Millencolin: ainda melhores no último show em Porto Alegre
Resenha - Millencolin (Bar Opinião, Porto Alegre, 11/11/2010)
Por Lucas Steinmetz Moita
Postado em 15 de novembro de 2010
Não faz muito tempo desde a última visita à capital gaúcha. Ainda assim, isso não foi motivo para o público porto-alegrense deixar de lado a oportunidade de prestigiar os suecos do Millencolin mais uma vez. Com o Bar Opinião lotado e ingressos esgotados, mais de mil pessoas vivenciaram uma experiência única.
A primeira grande surpresa foi a abrangência de faixas etárias muito distintas. Uma faixa típica dos fãs do Millencolin na base de 20 anos de idade, que vivenciou o crescimento da banda no início dos anos 90; outra um pouco mais antiga, que assistiu os lendários Ramones quando ainda não eram uma lenda; e até mesmo alguns mais novos, que não tiveram a oportunidade de jogar Tony Hawk’s Pro Skater 2.
Antes mesmo da banda principal subir ao palco, o público deixou claro que não estava ali pra brincadeira... Enquanto o palco era montado, o empurra-empurra estava começando a se formar e dois ou três mais ousados já começavam a nadar na platéia.
Pouco mais de dez minutos além do programado, as luzes se apagam e, sob gritos ensurdecedores, os membros do Millencolin assumem seus postos. Fredrik (bateria), Mathias e Erik (guitarras) e Nikola (baixo e vocal) não perdem tempo com cerimônia e disparam tocando na íntegra (e em ordem!) o álbum Pennybridge Pioners, de 2000. Iniciando de cara com um dos maiores sucessos da banda, "No Cigar" (aquela música que você com certeza conhece, mas talvez não lembre). Dando sequencia com "Fox", Erik dá um chute no ar que resulta em uma embaraçosa queda de costas. Nada que precise interromper o show, pelo contrário, rende algumas risadas e uma leve timidez superada pela pegada de "Material Boy".
Chegamos então a um dos pontos mais altos da apresentação. "Penguins and Polar Bears" foi a responsável pelo maior tumulto (no bom sentido) do público e por algumas tentativas, mal sucedidas, de invasão de palco.
Como qualquer banda estrangeira que venha para o Brasil, era inevitável que algumas piadas clichês sobre futebol fossem feitas. Nikola perguntou quem gostava de clubes como Santos e Flamengo, tomando, obviamente uma grande vaia. Quando falou sobre o Grêmio, alguns vaiaram, enquanto uma grande maioria (coincidentemente) aparentava preferir o time tricolor gaúcho. Antes que pudesse equilibrar as coisas citando o Internacional, uma faixa da torcida organizada do Grêmio foi arremessada ao palco. A manifestação por parte dos torcedores do time foi ainda maior e os músicos notaram que seria difícil continuar a brincadeira como era planejado...
...Então, seguiram com a balada (como o nome já sugere) "The Ballad". Embora 80% da canção seja acústica, alguns não se importaram com o clima que a música deveria criar, e continuaram se divertindo com os moshes e rodas.
Daí em diante, os suecos continuaram apresentando uma grande seleção da carreira. Dificilmente algum fã foi embora insatisfeito por não escutar a música desejada (mesmo que nenhuma canção do álbum mais recente, Machine 15, tenha sido executada). Embora a apresentação tenha sido relativamente curta (uma hora e meia), 23 sucessos da banda foram apresentados, entre eles, "Story Of My Life", "Vixen" e "Mr. Clean". A banda se retira e retorna para encerrar o show com "Bullion" e "Black Eye".
Em resumo, o Millencolin trouxe a Porto Alegre uma das maiores performances de palco que bandas do estilo poderiam proporcionar. Comparado ao show de 2008, todos os fãs afirmaram uma superioridade na banda atualmente. Muito carisma, grande atenção ao público (incluindo cartazes e camisetas feitas para chamar atenção da banda), e uma noite inesquecível que marcou com muita alegria, litros e suor e alguns pares de hematomas.
Set list:
01. No Cigar
02. Fox
03. Material Boy
04. Duck Pond
05. Right About Now
06. Penguins and Polar Bears
07. Hellman
08. Devil Me
09. Stop to Think
10. The Mayfly
11. Highway Donkey
12. A-Ten
13. Pepper
14. The Ballad
---
15. Story of My Life
16. Friends Til’ The End
17. Random I Am/Leona
18. Vixen
19. Buzzer/In a Room
20. Killercrush
21. Mr. Clean
---
22. Bullion
23. Black Eye
Produção Abstratti
Redação e Fotografia: Lucas Steinmetz (Moita)










Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow
Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
O guitarrista vetado na banda de Suzi Quatro que três anos depois vendeu 10 milhões de discos
Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
A música do Iron Maiden que é a preferida de Mikael Akerfeldt, vocalista do Opeth
O clássico que o Rainbow nunca tocou ao vivo porque Ritchie Blackmore esqueceu o riff
O que Greyson Nekrutman trouxe ao Sepultura que outros bateristas não tinham
Com quase 200 atrações, Summer Breeze fecha cast para edição 2026
A música que deixou seu autor constrangido e se tornou um grande hit dos anos 90
A sincera opinião de Ozzy sobre George Harrison e Ringo Starr: "Vamos ser honestos?"
Os músicos que, segundo Mick Jagger, sempre odiaram o rock dos Rolling Stones
7 músicas de metal lançadas em 2000 que estavam à frente do seu tempo, segundo a Louder
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização
Ex-vocalista gostaria de participar da turnê que celebra 50 anos do Accept
Extreme - uma apresentação enérgica, direta e de altíssima qualidade em Porto Alegre
Blackberry Smoke voltou para Porto Alegre com a casa cheia
O Monsters of Rock 2026 entregou o que se espera de um grande festival
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


