Savatage: Um dos melhores espetáculos do ano no Brasil

Resenha - Savatage (Via Funchal, São Paulo, 18/08/2001)

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Por Thiago Sarkis
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Fotos Fernanda Zorzetto


Desde as seis horas da manhã os fãs de Savatage se aglomeravam na porta da Via Funchal em busca de boas posições e ingressos mais baratos, já que as entradas para estudantes só foram vendidas no dia do show. A movimentação intensa, começando logo cedo, me chamou a atenção e resolvi acompanhar de perto.

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Ônibus chegavam de todo o estado de São Paulo e de diversas regiões do Brasil. Às duas da tarde já haviam de certo mais de setenta pessoas grudadas aguardando a hora de entrar. Isso sem falar em outras dezenas de indivíduos que se colocaram à porta do hotel em busca de alguma lembrança de seus ídolos. Por volta das cinco/seis da tarde, antes mesmo de escurecer, a fila já ocupava boa parte do quarteirão (quadra, como quiserem). O número de presentes, obviamente, só aumentou até o início das apresentações que foram vistas por mais de três mil espectadores.

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O Hangar fez bem o seu papel como banda de abertura, com um bom repertório, tocado por músicos competentes. Com Aquiles Priester (baterista do Angra) como destaque, o grupo esquentou a platéia que ouvia com atenção as músicas do disco de estréia, "Last Time" e agitava ao som de covers, como "Perfect Strangers" do Deep Purple. Aliás, essa versão para a música do Purple teve um toque bem pessoal que deixou uma discordância no ar. Alguns gostaram, outros detestaram. De qualquer maneira, satisfeito ou não com "Perfect Strangers", é fato que o público já havia passado por um bom aquecimento para a esperada atração internacional.

O Savatage parece ter compreendido por completo o contexto de um show de verdade. Pelo menos considerando o lado humano. Sem necessitar de parafernálias e efeitos especiais, os seis integrantes da banda entraram no palco para, junto de seus fãs, realizar um dos espetáculos mais sensacionais realizados este ano no Brasil.

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Com um set list matador, cobrindo toda a sua carreira, o Sava deixou claro que os problemas que enfrentou, com a saída de Zak Stevens, não abalaram sua base extremamente sólida. Aliás, mais que importante, é necessário destacar a série de superações desse conjunto, que já teve momentos particulares difíceis, com a morte de um de seus principais integrantes (Criss Oliva) e as mudanças freqüentes na formação.


Indo além de suas dificuldades, o grupo deixou o público em agitação ininterrupta. Nem as músicas novas do álbum "Poets & Madmen" se ausentaram das cordas vocais dos presentes, que cantavam todas as letras, acompanhando o novo vocalista, Damond Jiniya, que reinava sob os olhares atentos dos fãs prontos para julgá-lo.

A atuação de Damond foi irrepreensível. É difícil julgar um músico por uma noite, mas se ele se mantiver no nível da apresentação da Via Funchal então os fãs podem fazer a festa pois trata-se de um fenômeno de agudos e graves concisos e presença de palco esplêndida. O outro estreante, um dos mais novos integrantes, o guitarrista Jack Frost, também chamou a atenção. É bem eficiente e foi um dos principais atrativos em "Morphine Child", pulando e dançando loucamente.

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Entre os outros membros, é óbvio que não podem faltar focos para Jon Oliva que, com toda a sua simpatia, domina o público e rege sua banda. Johnny Lee Middleton, Chris Caffery e Jeff Plate já têm sua imagem ligada ao Savatage e aparecem como artistas essenciais do circo montado por Oliva. Caffery vem se destacando entre os três, tocando como nunca, e mostrando uma grande evolução.

Aqueles que foram por curiosidade saíram fãs. Os que já curtiam deixaram a Via Funchal roucos gostando ainda mais do grupo. Os outros, que infelizmente não puderam ir, podem lacrimejar por muito tempo pois perderam um show de apenas um momento alto que durou simplesmente do começo ao fim.

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Set list (colaboração: Rodrigo Carvalho Leme)

1- "Commissar"
2- "Surrender"
3- "Of Rage And War"
4- "Edge Of Thorns"
5- "The Wake Of Magellan"
6- "Dead Winter Dead"
7- "Gutter Ballet"
8- "Sirens" (Primeira parte)
9- "Unusual"
10- "By The Grace Of The Witch"
11- "Strange Wings"
12- "Sirens" (Final)
13- "All That I Bleed"
14- "Morphine Child"
15- "He Carves His Stone"
16- "Chance"
BIS 1
17- "Tonight He Grins Again"
18- "Tempation Revelation"
19- "Believe"
BIS 2
20- "Power Of The Night"
21- "Chris Caffery solo"
22- "Hall Of The Mountain King"

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Savatage – http://www.savatage.com

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

Mais matérias de Thiago Sarkis no Whiplash.Net.

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