Lemonheads: Bandinha alegre que dançava feliz? Esqueça!

Resenha - Lemonheads (Directv Music Hall, São Paulo, 16/05/2004)

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Por Carol Oliveira
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Se você lembra do Lemonheads como aquela bandinha alegre que dançava feliz e sorridente no clip de Confetti, esqueça! O que vimos do Directv, no dia 16/05, passou bem longe de ser um show empolgante.

O líder e vocalista Evan Dando entrou cambaleando no palco e daí em diante foi uma sucessão de acontecimentos, no mínimo, ridículos. Rolam boatos de que os outros membros de banda pediram que não fosse entregue, em hipótese alguma, nenhum tipo de substância química a Dando. Mas parece que alguém não deu muita atenção à esse aviso! Ele estava visivelmente alterado, com a voz fraca e totalmente desorientado no palco.

A banda conversava entre uma música e outra tentando chegar à um acordo quanto ao set list (se é que havia algum set list!) e algumas músicas tiveram que ser reiniciadas pelo menos três vezes. O show de incompetência e anti-profissionalismo seguiu a diante e nem os hits "Confetti" e "Into Your Arms" foram capazes de salvar a noite.

E então o mais temível aconteceu: o baixista Kenny Lyon e o baterista George Berz abandonaram Evan no palco onde ele cantou algumas canções do seu melancólico disco solo "Baby I'm Bored". A apresentação tomou um clima folk, chegando a soar até um pouco country, e Dando arriscou uma versão de "I'll Be Your Mirror" do Velvet Underground.

Com o Lemonheads reunido novamente no palco tocaram "Big Gay Heart", "Stop My Head", "All My Life", "It's A Shame About Ray", "The Outdoor Type" e um trecho malsucedido de "Mr. Robinson".

Consciente do seu fiasco Evan Dando encerrou o show dizendo: "Tudo bem, vocês pode jogar coisas em mim"!



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Sobre Carol Oliveira

Seu primeiro contato com o metal foi em 1993, quando, na época com 13 anos de idade, driblou a censura do Parque Antártica para assistir a apresentação do Metallica. Desde então gasta horas do seu dia e boa parte do seu salário vasculhando o que há de melhor entre os vários estilos musicais. Curte dos clássicos setentistas, passando pelo hard rock "farofa", heavy metal e até mesmo indie e britpop. Formada em Radio e TV, já trabalhou em veículos como a Rádio Transamérica e o SBT, hoje é uma das sócias da MiG-18, a primeira agência de comunicação voltada pro mercado musical.

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