RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Nick Mason reflete sobre o que ele considera ter sido um erro do Pink Floyd no "Dark Side"

Baixista do The Who lista quais foram suas melhores linhas de baixo: "Toco melhor ao vivo"

Para Tobias Forge (Ghost), Black Sabbath ia muito além do heavy metal

O baixista que foi chamado para tocar com Ozzy Osbourne e Jimmy Page ao mesmo tempo

Lisa Marie Presley foi convidada para gravar música do Megadeth, mas parceria não rolou

No início de carreira, Metallica era um "cover do Diamond Head"

Klaus Meine, do Scorpions, lamenta a perda de James Kottak; " É uma história muito triste"

O dia que centenas de coturnos de punks de SP foram embaralhados por tiras após dura

Tracii Guns aceitaria voltar ao Guns N' Roses para uma turnê? O próprio responde

O comentário que deixou Brian Johnson arrasado quando ele gravou o "Back in Black", do AC/DC

Ian Anderson relembra por que recusou convite para o Jethro Tull tocar no Woodstock

O clássico do Metallica inspirado em filme que venceu o Oscar em cinco categorias

A resposta do baixista Paulo Jr sobre se chegou a pensar em deixar o Sepultura

A canção questionadora de Raul Seixas que se complementa com uma canção da Rita Lee

A canção do Deep Purple inspirada em duas canções de Jimi Hendrix


Stamp
Bangers Open Air

Resenha - Rio Art Rock Festival 99 (Rio de Janeiro, 10/12/1999)

Por Pedro Fraga Bomfim
Postado em 10 de dezembro de 1999

Nota: 10 starstarstarstarstarstarstarstarstarstar

Aconteceu nos dias 10 e 11 de Dezembro nesse ano, no Rio de Janeiro, o 4º Rio Art Rock Festival, organizado sempre pelo Leonardo Nahoum, dono da distribuidora Rock Symphony. Antes de mais nada devo ressaltar que, além de ser uma enorme dor de cabeça, o festival praticamente não dá lucro algum, já que o apoio da mídia de massa para o Rock Progressivo é zero. Pior, a maioria dos redatores de jornais e revistas execram tal estilo, fazendo questão de chamar seus representantes de dinossauros que já deveriam estar extintos e etc, geralmente pregando pela ascensão da música eletrônica e dos alternativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Mesmo assim o Sr. Leonardo Nahoum continua nos presenteando com shows de bandas estrangeiras, que se viessem ao Brasil por intermédio dele, nunca chegaríamos a ver ao vivo. Este ano o festival aconteceu em duas noites diferentes e o Whiplash esteve lá para conferir.

Sexta-feira 10/12

Quatro bandas estavam programadas para esta noite. Duas nacionais e duas estrangeiras. Chegamos lá um pouco atrasados devido a chuva torrencial que caiu na cidade, não criando alagamentos, porém causando um transtorno típico das grandes cidades - engarrafamento. Porém, ao chegar, descobrimos que o show iria atrasar um bocado, já que as 20:30, meia hora após o horário previsto para início do show, apenas duas bandas haviam feito passagem de som. Aproveitamos para dar uma olhada nos cds disponíveis para venda e bater um papo com amigos do meio. Inclusive aproveitei para conversar e pedir autógrafos da banda sueca Anekdoten, que tocou no sábado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Por volta das 23:00, a primeira banda sobe ao palco. O Aether fez um bom show todo calcado no seu cd Visions. Apesar de ter tempo de duração previsto para algo em torno de 40 minutos o Aether tocou por volta de uma hora, abrindo muito bem o festival. Destaque para o trabalho de guitarras e violinos, dotados de técnica e muito bom gosto.

Depois de um intervalo, temos a segunda banda nacional, o Solis. A banda tocou relativamente pouco e teve alguns problemas de som. A impressão que ficou para muitos foi que a banda não esta acostumada a tocar ao vivo. Como já ouvi diversos elogios sobre o cd, creio que realmente o show não foi a altura da banda, infelizmente.

Mais um intervalo de meia hora e sobe ao palco a primeira atração internacional do festival, os argentinos do Nexus. A banda fez um show perfeito, mostrando o seu hard-prog bem pesado,. O instrumental é poderosíssimo, contanto com a típica formação bateria, baixo, guitarra e teclado. Depois da música de introdução entra em palco a vocalista Mariela González, que tem uma voz muito bonita e potente, além de carisma,beleza e presença de palco. Aliás, este foi um fator importantíssimo no show. A banda toda pula, bate cabeça, ocupa cada centímetro quadrado do palco. Não poderia destacar apenas um membro da banda, já que ela funciona como sempre deveria ser, um conjunto coeso e preciso. Mesmo assim é preciso comentar a criatividade e técnica do guitarrista Carlos Lucena e do tecladista Lalo Huber. Não sei se a maioria do público conhecia a banda, mas é legal ressaltar que foram ovacionados de pé por quase todo o teatro. Nota 10 para o show de uma banda que, por morar em país tão próximo, poderia voltar a nos agraciar com a sua música de qualidade indubitável novamente em breve.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Depois de um curto intervalo, sobe ao palco a última atração da noite, os poloneses do Ankh. Era um show aguardado por muitos, porém a tardia hora em que subiram ao palco (já eram quase 3 horas da madrugada) fez com que o teatro já estivesse um pouco mais vazio, infelizmente. Mas os bravos e resistentes que esperaram até tão tarde receberam um show maravilhoso de presente. Como o próprio guitarrista e vocalista , Piotr Krzeminski, definiu; eles tocam música. É muito difícil rotular o som dessa banda, que algumas vezes chega próximo do pop, em momentos se torna até dançante e flerta com diversos outros estilos. Porém é uma banda extremamente pesada e intrincada, com uma formação não muito convencional : guitarra, voz, baixo, bateria e violino. Este último, Michal Jelonek, sem sombra de dúvida, o destaque não só do show como da noite toda. O cara não para quieto, parece um duende psicopata no palco, tocando ferozmente o seu violino, especialmente quando ele usava uma máscara de caveira vermelha. Incrível o uso de tal instrumento para substituir o teclado, já que faz da banda ter uma sonoridade bem particular ( que com certeza fica mais firmada pelo fato de ser cantado no idioma natal da banda). Fizeram uma releitura de 21st Century Schizoid Man, do King Crimson, onde o destaque novamente foi o violinista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Apesar de já ser quatro da manhã o público pede bis e a banda volta ao palco tocando uma versão frenética de Hall Of The Mountain King (de Grieg) e mais uma do seu cd. Outro show nota 10, perfeito em todos os momentos.

