Resenha - Independence Rock Fest (Americana, 26/08/2000)
Por André Toral
Postado em 26 de agosto de 2000
Americana foi a cidade escolhida para sediar a primeira edição do Independence Rock Fest, com apresentação das bandas Mr. Ego (Monte Azul Paulista-SP), Moonshadow (São Paulo) e Trilha 70, como a única banda da cidade.
A primeira a se apresentar foi o Mr. Ego, que veio para mostrar sua nova fase (muito boa por sinal, bem mais Heavy Metal) e marcar sua volta aos palcos. Abriram com a maravilhosa Strangers (de seu novo single de mesmo nome) e seguiram tocando músicas que têm tudo para se tornar clássicos do metal nacional - destaque para a introdução de baixo em From Dusk Until Dawn. Do primeiro CD tocaram apenas Our Land, com algumas modificações, e uma nova versão para Alone, que no novo single tem o nome de Alone 2k e está muito mais rápida e pesada, matadora. A escolha dos covers só veio comprovar o bom gosto da banda: N.I.B., do Sabbath, Lisbon, do Angra (o vocalista Júlio Vieira provou que no Brasil temos vocalistas de nível, sim), Fear of the Dark (essa todos conhecemos bem) e, para terminar, Dr. Stein, dos eternos reis do heavy melódico, Helloween. O destaque fica para o alto nível das guitarras, principalmente do novo guitarrista, que entrou na banda recentemente e com apenas três ensaios detonou. O batera foi eleito o músico da noite. Para quem ficou na mão com o Angra, pode ir se animando, pois esta banda promete.
A segunda banda foi o MoonshadoW, que com seu competente hard/pop progressivo veio divulgar seu single Tales From Soul. A abertura ficou por conta de Carry On My Wayward Son, do Kansas, deixando bem claro que a noite estava apenas começando. Seguindo com músicas de seu single e covers como Only Time Will Tell, do Asia, The Final Countdown, do Europe, Perfect Strangers, do grande Deep Purple, Kayleigh, do Marillion e até Born To Be Wild, do Steppenwolf, a banda executou todas com energia e técnica. Fomos presenteados com duas novas composições da banda: a energizante Gipsy Dreams e a emocionante Ghost of Lost Love. É impossível destacar um músico, visto que todos parecem estar num mesmo nível (alto nível, por sinal); vale apenas dizer que o vocal Claiton Jr. evoluiu bastante desde a gravação do single, pois está com a voz bem mais solta e forte. Para fechar a apresentação, a magnífica Dolphins, deixando um gostinho de quero mais.
O público já era bem menor mas às 2:30 da madruga sobe ao palco a última banda da noite, Trilha 70, que com seu som bem calcado no anos 70, mas com uma sonoridade moderna, veio divulgar a primeira demo, "Caminhos". Abriu o show com uma seqüência de Caminhos Parte I: os dois lados da moeda, Caminhos Parte II: a escolha errada (ambas da demo Caminhos) e um cover de Space Trucking, do Purple. A galera ainda tinha fôlego e agitava bastante, cantando e sempre aplaudindo. Seguiram-se, então, além de clássicos como Snowblind (do Sabbath) e Aqualung (do Jethro Tull), Were Not Gonna take It, do Twisted Sister; houve músicas de sua demo e algumas dela que não entraram, como a já conhecida da galera "Longa Viagem". Para finalizar, ressuscitaram Casa de Rock, do lendário Casa das Máquinas; Living After Midnight, do Judas Priest, e uma nova música, Segredos, que nos leva aos grandes momentos dos anos 70 - ótima. Os destaques ficaram para o solo de bateria (o cara toca muito), o alto nível da guitarra e do baixo e a evolução da banda, que agora mostrou estar pronta para brigar por um lugar ao sol. Apesar do som no mínimo ruim, a noite foi perfeita. Esperamos ansiosamente pela segunda edição do festival e que ele possa ser levado ao país inteiro e quem sabe até fora dele.
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