Moonspell e Tiamat: noite eterna em São Paulo

Resenha - Moonspell e Tiamat (Carioca Clube, São Paulo, 17/11/2009)

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Por Thiago Fuganti
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E lá se vão 5 anos desde a última passagem dos Portugueses do MOONSPELL por São Paulo, assim sendo, a expectativa para este show era grande, ainda mais que desta vez viriam acompanhados pelo TIAMAT, banda Sueca que se apresentaria pela primeira vez no Brasil.

O local escolhido foi o Carioca Clube, tradicional casa de Forró de São Paulo. Apesar de ser um pouco distante do centro, se mostrou um lugar agradável para shows deste porte, e teve sua lotação quase que completa, em plena terça feira.

Tiamat

Por volta de 21h o TIAMAT sobe ao palco, iniciando o show com "Will They Come?", faixa do úlitmo disco da banda, "Amanethes". O público de cara já reagiu bem, o que foi uma constante durante toda a apresentação, com todos cantando junto nos refrões e ovacionando a banda nos intervalos das músicas.

A clássica "Whatever That Hurts", do álbum "Wildhoney", de 1994 incendiou a casa de vez, dando mostras que este show ficaria para a história, "Children of the Underworld", "cain", “Vote for Love” (com participação massiva do público no refrão) e “Do You Dream of Me?” deram sequência.

O TIAMAT é uma banda que dispensa apresentações, na ativa desde 1988, já lançaram 9 álbuns de estúdio, e seu estilo que antes era um pouco Death, foi gradualmente sendo moldado em um Rock/Metal Gótico, bem soturno e com muitas variações de climas.

"Cold Seed”, “Until the Hellhounds Sleep Again”, “Brigther Than the Sun" foram as próximas, e na música “The Sleeping Beauty", Fernando Ribeiro do MOONSPELL fez uma participação, dividindo os vocais com Johan Edlund. Perto do final, o baterista do Moonspell, Mike Gaspar também apareceu, dando uma ajudinha a seu companheiro de profissão nas baquetas. O Final deste episódio foi hilário, com Fernando dizendo: - "E pro Tiamat, nada? Tudo!!!", E em seguida emendou: "Tiamat, Tiamat, Tiamat!" - Sendo seguido pelo público, que continuou clamando pelo nome da banda, em uníssono.

"Gaia" fechou esta curta, porém empolgante apresentação. Ofuscada apenas pela duração, cerca de uma hora, mas como vieram na condição de banda convidada, não tinhamos muito o que esperar, exceto que retornem logo como banda principal.

Moonspell

Eis que era chegada a hora de todos terem contato com o "Feitiço da Lua". Enquanto a intro de "At Tragic Heights" rolava nos PA's, o telão de fundo exibia imagens aleatórias e frases da letra - extraídas do capítulo 16 do Apocalipse - sicronizadas com a voz de Fernando Ribeiro. Após alguns instantes a banda adentra o palco, dando continuidade à música. Entrada mais que triunfal, e certeza que a noite seria mágica.

"São Paulo, Brasil, a noite é eterna!" - Esta frase de Fernando dá inicio a "Night Eternal”, faixa título do último CD da banda. Catarse coletiva com público respondendo aos brados, principalmente no refrão, berrado por todos. A banda não ficou pra trás, despejando uma energia incrível no palco. A próxima foi "Finisterra", do disco "Memorial", de 2006, e a agitação continuou, com Fernando incitando a todos a cantar junto no refrão.

É inegável a ótima fase que estes Portugueses estão vivendo, desde turnês com nomes como DANZING, DIMMU BORGIR, GORGOROTH e CRADLE OF FILTH a premiações como a Best Portuguese Act no MTV Europe Music Awards de 2006, isso sem falar que o já citado "Memorial" foi número um de vendas em Portugal durante a prmeira semana de lançamento. E isso tudo se reflete no palco, pois o dominam como poucos.

“The Southern Deathstyle”, do disco "The Anthidote", de 2003, deu sequência, e foi justamente na turnê deste disco que o Moonspell tocou pela última vez em São Paulo, em maio de 2004. Na sequência o telão exibiu a capa do disco "Wolfhearth", de 1995, e com a frase: "Aos vossos olhos, a sombra do lobo. Wolfshade!" - é tocada esta clássica música deste que muitos consideram o melhor trabalho do MOONSPELL.

