Resenha - Judas Priest (Bar Opinião, Porto Alegre, 04/09/2001)

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Por Gilberto Morais
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Após uma espera de mais de dez anos quando apresentaram-se em terras brasileiras pela primeira e única vez no festival Rock in Rio II, os "Deuses do Metal" finalmente voltam e o melhor que desta vez para uma tour em algumas cidades tupiniquins.

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O palco da estréia foi a capital gaúcha que recebeu um bom público de aproximadamente 1200 pessoas. Programado para começar às 22hs, o show tem seu início com apenas 15 minutos de atraso e o que se vê, meus amigos, é tão somente HEAVY METAL.

Estava estampada nos rostos de cada um dos presentes no local a felicidade de poder ver uma banda que se confunde com a própria história do heavy metal. E a banda não deixava por menos, todos (sem exceção mesmo) demostravam também muita vontade e tesão em tocar toda a avalanche de clássicos que estiveram presente nos 105 minutos desta apresentação. Não dava nem pra poder respirar de tanta emoção.

Fica injusto destacar alguma coisa, pois a banda como um todo é o destaque principal, mas para não deixar por menos e não cometer injustiça, temos que notificar que Scott Travis é uma máquina avassaladora, com precisão cirúrgica quando demanda um maior trabalho nos bumbos. Ripper Owens mostrou que não entrou no Priest por acaso, ele certamente não é o Rob Halford, mas encarna perfeitamente o espírito deste além de ser dotado dum carisma incrível. O público certamente o aprovou e não só na presença de palco, não, ele é um grande vocalista, sobretudo. Ian Hill pode não ser um exímio baixista tecnicamente falando, mas tocava como se fosse um adolescente que estava fazendo o primeiro e o único show de sua vida. E o que dizer duma das maiores, senão a maior dupla de guitarras da história? KK Downing e Glenn Tipton arrasaram! O primeiro com os solos mais crus e o outro que complementa dotando de maior classe, uma combinação perfeita que além agrega excelentes riffs de guitarra.

Música por música, os destaques acabaram ficando com os clássicos como "Metal Gods" que já abriu para destruir tudo que vem pela frente; "Heading out to the Highway" emendando sem poder respirar e as interpretações de clássicos que arrepiam qualquer presente: "Beyond the Realms of Death" e o cover eternizado de "Diamonds and Rust" de Joan Baez que se encontra no formato do Live Meltdown, semi acústica, além de emocionante "United" mais "Green Manalishi", "You've Got Another Thing Coming". Vale ressaltar que nos momentos finais, a casa quase cai abaixo no momento de execução dos hinos "Breaking the Law", "Painkiller" e "The Hellion/Electric Eye", possivelmente as faixas que mais causaram impacto no Brasil. As músicas mais recentes da era Ripper Owens tiveram boa repercussão mesmo com o CD nacional recém lançado. Ao vivo possuíam uma pegada que contagiava os demais, ao contrário do álbum que gera polêmica.

O único pesar é que, ao contrário do que vem acontecendo na tour, Ripper Owens não pode entrar com a moto na entrada de Painkiller como fizera no Rio de Janeiro devido as dimensões do palco não comportarem suficiente o cenário completo que nesta noite era dotado dum backdrobe pano de fundo) com a ilustração da capa do álbum Jugulator.

Recomendo que todo cidadão brasileiro não perca este show de maneira alguma, é uma aula de Heavy Metal e torcemos para que os mestres possam detonar os demais shows da tour brasileira como fizeram e bem neste.

Set List:

Intro
Metal Gods
Heading out to the Highway
Touch of Evil
Blood Stained
Victim of Changes
The RIpper
One on One
The Green Manalishi
Diamonds and Rust
Beyond the Realms of Death
Burn in Hell
Machine Man
Breaking the Law
You've Got Another Thing Coming
Painkiller
=========================
encore 1:

The Hellion/Electric Eye
United
Living After Midnight
=========================
encore 2:

Hell Bent for Leather

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