Joe Lynn Turner: ótima noite para os amantes do Hard Rock

Resenha - Joe Lynn Turner (Celeiros Beer, Biguaçu, 08/08/2009)

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Por Ben Ami Scopinho
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Apesar de ser uma capital, Florianópolis e a região que a circunda raramente tem a oportunidade de receber apresentações de bandas internacionais. O motivo? O público é pequeno. Então, naturalmente permanecia certa expectativa de como seria a noite de sábado, 8 de agosto, quando o Celeiros Beer, em Biguaçu, receberia a "JLT - High Gear", turnê do controvertido Joe Lynn Turner, o vocalista que, de uma forma ou outra, deixou sua marca no Rainbow, Deep Purple e na banda de Yngwie Malmsteen.

Fotografias: Luiz Antônio Menegotto

Programado para iniciar às 22h, as bandas cover CODA (que estava comemorando sua primeira década de atuação) e Fred Lee entraram no palco pouco depois das 23h e, como sempre, esquentaram o público com um repertório muito bem selecionado, tocando clássicos do Led Zeppelin, Deep Purple, Whitesnake, Van Halen e afins.

E foi somente à 00h15 que o norte americano Joseph Linquito, mais conhecido como Joe Lynn Turner, acompanhado por Andres Montoya (USA, guitarra, ex-After Pill, Once Misguided), Beto Peres (Brasil, guitarra), Andy Robbins (USA, baixo, ex-Holy Soldier), Marçal (Brasil, teclados) e Garry King (UK, bateria, ex-Jeff Beck, Paul McCartney, Psychedelic Furs), iniciou sua performance para cerca de 500 pessoas, um número um tanto quanto razoável para a ocasião, e cuja faixa etária passava pelos jovens recém-saídos da adolescência e seguia até os veteranos cinquentões.

E Turner, com sua cabeleira impecável, afetação, caras e bicos, se impôs com sua voz e conquistou rapidamente a platéia. Experiência de quem está há décadas atuando... Com uma excelente qualidade sonora (confesso que foi o melhor som que já tive a oportunidade de escutar no Celeiros), a abertura não poderia ser melhor: “Highway Star”, clássico do bom e velho Purple, seguida por "I Surrender" (Rainbow), incendiaram o público, e quem estava mais à frente teve que firmar o pé para não perder seu lugar.

Ainda que não tenha sido executada nem uma canção da fase do Malmsteen, o show continuou, e faixas de grande impacto como “Devils Door” (do álbum solo “The Usual Suspects”), “Stone Cold” (Rainbow), "Street Of Dreams" (Blackmore's Night) ou a sempre bem-vinda e dançante “Hush” (Deep Purple) fizeram com que o público cantasse pra valer.

Os músicos eram extremamente simpáticos e recebiam a animação do público com amplos sorrisos, em especial o carismático baixista Robbins, que passou o tempo todo agitando e distribuindo palhetas ao pessoal. Curiosamente, lá pelas tantas, Turner acabou se estranhando com um cara que estava colado no palco. O vocalista perdeu a compostura e lhe deu um inesperado e rápido esporro, mas, percebendo que passara dos limites, fez um gesto de compreensão ao constrangido rapaz.

Tendo "Smoke On The Water" e "Perfect Stranger" encerrando a apresentação, Joe Linn Turner, com todo o ‘peso’ de seus 58 anos, proporcionou uma ótima noite aos amantes do Hard Rock clássico, que saíram do Celeiros com aquele sorrisão de satisfação. Depois de dias de frio e chuva, todos mereciam! E até mesmo os poucos headbangers que apreciam o metal extremo que apareceram por lá deram o braço a torcer, admitindo que foi uma apresentação verdadeiramente rock´n´roll.

Tracklist:
- Highway Star (Deep Purple)
- I Surrender (Rainbow)
- King Of Dreams (Deep Purple)
- Blood Red Sky (Joe Lynn Turner)
- Street Of Dreams (Blackmore's Night)
- Divided (Sunstorm)
- Jealous Lover (Rainbow)
- Stone Cold (Rainbow)
- Devil´s Door (Joe Lynn Turner)
- Love Conquers All (Deep Purple)
- Death Alley Driver (Rainbow)
- Hush (Deep Purple)
- Burn (Deep Purple)
- Smoke On The Water (Deep Purple)
- Perfect Stranger (Deep Purple)

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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