Dr. Sin e Malmsteen: comentários sobre o show em SP
Resenha - Yngwie Malmsteen e Dr.Sin (Citibank Hall, São Paulo, 06/12/2007)
Por Rafael Pastre
Fonte: Dr. Site
Postado em 13 de dezembro de 2007
O dia 06/12/2007 marcou mais um capítulo inesquecível na história do Rock em nosso país. O sueco Yngwie Malmsteen, um dos maiores virtuoses da guitarra e sua atual banda estiveram de volta à São Paulo, dessa vez no Citibank Hall, tendo ao seu lado nada mais nada menos do que o Dr. Sin, em uma das melhores fases de sua carreira, com o recém lançado álbum "Bravo".
Fica evidente a grandeza e importância desse evento quando se leva em consideração que mesmo tendo chovido o dia todo, mesmo o Citibank Hall estando localizado numa região de difícil acesso, mesmo com a corrida frenética por ingresso para o show do Iron Maiden, a casa se encontrava lotada, tanto pista quando camarotes (que aliás se esgotaram com bastante antecedência) inteiramente tomados pelos fãs.
Yngwie Malmsteen - Mais Novidades
A noite já começou com destaque positivo para o merchandise de ambas as bandas, que trouxeram ótimos produtos a preços moderados. Dando início a essa grande noite veio o Dr Sin, mandando de cara "Welcome To The Show", uma das faixas mais empolgantes do novo álbum, perfeita para abertura, emendando com a pesadíssima "Nomad", os clássicos "Time after Time" e "Fire", incendiando o local..
Com uma excelente performance tocaram sem intervalos fazendo com que o público não parasse de pular e cantar as músicas. Logo de cara tocaram o hit "Fire" ("Brutal"), música muito pedida nos shows da banda e também um das mais "pesadas".
Depois veio a balada "Empty World", na qual Andria Busic mostra porque é uma das maiores vozes do metal, impecável ao vivo. Vieram em seguida os clássicos "Isolate, Miracles", "Emotional Catastrophe", "Drowning in Sin" do CD "Bravo", fechando com "Futebol, Mulher e Rock N’ Roll", músicas nas quais Edu Ardanuy esbanjou toda sua técnica nos improvisos. Seria redundante falar da técnica, virtuosismo e bom gosto por parte de cada um dos músicos, no entanto o patamar de qualidade e entrosamento dessa banda merece todo destaque.
Os diversos improvisos que rolaram durante o show, acrescido de uma presença de palco insana deixaram a platéia perplexa, contando inclusive com a execução de parte da música "Jump" do van Halen,. Um show de metal impecável, pesado e insano.
Terminada a primeira parte do espetáculo e após um curto intervalo subia ao palco Yngwie Malmsteen, seguramente em melhor forma do que na época do G3, tanto física quanto musicalmente. Além do virtuosismo levado as últimas conseqüências e dos malabarismos com suas Fenders, o sueco pode demonstrar momentos de inspiração em suas improvisações e sua competência a frente dos vocais, em "Cherokee Warrior" e "Craking the Whip", ambas do CD "Unleash the Fury".
O vocalista Doggie White se mostrou bastante simpático e comunicativo, mas bastante limitado na execução dos clássicos, que aliás foram deixados um pouco de lado, talvez em função disso. O restante da banda pouco teve a acrescentar, o que ofuscou um pouco o brilho da apresentação. Em resumo, foi particularmente uma boa apresentação do guitarrista sueco, no entanto um show que deixa muito a desejar em relação as apresentações anteriores, que contaram com grandes músicos de apoio e repertórios recheados de clássicos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A noite em que Noel Gallagher ouviu "a melhor música de sua vida"
O rockstar que se gaba de ter Donald Trump e Elon Musk na agenda do telefone
Tony Iommi admite estar pensando cada vez mais na própria morte
O limite que João Gordo estabeleceu para se aposentar do Ratos de Porão: "Prefiro parar"
Duff McKagan reflete sobre o dramático fim do Velvet Revolver
A música do Venom inspirada em um dos grandes clássicos do Kiss
Yngwie Malmsteen explica "não" a David Lee Roth e por que não trabalharia com Dio
A banda de rock que multiplicou cachê por 20 após viralizar
As duas bandas históricas que quase ficaram com João Gordo antes do Ratos de Porão
Marty Friedman admite ter pisado na bola em saída do Megadeth
Por que o Rush passou a ensaiar os próprios erros antes de voltar aos palcos
Epica esgota ingressos para show com orquestra e coral em São Paulo
A música do Dream Theater que "nasceu" depois que Mike Portnoy assistiu show do Pantera
O que aconteceu no túmulo de Ozzy Osbourne que levou Kelly a uma prática milenar
A canção dos Beatles em que Paul McCartney já enxergava o fim da banda
O rockstar de quem George Harrison odiava o trabalho: "Ele consegue cantar pior do que eu"
Greyson conta como Andreas chegou até ele e fez o pedido para tocar no Sepultura
A bela música lado b do Kiss que fez sucesso "por acaso", para surpresa de Paul Stanley



O guitarrista brasileiro que compôs frevo inspirado em Yngwie Malmsteen
Joe Lynn Turner explica diferenças entre trabalhar com Ritchie Blackmore e Yngwie Malmsteen
Jeff Scott Soto mantém esperanças de fazer as pazes com Yngwie Malmsteen
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



