Incubus: No Rio, bons instrumentistas sem presença de palco
Resenha - Incubus (Citibank Hall, Rio de Janeiro, 13/10/2007)
Por Cláudio Borges
Postado em 05 de novembro de 2007
Formado na Califórnia no final da década de 1990, à base de muito Red Hot Chili Peppers, o Incubus apareceu com a onda do nu-metal - um tremendo saco de gatos que englobava desde Deftones até o horrendo Limp Bizkit.
Porém, a banda que passou pelo Citybank Hall, para o primeiro show da tour brasileira, difere bastante dessa inicial. Apostando em sonoridades viajandonas e de proposta mais original, os cinco integrantes (Brandon Boyd – vocal, Mike Einziger – guitarra, Ben Kenney – baixo, Jose Pasillas – bateria e DJ Kilmore – efeitos) assumiram suas posições sem alarde e tocaram de cara dois dos seus hits: "Nice to Know You" e "Wish You Were Here". O delírio do público ao cantar abafou o fraco som que vinha do palco. Ainda assim, a platéia não se intimidou e acompanhou cantando em uníssono até o fim da apresentação.
Foi interessante presenciar um show com casa cheia para uma banda com pouquíssima divulgação por aqui. Ainda mais em se tratando do público do Rio, mais afeito a eventos e não a bandas ou artistas. O Incubus não tem, já há algum tempo, músicas que toquem nas rádios e nem seus clipes mais recentes receberam atenção da MTV. Se bem que o canal já não tem os filmes-musicais como fonte de entretenimento. Em tempos de Youtube, a banda parece manter e angariar mais fãs. Sobretudo as do sexo feminino. Só não dá para saber se por causa da música ou da pinta de galã do cantor, um misto de Keannu Reeves e Anthony Kiedis.
Para quem foi por conta das músicas, o grupo desfilou uma boa mostra do seu trabalho. As mais festejadas foram "Drive", "Anna Molly" e "Dig". Mas o grupo não fez questão de interagir com os fãs, o que acabou por esfriar o show. Parecia até um ensaio aberto.
Mesmo que o público mostrasse o contrário, fica fácil concluir que o Incubus é uma banda insossa: seus integrantes não têm presença de palco (apesar de bons instrumentistas), suas músicas não oferecem nada de novo e soam repetitivas ao extremo. Depois de quase uma hora e meia de show e do pequeno encore com "Stellar", "My Favourite Things" e "A Kiss To Send Us Off", o grupo se retirou e todos pareciam mais que satisfeitos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
"Não dividimos o lucro igualmente", admite guitarrista do Rival Sons
O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho
James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis
Dimmu Borgir, Satyricon e Enslaved quebram recorde de público na Noruega
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
O roqueiro brasileiro que deu cano em Axl Rose; "preferi ir embora"
64 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de novembro
Dez músicos que eram bons demais para suas bandas
Bruce Dickinson acha que igreja católica irá se incomodar com seu novo videoclipe
Por que Bruce Dickinson nem sempre entende as letras das músicas que escreve
Os 50 melhores discos ao vivo dos anos 70 segundo a Spin; Led Zeppelin ficou longe do topo
A banda punk que Corey Taylor diz ter sido fundamental para sua formação musical
James Hetfield revela o passatempo exótico que tem em comum com Neil Peart
Shinoda conta como era trabalhar com Chester Bennington: 'Eu dava ideias e ele as trazia à vida"
A música mais difícil do Slipknot para Eloy Casagrande: "tive que meter a bota no bumbo"

O melhor álbum de hard rock de cada ano dos anos 2000, segundo a Loudwire
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



