinco minutos para a entrada ser liberada e, após a abertura da casa para o público, Blaze continuou da mesma forma. Uma fila extensa de fãs se formou frente a ele.

E foi em meio a este clima legal que a banda belo-horizontina WANTED começou seu show. Junto à banda, São Pedro também resolveu dar seu espetáculo. O tempo fechou e uma forte chuva caiu sobre a zona sul de Belo Horizonte. Chuva esta que iria provocar no segundo show um lapso de energia. Mas nada que prejudicasse a excelente qualidade de som e ambiente que o Hard Rock Café proporciona. O Hard Rock da primeira atração da noite foi dividido com a busca dos fãs pelos autógrafos de Blaze, por isso a pista estava um pouco vazia. Mas a boa apresentação dividida entre músicas próprias e covers serviu bem para colocar muitos já no clima. Após um set de aproximadamente 35 minutos, o WANTED deu lugar à segunda atração da noite: o DINNAMARQUE.

Com uma apresentação bastante vigorosa e animada pelo homem de frente Rafael Dinnamarque, o grupo rapidamente contagiou quem estava na pista. Destaques para a música Fight e um cover de PRIMAL FEAR que agitou o Hard Rock Café. Já sem chuva, outra banda bastante competente, a DEVIL DUST, subiu ao palco. A banda promoveu, na ocasião, o lançamento oficial de seu EP “Route 69”. As três bandas de Belo Horizonte fizeram bem sua parte. E para o público que esperava o ex-vocalista do Iron Maiden, o grande momento estava próximo.

BLAZE BAYLEY

Após cancelar apresentação que aconteceria em agosto de 2008 na capital mineira, pelo crítico estado de saúde de sua empresária e esposa Deborah Bayley, finalmente o Messiah, como é conhecido pelos fãs, estava em solo belo-horizontino para a segunda parte da turnê de divulgação de “Promise and Terror”, último disco da banda, lançado no ano passado. Exatamente às 20h30min a Intro chegou aos ouvidos de quem esperava ansiosamente e as luzes se apagaram. Blaze, Nico(G) e Dave Bermudez(B), Jay Walsh(G) e Claudio Tirincanti(D) subiram ovacionados ao palco para execução da dobradinha do disco "The Man Who Would Not Die": "Blackmailer" e "Smile Back At Death". Ambas com refrões marcantes e que foram cantadas por todos. A interação ‘Blaze e público’ não parou por aí. Na seqüência vieram “Faceless” e “City Of Bones” do “Promise and Terror”. Em “Voices From The Past”, quinta música da noite, a qualidade dos músicos da banda ficou em evidência. Também cantada por todos já é um clássico da carreira de Blaze.

Blaze que sempre brincava com o público disse com um inglês fácil de ser compreendido que, a partir dali, quatro músicas do último disco seriam tocadas em seqüência. “Surrounded By Sadness” foi a primeira. É notória a emoção que Blaze põe na execução de cada música. É como um jogador de futebol de antigamente que, de fato, vestia a camisa do clube. Desde o início ele canta cada música como se fosse a última. A performance de Blaze é contagiante. Com certeza, um grande Frontman. Não é a toa que quase 12 anos após sua saída do Iron Maiden, conseguiu criar sua própria rede de fãs fiéis e crescente.

Após a seqüência, que teve também“ The Trace Of Things That Have No Words”, “Letting Go Of The World” e “Comfortable In The Darkness”, “Futureal” foi responsável por fazer a loucura reinar novamente no Hard Rock Café. Esta foi a primeira oportunidade, para muitos, de assistir Blaze tocando músicas dos tempos de Iron Maiden. “The Launch”, do “Silicon Messiah”, de 2000, primeiro álbum da carreira solo de Blaze, manteve o clima criado por “Futureal”. E a clássica “Blood and Belief” foi um dos pontos altos do show.

“Fredoom!” Esta palavra, bravada por Blaze, já anunciava para bons e nem tão bons entendedores que “The Clansman”, clássico do Iron Maiden, estava por vir. Uma execução fantástica da banda, com destaque ao baixista Dave Bermudez. Daí para frente, o clima do show não variou mais. A empolgação se manteve firme até o final. “The Brave”, outra clássica do “Silicon Messiah”, foi avassaladora.

A emocionante e de bela letra “Watching The Night Sky” foi a grande surpresa no set. A primeira vez que ele a executa nesta turnê. Mas, por outro lado, a sensacional “Samurai” saiu do repertório. “God Of Speed” veio na seqüência para deleite de quem estava presente. Mas outro ponto alto do show começaria agora. “The Man Who Would Not Die” foi recebida da mesma maneira que as músicas dos tempos de Iron Maiden. Todos cantaram juntos e com muita força.

Ao fim da “Robot” (ou Robocop, como estava nos sets colados pelo chão do palco), a banda fez uma pequena pausa, onde Blaze se ajoelhou para dizer com muita ênfase e em inglês fácil novamente, para todos entenderem, “thank you. From Our Hearts, thank you!”. E continuou, dizendo que com certeza aquela tinha sido uma das melhores noites de toda a turnê e prometeu se lembrar disso no futuro.

Após uma espécie de Bis, onde Blaze desejou ‘boa noite’, mas nem mesmo saiu do Palco, a rápida “Madness And Sorrow” fez os headbangers baterem cabeça antes do fechamento com mais uma do Iron Maiden: “Man On The Edge”. Após exatamente 1:50 de show, Blaze se despede do palco, mas inicia mais atendimentos aos fãs. Ele saiu direto do palco para a pista onde distribuiu autógrafos e tirou fotos, sempre com muita simpatia e carisma.

Setlist
1- Blackmailer
2- Smile Back At Death
3- Faceless
4- City of Bones
5- Voices From the Past
6- Surrounded by Sadness
7- The Trace of Things That Have No Words
8- Letting Go of the World
9- Comfortable in Darkness
10- Futureal
11- The Launch
12- Blood and Belief
13- The Clansman
14- The Brave
15- Watching The Night Sky
16- God of Speed
17- The Man Who Would Not Die
18- Robot
------------------
19- Madness and Sorrow
20- Man On The Edge

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