Social Distortion: alegria de tiozões e novos fãs em SP
Resenha - Social Distortion (Via Funchal, São Paulo, 17/04/2010)
Por Pedro Henrique Cardoso Carvalho
Postado em 23 de abril de 2010
Pela primeira vez, desde 1978, os ilustres cavalheiros do Social Distortion, liderados por ninguém menos do que o punk cowboy fora da lei Mike Ness, pisam em solo brasileiro, para alegria de tiozões e fãs "new school" como o próprio Mr. Ness fez questão de ressaltar.
A abertura do show ficou a cargo da competente banda All The Hats. Argentinos que tocam juntos desde 2001 e entraram no palco por volta das 20h45. Os simpáticos hermanos cativaram e aqueceram a galera antes do Social Distortion, tendo como ponto forte a execução da energética "No Borders" e a inesperada "Time Bomb" do Rancid como saideira. O Punk Rock bem tocado e com letras em espanhol é uma proposta interessante no meio de tanta mesmice e serviu para deixar a galera tinindo para a tão esperada apresentação dos senhores do SxDx.
Com 15 minutinhos toleráveis de atraso, eis que um tema à la "Era una vez en Mexico" soa e entram no palco cheios de energia, os integrantes da banda de Fullerton.
Mike Ness, nosso querido frontman, entra por último. Ovacionado pelos rockers e punks na platéia. Com sua reconhecível simpatia, trata de interagir com o público perguntando em português "E aí galera!?", tocando na sequência a trilha inédita "Road Zombie", que na melodia é alguma coisa parecida com o Misfits do Graves. A iluminação estava ótima e o palco muito bem montado, com direito a pôster de Hot Rod e tudo mais. Na sequência veio "Under My Thumb", cover dos Stones, mas mais reconhecida e digamos, agradável, quando tocada pela trupe malvada da Califa.
Em seguida, vieram "Bye Bye Baby", a balada "Bad Luck" e "Don’t Drag me Down", fazendo os fãs mais fervorosos perderem a linha e gritarem até ficarem sem voz!
Um fato interessante que ocorreu: Como não poderia deixar de ser, provincianos que são os norte americanos, Mike deu suas cutucadas no Rio de Janeiro, dizendo que lá era "ok" com um tom de desdém e que São Paulo era "O Lugar". Não preciso dizer que ganhou os fãs da Paulicéia na hora, não é mesmo!? Digamos que São Paulo está pra NY assim como o Rio está pra Califórnia. Será!?
Feita essa brincadeira, algumas pessoas jogaram camisetas no palco, que Mike entendeu como sendo presentes. Até chegou a questionar "Any more gifts? Presents? Presents?"
Na sequência, vieram "Another State of Mind", "The Creeps" e a ácida "Mommy’s Little Monster". Antes da próxima música, Mike havia convidado alguns fãs a subirem no palco, um rapaz até chegou a dizer que gostava de Social Distortion "Since os treze anos", arrancando risadas de todos, mas quem roubou a cena mesmo, foi um garotinho de 11 anos a quem Mike atribuiu o sucesso deles agora, dizendo que ele era a "New School".
Para dar uma cadenciada no ritmo, a "indecisa", por assim dizer, "Sometimes I Do" foi executada. Música que rendeu alguns isqueiros levantados formando uma imagem bonita de se ver e uma energia mágica de camaradagem, vendo algumas pessoas abraçadas balançando pra lá e pra cá. A música foi oferecida "To the Old Brazilian Pirates".
"Sick Boys" foi a próxima, música que teve um cover gravado pelo MxPx. Sinceramente, eles fizeram uma salada no set list, tive a oportunidade de pegar o set no final do show e algumas musicas o SxDx trocou de lugar, bem como não tiveram tempo de tocar todas as músicas que lá constavam. Provavelmente devido ao atraso para entrar no palco, mas nada que chegasse a prejudicar a qualidade do show.
A romântica "Reach for the Sky" foi a próxima música a ser tocada, seguida de "Nickles and Dimes", dedicada pelo próprio Mike a alguns tipos incidentes na platéia, a quem deu a seguinte recomendação "Crime is not worthy".
Quando os primeiros acordes de "Ball and Chain" foram desferidos, confesso que fiquei emocionado. A influência do country na música do SxDx é evidente em todas, porém nessa em especial, isso fica registrado e reconhecido firma. Digo mais, considero essa música a obra prima do SxDx.
Inédita, a faixa "Still Alive" foi a próxima a ser tocada. A surpresa foi que Mike nos contou que um novo álbum está sendo preparado para setembro e que com certeza nos veremos ano que vem. Uma ótima notícia.
Como de praxe nos shows de rock, aquela brincadeira do "finjo que saio, vocês fingem que acreditam" teve que ser feita. Ok, damos um desconto para o tiozinho de 48 anos. Afinal, não é qualquer banda que consegue manter uma carreira de 30 anos intacta, sem discos mal recebidos pelo público e sem as críticas chatas dos fãs xiitas!
Depois da pausa para o cafézinho, a turma do barulho volta com o primeiro bis, composto de "Making Believe" e "Cold Feelings". Terminando essas duas execuções, a banda abandona o palco por mais 5 minutos. Na volta, "Prison Bound" é tocada, gerando aquele clima de nostalgia. Sabíamos que o fim estava próximo, e queríamos curtir o máximo as próximas músicas!
Como nosso amigo Mike é um cara muito sabido, nos deu valiosos conselhos amorosos, dizendo que "If the girl you’re up to doesn’t care about you, be patient, or just.... Get another!", de qualquer maneira, disse que estava no clima de tocar uma "love song", eeeeis que os acordes já conhecidos da música do velhinho tarado, Honorável Mr. Cash ecoam por todo o espaço da Via Funchal, incendiando os fãs que agora sim, cantavam e dançavam num círculo de fogo!!!!!
O que eu posso dizer? Simplesmente perfeito. Confesso que não esperava tanto desse show, mesmo vendo os vídeos na internet, estava meio cético. Adoro quando acontecem essas surpresas! Se o que o bom tiozinho falou for verdade e o Social Distortion voltar mesmo ano que vem, com certeza estarei lá!
Line-up:
Mike Ness
Jonny "2 Bags" Wickersham
Brent Harding
Scott Reeder
Setlist:
Road Zombie
Under My Thumb
Bye Bye Baby
Bad Luck
Don't Drag Me Down
Another State Of Mind
The Creeps
Mommy's Little Monster
Sometimes I Do.
Sick Boys
Reach For The Sky
Ball & Chain
Still Alive
Highway 101
Gotta Know The Rules
Sometimes I Do
Nickles & Dimes
Bis1:
Making Believe
Cold Feelings
Bis2:
Prison Bound
Ring Of Fire
Obs: Para quem ficou esperando "Story of My Life", ela estava no set list oficial, porém não foi tocada.
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