Fito Páez: resenha e fotos do show em Porto Alegre

Resenha - Fito Páez (Pepsi on Stage, Porto Alegre, 14/10/2010)

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Por Paulo Finatto Jr.
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Depois de um hiato de três anos, eis que FITO PÁEZ retorna com o álbum “Confiá” (2010). O cantor – que é o maior nome do rock argentino de todos os tempos – deu continuidade à sua turnê brasileira na capital gaúcha após passar pelo centro do país em setembro. Embora não tenha lotado o Pepsi on Stage, o show agradou todos os fãs do músico portenho que estiveram presentes.

Fotos: Leonardo Manara

Com uma sonoridade mais crua em comparação com o seu antecessor, o recente disco de FITO PÁEZ marca um novo momento na carreira do músico argentino. Desde o início do show – que iniciou precisamente às 22h02 – a preocupação do cantor em apresentar as novidades de “Confiá” (2010) se mostrou evidente. Embora não seja a composição de maior destaque do material, “Fuera de Control” animou um pouco os presentes que já estavam ansiosos pelo início do espetáculo.

No entanto, os gaúchos se mostraram mais interessados em assistir o show a agitar junto com a estrela da noite. “Folis Verghet” e “Tiempo al Tiempo” foram executadas de maneira impecável – mesmo que poucos tenham acompanhado as letras ao lado de FITO PÁEZ. De qualquer modo, o cantor portenho não deixou de fora do repertório as músicas mais cadenciadas e famosas da década de noventa. Depois de “Confiá” veio a rockeira “El Chico de la Tapa” – do disco “Tercer Mundo” (1990).

Depois da suave “Llueve Sobre Mojado”, FITO PÁEZ comandou a sua banda própria em outras duas composições novas: “La Nave Espacial” e “London Town”. Embora seja sucesso absoluto nas rádios argentinas, “Confiá” (2010) ainda não tem um impacto respeitável em território brasileiro. De qualquer maneira, nenhum momento do show se compara com a receptividade que as faixas “11 y 6” – retirada do disco “Giros” (1985) – e “Circo Beat” tiveram. Com quase quarenta minutos de espetáculo, FITO PÁEZ é acompanhado pelo público e ovacionado pela primeira vez.

Na condição de pianista e sozinho no palco, o músico argentino executou a recente e cadenciada “Limbo Mambo” antes de emendar duas composições de maior apelo junto ao público. Depois de “Cable a Tierra”, FITO PÁEZ trouxe “Track Track” – retirada do disco “Ciudad de Pobres Corazones” (1987). A música – conhecida no Brasil sobretudo pela versão em português assinada pelos PARALAMAS DO SUCESSO – animou os presentes em um outro momento ímpar do show. Em “El Diablo de tu Corazón”, mais aplausos e o primeiro coro entoado pelos fãs com o nome do compositor.

Entre as novatas “La Ley de la Vida” e “El Mundo de Hoy”, FITO PÁEZ incluiu em seu set uma das composições mais interessantes e rockeiras do seu repertório. Embora não tenha o mesmo impacto que as cadenciadas e radiofônicas, “Naturaleza Sangre” animou todos aqueles que conhecem a carreira do cantor argentino mais a fundo. Na sequência, “El Mundo de Hoy” e “Tumbas de la Gloria” – retirada do álbum “El Amor Después del Amor” (1987).

No rock argentino, “El Amor Después del Amor” (1987) é o disco mais vendido de toda a história – mais de 700 mil cópias comercializadas. Não é à toa que na sequência do espetáculo outras composições desse álbum ainda foram executadas. A romântica “Un Vestido y un Amor” – extremamente ovacionada – e “A Rodar Mi Vida” – verdadeiramente rockeira e que encerrou a primeira parte da apresentação – também estiveram no repertorio.

Em um outro momento essencialmente rock n’ roll da noite, “Al Lado del Camino” e “Polaroid de Locura Ordinária” foram executadas na sequência. De volta para o bis, FITO PÁEZ trouxe a inusitada e inesperada “Vaca Profana” (CAETANO VELOSO) – a única do repertório cantada em português. Com a cadenciada “Dar es Dar”, o músico argentino deu aos gaúchos um último momento de emoção antes de encerrar o espetáculo com o seu clássico absoluto “Mariposa Technicolor”. Não há dúvida que essa foi a música de maior repercussão e desdobramento junto ao público.

O espetáculo na capital gaúcha, que estava marcado próximo ao restante da turnê brasileira no dia 25 de setembro, acabou transferido “por motivos de força maior”, de acordo com a assessoria de FITO PÁEZ. No entanto, essa alteração de data – que não foi explicada e tampouco comentada pelo cantor durante o show – não comprometeu em nada a qualidade do espetáculo. Não há um fã que tenha deixado o Pepsi on Stage insatisfeito após 2h10 de show.

Set-list:

01. Fuera de Control
02. Folis Verghet
03. Tiempo al Tiempo
04. Confia
05. El Chico de la Tapa
06. Llueve Sobre Mojado
07. La Nave Espacial
08. London Town
09. 11 y 6
10. Circo Beat
11. Limbo Mambo
12. Cable a Tierra
13. Track Track
14. El Diablo de tu Corazón
15. La Ley de la Vida
16. Naturaleza Sangre
17. El Mundo de Hoy
18. Tumbas de la Gloria
19. Un Vestido y un Amor
20. Al Lado del Camino
21. Polaroid de Locura Ordinária
22. Ciudad de Pobres Corazones
23. A Rodar Mi Vida
24. Vaca Profana (Caetano Veloso)
25. Dar es Dar
26. Mariposa Technicolor

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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