Dream Theater no Brasil: rotina, mas ainda com magia

Resenha - Dream Theater (Credicard Hall, São Paulo, 19/03/2010)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Pedro Zambarda de Araújo
Enviar correções  |  Ver Acessos

Ver Dream Theater pela terceira vez na vida torna esse acontecimento uma rotina, mas não retira a magia e a novidade dele. Eu esperava de Mike Portnoy, James LaBrie, John Petrucci, John Myung e Jordan Rudess a mesma qualidade de performances que assisto desde 2005, executando com fidelidade músicas que definiram minha adolescência e começo da fase adulta. Mesmo com um palco simples, com panos que simulavam nuvens, que os fãs acharam pobres em relação às formigas e ao farol do show de 2008, a energia tomou conta de todos em 19 de março, quando A Nightmare To Remember começou a ser executada, às 22h30.

Raul Seixas: Por trás da letra de "Carimbador Maluco"Veraneio Vascaína: Uma ácida crítica à polícia brasileira

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Com tranças nas primeiras músicas, o baterista Mike Portnoy tocava com entusiasmo e força, falando constantemente com o público. Seu vocal está em plena forma, assim como suas viradas e técnica melhorada ao longo dos anos. Me decepcionei apenas pelo fim de The Prophets of War, música cantada em coro por todos com sua letra mostrada no telão, terminar com uma gravação da letra, e não com voz do batera.

John Petrucci fez um solo que abusou de bends e uma guitarra limpa logo após de A Rite of Passage. Para as pessoas que normalmente acusam o guitarrista de não possuir técnica, de "fritar" ou tocar rápido demais, seu instrumental cativou todos os presentes. O último álbum, Black Cloud & Silver Linings, mostrou sua capacidade com cordas. Ao vivo, na turnê desse trabalho, não provou ser diferente.

Jordan Rudess mostrou a diversidade de efeitos e técnica em seu teclado na improvisação após o Medley Pull Me Under/Metropolis. Nesse momento do show, próximo do final e da épica (e longa) música The Count of Tuscany, Rudess abusou dos efeitos com uma bateria extremamente rápida de Portnoy, puxando toda a banda para tocar rápido seus instrumentos. O show de guitarra, baixo, bateria e teclado não soou pretensioso, mas intenso.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Diferente desses músicos, que mantiveram sua qualidade e trouxeram novidades, James LaBrie me decepcionou um pouco. Nos últimos shows e desde o CD Octavarium, seu vocal parecia apelar menos para falsete e notas altas, ganhando uma substância na voz. Na apresentação do dia 19, sua voz sumiu em músicas calmas como Hollow Years. Seu trabalho como cantor é sempre tema de polêmica para fãs.

Por fim, John Myung estava sonoramente apagado em Black Cloud & Silver Linings, tocando músicas que não valorizam o contrabaixo. No show, além de continuar pouco notável, o baixista estava imóvel como sempre, sem chamar muito a atenção do público. Seu trabalho como músico é notável, mas ele poderia criar material que evidenciasse o baixo.

Mesmo que muitas coisas desagradem muitas pessoas, é um privilégio ver isso três vezes, de três maneiras diferentes. Pude testemunhar o crescimento da maior banda de heavy metal progressivo nestes cinco anos, e espero pelo quarto, quinto e sexto show. Vou o máximo de apresentações que puder. Este testemunho é a minha forma de demonstrar sinceridade com essa banda, e, ao mesmo tempo, estimular os fãs de rock, metal e todo o gênero musical a curtir, com carinho, seus músicos favoritos.


Outras resenhas de Dream Theater (Credicard Hall, São Paulo, 19/03/2010)

Dream Theater: um dos melhores shows que veremos em 2010

Dream Theater: 7 mil fãs vão ao delírio em São PauloDream Theater
7 mil fãs vão ao delírio em São Paulo




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de ShowsTodas as matérias sobre "Dream Theater"


Dream Theater: a influência do Iron Maiden nos trabalhos conceituaisDream Theater
A influência do Iron Maiden nos trabalhos conceituais

John Petrucci: Steve Morse é meu músico preferidoJohn Petrucci
"Steve Morse é meu músico preferido"


Raul Seixas: Por trás da letra de Carimbador MalucoRaul Seixas
Por trás da letra de "Carimbador Maluco"

Veraneio Vascaína: Uma ácida crítica à polícia brasileiraVeraneio Vascaína
Uma ácida crítica à polícia brasileira


Sobre Pedro Zambarda de Araújo

Nascido em 1989. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Pedro foi apresentado ao heavy metal através da banda Blind Guardian, em meados de 2004. Ouve e aprecia outros estilos do rock, como o punk, o indie e vertentes mais variadas. Gosta de assistir e cobrir shows.Toca muito mal guitarra, mas aprecia vários tipos de instrumentos musicais.

Mais matérias de Pedro Zambarda de Araújo no Whiplash.Net.

Cli336x280 CliIL Cli336x280 CliInline