Steppenwolf: Em Brasília, o adeus de John Kay & cia às estradas brasil
Resenha - Steppenwolf (Music Festival Moto, Brasília, 07/09/2007)
Por Guilherme Spagiari de Godoy
Postado em 17 de setembro de 2007
John Kay e a última formação da banda Steppenwolf deixaram para sempre os fãs brasileiros do velho e tradicional rock n’ roll no último dia oito. Com 63 anos, o vocalista e membro que mais permaneceu na banda ao longo dos 40 anos de formação, realizou o último show do país durante o Brasília Music Festival Moto, evento que reuniu amantes de rock e motociclistas para três dias de atrações. O grupo realizou uma performance que misturou política, irreverência e boa música.

Acompanhando o cantor da expressão "Heavy Metal Thunder" (conhecida por ter definido o nome do um estilo musical), a banda composta por Michael Wilk (teclados, baixo), Ron Urso (bateria) e Danny Johnson (guitarra), que fazem parte da formação respectivamente desde 1982, 1987 e 1996 capricharam nas melodias, demonstrando muita integração e mantendo o alto padrão do show do início ao fim.
Ao longo da noite, os sucessos apareceram de forma simples, sempre com uma frase inicial de Kay explicando o motivo da música escolhida. "Sookie Sookie", "Tell Me It’s All Right", "Magic Carpet Rider", "Born To Be Wild", "Rock Me" e outras pérolas, tornaram a apresentação parecida com a do Rio de Janeiro, uma apresentação na qual Kay "esperava que todos se divertissem e aproveitassem muito".

A canção "I’m A Hoochie Coochie Man", escrita por Willie Dixon e que foi eternizada com o bluseiro Muddy Waters deu o tom para que Kay contasse ao público sobre a admiração pelo estilo. "Um dos gigantes, um dos meus heróis, um gigantes do Blues, seu nome é Muddy Waters", disse anunciando o início da canção.
Um dos momentos interessantes do show se deu nas músicas "Monster" / "Suicide" / "América" do álbum "Moster" (1970), onde o vocalista expressou um sentimento de frustração política, argumentando ao público que traria um tradutor ao palco, porque queria ter a certeza de que todos entenderiam o porquê da escolha da música. "Nós vamos tocar uma canção que gravamos há muito tempo atrás, em uma época em que milhares de americanos estavam nas ruas, protestando pelos seus direitos e principalmente contra a guerra do Vietnã".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Na letra da canção, frases como "Onde está você agora América? / Você não se importa com seus filhos e filhas? / Nós não podemos lutar sozinhos contra o monstro", reforçam a ideologia da banda que, mesmo trocando de integrantes ao longo dos anos, não se alterou por quase 40 anos desde o lançamento da canção. "Nós vamos tocar essa canção, porque sentimos que a democracia é uma forma de expressão do povo e quando o povo está insatisfeito com as políticas que o governo adota, eles devem protestar e mostrar a insatisfação".

Kay, que se diz privilegiado de ter chegado onde está hoje, diz que agora é a hora de pensar nas outras pessoas e que se dedicará a trabalhos solos e a projetos sociais na organização não-governamental da esposa, a "Maue Kay Foundation" que defende os direitos humanos e a natureza.
O grupo canadense de nome inicial The Sparrow, assumiu o nome atual Steppenwolf em 1967, baseado no livro "O Lobo da Estepe", de Herman Hesse. Durante 40 anos de carreira este passou por crises, saídas de integrantes, plágios no nome, publicações de mais de 30 álbuns, incluindo coletâneas e vendas de mais de 20 milhões de discos.
Considerada a banda que possui o hino dos motociclistas, os velhos lobos abandonam as estradas selvagens e o estrelato. Parada final no mês de outubro em Aberdeen (Maryland), Estados Unidos. Retornam finalmente às próprias raízes: a estepe.

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