Resenha - Exodus (Clash Club, São Paulo, 09/11/2007)

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Por Rafael Portughesi
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Dois anos após a ultima e conturbada passagem da banda por terras verde-amarelas, o Exodus volta a São Paulo para apresentar-se à uma platéia ansiosa e ensurdecedora. Só podia ser um grande show. Exodus Attack!!!!

Fotos Rafael S. Karelisky

O novo álbum "The Atrocity Exhibition: Exhibit A" recém lançado nos EUA e Europa, com Tom Hunting de volta nas baquetas, Gary Holt e Lee Altus nas guitarras, Jack Gibson no baixo e o excelente vocalista Rob Dukes (que evoluiu muito nesse segundo trabalho com a banda, mostrando personalidade e muito talento). É óbvio que não se pode comparar a magia do "Bonded by Blood" com os lançamentos atuais, porém o Exodus de Gary Holt jamais perdeu a criatividade para construir riffs matadores.

Alguns dos Headbangers mais tradicionais torcem o nariz para a sonoridade atual da banda, que notoriamente transita pelas vertentes mais modernas do Thrash Metal, mas é indiscutível a qualidade e energia desses caras em cima do palco, além da simpatia de todos os integrantes.

O que se viu foi o Exodus apresentar-se de forma excepcional, com excelente performance no palco e nada mais nada menos do que presentear os fãs tocando o clássico “Bonded by Blood” praticamente na íntegra. Vamos ao que interessa, o show destruidor.

O Clash Club, localizado na Barra Funda, recebeu um publico numeroso (óbvio que devido às proporções da divulgação e da situação econômica do brasileiro), o local é espaçoso, aconchegante e com excelente acústica, o som foi ótimo do começo ao fim, o que me surpreendeu bastante, afinal de contas é comum nos shows de metal a equalização ficar um pouco desconexa.

Todos esperavam o setlist emocionante que os caras vinham executando nos shows anteriores e não foi diferente. Às 22h a banda sobe ao palco e já manda "Bonded By Blood", o clássico dos clássicos. Infelizmente muita gente perdeu o inicio do show devido ao trânsito e não puderam presenciar esse petardo. Em seguida a banda emenda "Deliver us to Evil", com direito a muita pancadaria (no bom sentido) na pista e o carismático e empolgado Rob Dukes incentivando todos a entrarem na "destruição" (teve até um determinado momento do show que Rob defendeu o público e falou umas merdas para os seguranças, pois os mesmos estavam literalmente batendo na galera da grade). A banda seguiu afiada e mandou "Seeds of Hate" seguida de "Metal Command", ovacionada por todos e o refrão cantado em uníssono.

Passando pela fase mais moderna que também não podia ficar de fora, mandaram três excelentes musicas: a pesadíssima "Deathamphetamine" do "Shovel Headed Kill Machine", a clássica "Blacklist", do "Tempo of the Dammed", disco que marca o retorno do Exodus e "Children of a Worthless God", do novo álbum "The Atrocity Exhibition, Exhibit A". O disco foi recém lançado, provavelmente por isso a banda preferiu brindar os fãs com os clássicos do passado, e seguindo essa linha, "Piranha", que tem um dos riffs mais empolgantes e sensacionais do Exodus foi tocada. Gary Holt deu uma aula de guitarra e era maravilhoso ver à alegria de Jack Gibson e Lee Altus, que saudavam os bangers a todo instante. Seguiram com "Fabulous Disaster", "A Lesson in Violence", "And then there were none" e finalizando com "Exodus", com direito a "Wall of Death" (quando o vocalista divide a pista no meio e ordena que todos se choquem ao som da música), deixando muito Headbanger quebrado e com alguns hematomas.

Todos já sabiam que o Encore prometia! E assim foi, quando a banda voltou e mandou ver com "War is my Shepperd" a resposta do público foi excelente, sem dúvida um dos melhores riffs do Exodus e uma das melhores músicas da fase mais moderna dos Thrashers da “Bay Area”, logo em seguida rolou a clássica "Toxic Waltz" do "Fabulous Disaster" e para encerrar "Strike of the Beast" do "Bonded by Blood" que serviu para coroar essa noite maravilhosa que ficará na lembrança de todos que estavam ali presentes.

A galera não decepcionou, aliás, não só pela empolgação do Exodus, afinal de contas aquele foi o último show da turnê Sul-Americana e eles estavam nitidamente emocionados por essa bem sucedida passagem pelo continente. Os caras eram puro entusiasmo, o duelo de guitarras entre Lee Altus e Gary Holt, o sensacional solo do Tom Hunting e o mosh do Rob Dukes foram os pontos altos dessa euforia. Falando em Rob Dukes, o frontman deu um show à parte, além de ter filmado a platéia com sua câmera o careca era a materialização de toda a energia que rolou naquela noite... Teve Headbanger que até tomou drink servido pela banda, recebeu autógrafo pós-show e subiu para cantar no palco sem saber a letra. Aliás, foi hilário ouvir o Rob falando: “I guess he thought I asked for a blowjob”. E quem não viu que o Rob cantou alguns sons com o boné do Hirax? (famosa banda que surgiu na Bay Area)... uma noite 100% Thrash.

Set List São Paulo

01 - Bonded By Blood
02 - Deliver Us To Evil
03 - Seeds Of Hate
04 - Metal Command
05 - Deathamphetamine
06 - Blacklist
07 - Children Of A Worthless God
08 - Piranha
09 - Fabulous Desaster
10 - A Lesson In Violence
11 - And Then There Were None
12 - Exodus

Encore:
14 - War Is My Shepperd
15 - Toxic Waltz
16 - Strike Of The Beast

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