Resenha - Thalion e Angra (Breezy, Santos, 26/09/2004)

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Por Fernando De Santis
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Fotos: Lucas De Santis

Noite quente em Santos e longa fila para entrar na boate “Breezy”. O público em sua grande maioria adolescentes, aguardava de forma ansiosa a apresentação da jovem banda Thalion e os veteranos do Angra. Ao entrar na casa, dava para notar que o ambiente não era o mais indicado para um show desse tipo. O palco além de ser baixo, ficava em uma área mais baixa... somente quem estava próximo, conseguia ver o que acontecia. Além disso, mais para trás havia um lance de degraus com um teto baixo, ou seja, o pré-requisito básico para ver o show desse local, era ter mais de 2 metros e 10 centímetros, senão só seria possível ver a bateria, que ficava numa base mais alta do palco.

Após uma passagem de som extensa, com o público já vaiando, a banda Thalion iniciou o playback de “Atmospheres”. Com um palco reduzido a metade, os músicos se acotovelavam por um espaço melhor. A bateria de Giancarlo foi colocada no canto direito, enquanto os demais músicos ficavam do outro lado. “Follow The Way” foi a primeira música do set. No início o som estava confuso, praticamente impossível de ouvir a vocalista Alexandra, mas com o passar da primeira música, a mesa de som foi regulada. O batera Giancarlo era o que mandava melhor e com precisão, passou segurança à banda. As guitarras estavam emboladas, era bem difícil identificar quem estava fazendo os solos, mas mesmo assim mostraram-se competentes, assim como o baixista David, que foi impecável. O ponto fraco ficou por conta da voz “sem sal” da vocalista Alexandra. Era um festival de caretas no público, quando ela resolvia dar uns falsetes irritantes. Em determinado momento, a banda resolveu dar um “presente de grego” ao público, tocando o hit “Nemo” da banda Nightwish. Naqueles minutos, Tarja Turunen, onde quer que estivesse no mundo, sentiu fortes pontadas na barriga e se contorceu de dores. Isso não se faz, Alexandra! A grande maioria das pessoas que estavam presentes na Breezy estavam sóbrias... era proibida a venda de álcool! Assim que a banda saiu do palco, o público imediatamente fez o coro de “Angra! Angra!”. Uma pena MESMO, que não vendiam nada alcoólico naquela noite.

Pequeno hiato para mudar o palco, e em poucos minutos já rolava o playback de “Deus Le Volt / Porta XIII”. “Spread Your Fire” e “Waiting in Silence” abriram a apresentação. O som estava tão alto que até o Manowar ficaria com inveja. Após as duas primeiras músicas, Edu saudou a cidade de Santos e mencionou o novo álbum, “Temple Of Shadows”. Por ser um álbum MUITO novo, o público ainda se sentia perdido com as novas composições, porém quando a banda tocou “Acid Rain”, foi praticamente impossível ouvir a voz de Falaschi. “Nothing To Say” e “Carolina IV” fizeram a dobradinha do “Holy Land”. Confesso que achei fraca a versão de “Carolina IV” com o atual vocalista. Kiko e Rafael como sempre deram o show à parte deles, a molecada próxima ao palco ficava babando nos solos virtuosos, assim como nas linhas de baixo super trabalhadas de Felipe. Aquiles como sempre, funcionando como um metrônomo ambulante, dono de uma técnica ímpar, não falhou em nenhum momento e Edu, com todo seu carisma soube comandar a apresentação muito bem.

Algumas outras músicas novas foram apresentadas, como “Wishing Hell”, “Shadow Hunter” e “Temple Of Hate” – essa última muito bem aceita pelo público. Outras clássicas como “Never Understand” e “Angels Cry” foram festejadas, assim como “Rebirth”, que teve um coro impressionante por parte do público. A primeira parte da apresentação foi encerrada com o maior hit da banda, “Carry On”, que como sempre fez com que a voz de Edu ficasse baixa, em relação à voz dos fãs. O encore final contou com a recente, porém já clássica, “Nova Era”. Uma pena não ter rolado nenhuma composição do álbum “Fireworks”.

O público santista saiu satisfeito com a apresentação do Angra, valeu a pena ficar acordado até as 2h30min do domingo para a segunda... mas fica aquela torcida, para que a banda retorne a Santos, depois de um tempo, para que o público possa conferir novamente com “maior intimidade”, as músicas do novo álbum.

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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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