Voltamos para casa, cansados, porém com a alma limpa, aguardando pelo dia seguinte que prometia ter talvez o melhor show do festival : Anekdoten.

Sábado dia 11/12

Foi preciso muita disposição para ir ao show nesse dia, já que o do dia anterior atrasou tanto que só chegamos em nossas casas por volta das 5 da manhã !!! Mas o cansaço não nos fez nem pensar na possibilidade de perder um dia do RARF.

Mesmo sabendo que o show novamente deveria atrasar, chegamos praticamente na hora anunciada. Se bem que desta vez o atraso foi menor, mas mesmo assim foi chato ter que esperar algo em torno de duas horas para podermos assistir ao show. Tudo bem, show iniciado : como fora anunciado no dia anterior, o Frágil (do Peru) não poderia se apresentar então teríamos uma banda nacional no lugar: o 2B (pronuncia-se como no inglês, to be).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5

A banda tem com certeza uma das mais estranhas e simples formações possíveis : bateria, vocal e violão de 12 cordas (o cara também faz backing vocals e toca pedais de baixo). Nada mais nada menos. O engraçado é que a banda esta longe de ser progressiva, fazendo um pop-rock-folk cheio de baladas. Não que seja ruim, muito pelo contrário. A banda se apresentou de forma impecável com boas composições próprias e tocou covers de Yes, Led Zeppelin e Steppenwolf (esta última, a clássica Born To Be Wild, em versão balada acústica, uma releitura corajosa e bem feita). Apesar de não se encaixar no contexto do festival, o show do 2B agradou a maioria.

Logo em seguida, depois do clássico intervalo, veio o Témpano, direto da Venezuela. É difícil não gostar do show dos caras, que fazem um prog-fusion da melhor qualidade. Ótimas guitarras e vocais, teclados muito bem colocados e uma cozinha impressionante. O baixista, apesar de muitos terem reclamado do visual dele (e de toda a banda), arrebentou e mostrou uma técnica invejável. Fizeram um show longo e um pouco cansativo, mas não por culpa deles. O ar-condicionado do teatro continuava quebrado e sofríamos um calor insuportável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 6

Depois de mais um pouco de espera veio o último e mais esperado show do festival. O Anekdoten entra no palco e mostra tudo o que tem : melodias tortas, quebradeira, alternância de momentos melancólicos para de extrema agressividade e altas influências de King Crimson. Muitos reclamaram desse show, dizendo estar alto demais e de não ter qualidade. Porém, foi, para nós, o melhor show, junto ao do Ankh e ao do Nexus. Tocando quase 2 horas de música, o repertório se concentrou mais nas músicas do último (e terceiro álbum da banda) e do primeiro (o estupendo Vemod). Inclusive, o ponto mais alto do show foi a execução da primeira faixa do álbum, a instrumental Karelia. Nota 10 para a coesão da banda, para o inacreditável baterista Peter Nordin (e a sua precisão junto ao baixista e vocalista Jan Lilieström, com ótimas linhas de baixo distorcido), para os timbres e melodias da guitarra de Nicklas Berg e para a violoncelista/tecladista Anna Sofi, que além de ser linda e simpática, mostra um grande bom gosto para os timbres de mellotron e para os arranjos de violoncelo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - WHIP
Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Depois de invadir o palco para tirarmos umas fotos com os membros da banda, voltamos para casa com sorrisos de orelha a orelha. Agora, como vários colegas da lista progressivo do Whiplash já disseram, é a nossa vez de dizer : Valeu Nahoum, não só pelo festival mas por toda a sua luta em favor do progressivo nas terras tupiniquins !

E aproveitamos; já que desta vez tivemos bandas relativamente mais pesadas e algumas menos progressivas, que tal para o RARF 2000 - Spock's Beard, Shadow Gallery e Sigma-5 ?

Review: Pedro Fraga Bomfim (TheAbufa)
Fotos: André Morize (Heavyman)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - WHIP
publicidadeEfrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Marcelo Matos Medeiros | Glasir Machado Lima Neto | Richard Malheiros | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Linkin Park


publicidadeEfrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Marcelo Matos Medeiros | Glasir Machado Lima Neto | Richard Malheiros | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Pedro Fraga Bomfim

Colaborador sem descrição cadastrada.
Mais matérias de Pedro Fraga Bomfim.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS