Kings Of Convenience: Review de show em San Francisco
Resenha - Kings Of Convenience (Great America Music Hall, San Francisco, 28/09/2002)
Por Bruno Romani
Postado em 28 de setembro de 2002
Conveniência [Do lat. convenientia.] S. f. 1. Qualidade ou caráter de conveniente; proveito, interesse, vantagem.
Ao procurar por essa definição no dicionário, os indivíduos que tiveram a oportunidade de acompanhar a apresentação do Kings of Convenience, no acanhado Great America Music Hall em San Francisco, são tomados pela sensação de não terem experimentado conveniência alguma por saírem de suas casas em plena quarta de noite
Alguns podem argumentar que as músicas novas, tais como "Riot On Empty Streets" e a sugestiva "I’d Rather Dance With You Then Talking To You", já seriam motivo para acompanhar Erlend e Eirik. Outros podem dizer que os "hits" "Parallel Lines" (numa versão com piano) e "Toxic Girl" são mais do que suficientes para o comparecimento físico a apresentação, mas na realidade somente duas canções tiveram o poder de seduzir as 600 pessoas que lá estavam: o hino "loser" "Failure" e o inusitado cover de "Free Fallin’" de Tom Petty.
No palco, o clima soturno e intimista foi totalmente deixado de lado pelo debochado Erlend Oye. Em certos momentos, a figuraça parecia carregar muito mais do que a sonoridade nascida da bossa nova. Ele reclamou do barulho vindo do bar, mandou fechar as cortinas do fundo do teatro, soltou frases fora de hora, e reclamou do clima de San Francisco e do ar condicionado, no melhor estilo João Gilberto. Por outro lado, Eirik Boe, o afeiçoado da dupla, limitava-se ao manjado, vago e levemente carregado de sotaque "thank you". Nesse quesito cada um da dupla parece funcionar muito bem como contra-peso do outro.
O minimalismo da música dos noruegueses foi completamente preservado, o que significa que músicos de apoio foram prontamente descartados, Cada um da dupla portava apenas um violão, e um piano de cauda era (mal) tocado por um dos dois em alguns números. Tanto cuidado para uma produção crua, foi quebrado apenas na última canção do show, no qual um remix, que aparece no disco de remixes da banda, foi usado. Nessa, porém, Erlend não tocou e cantou, e sim dançou (?) junto ao público, enquanto Eirik massacrava, no mau sentido, o piano.
Apesar do bom humor de Erlend, apesar das músicas novas e dos hits, o Kings of Convenience não honra seu título simplesmente por serem acústicos, fofinhos, e calminhos demais. Certa vez alguém disse que "o Belle and Sebastian é uma ótima banda para se ouvir enquanto você rega suas plantas domingo de manhã", e o Kings of Convenience sofre do mesmo efeito. Eles são uma banda, ou dupla, na qual os shows têm papel irrelevante na carreira do grupo e na vida dos que assistem. Comprar o disco "Quiet is the New Loud" e ouví-lo acompanhado de um bom livro parece ser muito mais conveniente do que ficar em pé para ouvir músicas que são capazes de deixar todos os músculos de um indivíduo inertes.
Set-List:
New Song
I Don’t Know What I Can Save You From
New Song
Failure
Winning a Battle, Losing the War
New Song (Riot On Empty Streets)
Singing Softly To me/ The Girl from Back Then
Free Fallin’
Little Kids
Toxic Girl
The Weight of My Words
Parallel Lines
Bis:
New Song (I’d Rather dance With You Then Talking To You)
Remix
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ghost se despede do Cardinal Copia/Papa Emeritus IV/Frater Imperator
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 80, segundo o Loudwire
Adrian Smith revela música do Iron Maiden que deve tocar no Bangers Open Air
Organização do Monsters of Rock divulga horários dos shows
"Heaven and Hell parece mais Rainbow que Sabbath", diz Regis Tadeu - e todos discordam
5 bandas de metalcore se tornaram "rock de pai", segundo a Loudwire
A melhor faixa de "Powerslave", clássico do Iron Maiden, segundo o Loudwire
O nicho em que Edu Falaschi quis entrar e se deu mal: "Quem é essa Xuxa aí?"
Como foi a complexa demissão de Chris Kontos do Machine Head, segundo ele mesmo
A música gravada pelo Whitesnake que só foi tocada ao vivo por Glenn Hughes
O álbum do Dream Theater que tem músicas em Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si
O Big Four do heavy metal brasileiro, de acordo com Mateus Ribeiro
5 álbuns clássicos de rock que Gastão Moreira tentou gostar - e não conseguiu
Os melhores discos de metal de cada ano dos anos 2000 - de Iron Maiden a Mastodon
As bandas que mais venderam discos no stand dentro do Rock in Rio 1985, segundo varejista
A canção dos Titãs que Nando Reis coloca entre uma das maiores da música brasileira
A canção que James Hetfield não gostava muito, a princípio, mas se tornou um hino do Metal

Obituary - uma noite dedicada ao Death Metal sem rodeios
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
My Chemical Romance performa um dos shows mais aguardados por seus fãs
Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
III Festival Metal Beer, no Chile, contou com Destruction e Death To All
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



