O hit dos Beatles cuja letra o pai de Paul McCartney queria mudar
Por André Garcia
Postado em 05 de outubro de 2023
Quando conquistaram a Inglaterra, em 1963, os Beatles tinham como marcas registradas seu corte de cabelo, os ternos e seus "yeah". E se há uma música em que o "yeah" é cantado (quase) à exaustão é "She Loves You" — são 28 repetições!
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John Lennon e Paul McCartney a compuseram juntos na casa do pai do baixista, Jim. Como Jim McCartney era um músico de jazz, a dupla correu para mostrar a ele e saber sua opinião. Conforme publicado pela Far Out Magazine, na biografia Many Years From Now, de Barry Miles, Paul contou que seu pai aprovou a melodia, mas desaprovou o americanismo do "yeah".
"Fomos para a sala de estar e dissemos: 'Pai, ouça isso! O que você acha?' E ele disse: 'Isso é muito bom, filho, mas já tem americanismos demais por aí. Não seria melhor cantar 'She loves you yes, yes, yes'? Naquele momento, desencanamos e dissemos 'Não, pai, você não está entendendo nada!'"
Norman Smith, que na época auxiliava o produtor George Martin como engenheiro de som, relembrou que não se empolgou com "She Loves You", a princípio:
"Eu estava configurando o microfone quando vi a letra pela primeira vez no suporte de partitura", contou ele a Mark Lewisohn. "'She loves you yeah, yeah, yeah / She loves you yeah, yeah, yeah / She loves you yeah, yeah, yeah' Eu pensei, 'Meu Deus, que letra, hein! Esta vai ser uma música da qual não vou gostar. Mas quando eles começaram a cantar… bang! Uau, era fantástico. Eu estava no mixer muito animado."
Também a Mark Lewisohn, George Martin relembrou: "Eu estava sentado no meu lugar habitual em um banquinho alto no estúdio 2 quando John e Paul ensaiaram as músicas pela primeira vez. George se juntando a eles nos coros. Eu achei ótimo, mas fiquei intrigado com o acorde final: um tipo estranho de sexta maior, com George fazendo a sexta e John e Paul o terceiro e quinto, como um arranjo de Glenn Miller. Eles diziam, 'É um ótimo acorde! Ninguém nunca ouviu antes!' Claro, eu sabia que aquilo não era verdade."
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