E os clássicos não param, "Opium", do disco "Irreligious", de 1996, foi a próxima a fazer o Carioca Club tremer, e ver todos os presentes berrarem a poesia de Fernando Pessoa que fecha a música foi algo que este poeta nunca imaginaria em vida.

Durante toda a apresentação o público participou ativamente, seja ovacionando a banda, seja acompanhando as músicas com os tradicionais urros "EI EI EI EI" e com os punhos erguidos. O telão também ajudou a embelezar a apresentação, pois ia exibindo imagens sicronizadas com as músicas que eram executadas.

A pessadíssima "Blood Tells", do disco "Memorial" é a próxima, e contou com forte participação do público no refrão.

"Nós somos feitos de disparidade e inocência, fúria e pureza. E tudo chegou até nós numa forma de uma flor escorpião." - Estas palavras de Fernando anunciaram a grande "Scorpion Flower". Esta música contou com a participação de Anneke van Giersbergen (ex vocalista do THE GATHERING), no estúdio, e aqui não foi diferente, pois enquanto a voz dela soava nos PAs, suas imagens, extraídas do vídeo clipe da música apareciam no telão. Durante esta música a guitarra de Ricardo Amorin apresentou problemas, fazendo com que o guitarrista saísse do palco e com que a banda ficasse uns instantes parada no final da música.

Problemas resolvidos, e era hora da climática "Nocturna", do disco "Darknes and Hope", de 2001. Infelizmente esta foi a única música deste disco a ser tocada nesta noite. Também ficaram de fora os albuns "Sin/Pecado" e "The Butterfly Effect".

Pra próxima música, a belíssima "Luna", Fernando chamou a vocalista do RAVENLAND, camilla Raven para dividir os vocais.

"Vampiria", do disco "Wolfherat" veio a seguir e foi um dos pontos altos do show; com sua soturna entrada com teclado, baixo, bateria e vocais sussurados, passando pela parte pesada do meio até atingir o climax no fim, onde todas as "vampiras" da casa gritaram juntas. O telão deu um clima ainda mais vampiresco, com imagens de sangue escorrendo.

"Hora de chamar por... Mephisto!" - Dito isso e uma das mais obscuras músicas do MOONSPELL torma forma no palco do Carioca Club, com todos os presentes fazendo o tradicional sinal de chifres com as mãos erguidas.

Na clássica "Alma Mater" Fernando aparece com a camisa da Portugesa Metal (torcida da Portuguesa) e chama Dewindson Wolfheart, também vocalista do RAVENLAND para participar. Esta é uma das mais conhecidas músicas do MOONSPELL e já estava sendo pedida por alguns fãs mais impacientes. Foi o ponto alto do show com certeza, com público e banda agitando muito. O refrão foi um show à parte, pois ouvir todos berrando "Virando costas ao mundo, orgulhosamente sós, glória antiga, volta a nós" foi de arrepiar.

Após esta música, a banda sai para o backstage, mas logo retorna com "Everthing Invaded", do disco "The Antidote".

Fernando anuncia uma música extra para os fãs de São Paulo, e tocam "Ruin & Misery" do clássico "Irreligious". Como era esta a última data da turnê americana do MOONSPELL e TIAMAT, o clima era de festa, e não foi surpresa quando todos os músicos do TIAMAT entraram no palco com umas cestas de bombom e jogaram pra platéia, sendo devidamente "zoados" por Fernando.

Hora do fim, que em se tratando de shows do MOONSPELL, tradicionalmente vem com "Full Moon Madness". Nos telões imagens de luas, lobos e pentagramas se alternavam, enquanto que o público falava as partes em portugês da música e berrava o refrão junto com Fernando Ribeiro. Não poderia ter havido final melhor... a banda se despede com Fernando agradecendo a "Sun Paulo Brasil" e prometendo uma próxima... e que essa próxima não demore mais 5 anos, porque público a banda provou que tem.

Tiamat:
Intro / Will They Come?
Whatever That Hurts
Children Of The Underworld
Cain
Divided
In A Dream
Do You Dream of Me?
Cold Seed
Until the Hellhounds Sleep Again
Brighter Than the Sun
The Sleeping Beauty
Gaia

Moonspell:
Intro / At Tragic Heights
Night Eternal
Finisterra
The Southern Deathstyle
Wolfshade (A Werewolf Masquerade)
Opium
Blood Tells
Scorpion Flower
Nocturna
Luna
Vampiria
Mephisto
Alma Mater
Everthing Invaded
Ruin & Misery
Full Moon Madness

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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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