Ripper Owens: Desfiles de clássicos com um dos melhores vocalista de M

Resenha - Ripper Owens (Manifesto Bar, São Paulo, 16/10/2009)

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Por Thiago Fuganti
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Falar que RIPPER OWENS é um dos melhores vocalistas de Heavy Metal em atividade chega a ser redundância, mas foi esta afirmação que veio a minha cabeça ao assistí-lo no último dia 16/10 no Manifesto, em São Paulo.

Fotos: Alexandre Cardoso

Os responsáveis por abrir o evento foi uma banda relativamente desconhecida, chamada "BURN DOWN". Seu som passeia entre "Pantera" e "Black Label Society", mas acaba pecando pela falta de uma identidade própria. Fizeram um show rápido e só não empolgaram mais os presentes porquê uma corda da guitarra arrebentou, e perderam muito tempo para trocá-la.

Por volta de 01h30 da manhã, os integrantes da banda Tempestt sobem ao palco do Manifesto, e após a famigerada introdução de bateria, a música "Painkiller" surge, e com ela Ripper Owens. Começo mais que perfeito para o desfile de clássicos que viria a seguir.

"What’s my name?" foi a pergunta de RIPPER ao público, e como esperado, "The Ripper", do JUDAS PRIEST foi executada, para alegria do público que estava sedendo por músicas da lendária banda britânica. A próxima foi outra do JUDAS, porém composta durante a curta passagem do vocalista pelo grupo, "Burn in Hell", do pesado álbum "Jugulator". E novamente a afirmação: Como esse cara canta!.

A música seguinte foi "Believe", do disco solo de RIPPER, "Play my Game" e pode não ser muito conhecida do público, mas mesmo assim teve seu destaque em meio a tantos clássicos. "Highway Star", do DEEP PURPLE foi a próxima, e contou com a participação de BJ, vocalista do TEMPESTT, além de um inspirado solo de baixo. E dá-lhe mais JUDAS PRIEST com "Eletric Eye", do clássico disco "Screaming for Vengeance".

O show continua com "And... You Will Die", única música da banda oficial de RIPPER, o BEYOND FEAR, e com "Rising Force", do guitarrista Sueco YNGWIE MALMSTEEN. O público participou ativamente do show, cantando praticamente todas as músicas, e a banda TEMPESTT (banda de apoio nesta atual turnê de RIPPER no Brasil) também não decepcionou, com ótima presença de palco e execução afiada do set-list.

Hora de mais uma do cd solo, a inpiradíssima "Starting Over", e mais uma do JUDaS, "The Green Manalish". Os Maiden maníacos da noite também foram atendidos, com o clássico "Flight of Icarus", que teve seu refrão entoado por todos a plenos pulmões.

"Grinder" e "One on One" do JUDAS vieram na sequência, vale lembrar que "One on One" fez parte do segundo e último disco que o cantor lançou com o JUDAS PRIEST.

Um riff pesadíssimo anunciou a próxima... "Symptom of The Universe", do BLACK SABATTH. Mesmo em meio a tantos clássicos de sua ex banda, esta sem dúvida foi um ponto alto do show. "Breaking the Law" e "Living After Midnight", ambas do disco "British Stell", de 1980, encerraram a apresentação.

Foi uma noite memorável, especialmente pelo grande número de canções do JUDAS PRIEST, e pela interpretação carregada de "felling" que RIPPEr deu a elas. A dúvida que não quer calar é porque um cantor deste nível ainda não encontrou uma banda a altura, porque voz, esse cara tem de sobra.

Set-list:

Painkiller
The Ripper
Burn in Hell
Believe
Highway Star
Eletric Eye
And... You Will Die
Risin Force
The Green Manalish
Flight of Icarus
Grinder
One on One
Symptom of the Universe
Breaking the Law
Living After Midnight



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Sobre Thiago Fuganti

Catarinense, mas vive atualmente em São Paulo 'Chaos City'. Começou no metal com Iron Maiden, que até hoje acha a melhor banda do mundo, porém descobriu o lado extremo (black, death, doom) e não parou mais. Hoje em dia ouve muitos estilos, desde música clássica a death metal - passando pelas clássicas bandas de metal -, mas a ênfase mesmo fica com o Black Metal.

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