O rock não morreu, está em estado latente e pulsando!
Por Ricardo Bellucci
Fonte: Artigo de opinião
Postado em 29 de maio de 2019
É recorrente na grande mídia, sites especializados ou em entrevistas de grandes estrelas, surgir alguma opinião afirmando que o rock morreu ou está em seus momentos agonizantes. Até aí, nenhuma novidade. Sabemos que o espaço dedicado ao nosso amado rock diminui,significativamente nos últimos anos, o que dificulta, sobremaneira, a divulgação de novas bandas de rock, nas suas mais variadas vertentes.
Isso é importante. E muito!. A cena acaba por ficar meio que oculta, escondida, digamos assim, o que leva o movimento a ficar restrito nos "guetos" e fãs de sempre, não ampliando, na base, o número de adeptos do rock, não alimentando assim o surgimento de novas bandas, o que não expande o mercado, não atraindo o interesse dos meios de comunicação de massa. Esse fenômeno é bastante acentuado no Brasil, onde a indústria da mídia é extremamente concentrada nas mãos de poucos veículos de comunicação. Já na Europa ou nos Estados Unidos, a mídia não é tão concentrada assim, existindo, também, por fatores culturais, um maior espaço para veículos alternativos de mídia que colaboram, e muito, para a divulgação de novidades no meio cultural. Temos, inclusive, a forte presença de meios estatais de comunicação na Europa, principalmente, o que facilita ainda mais a divulgação cultural. Outro dado significativo é a tradição de selos alternativos nos mercados europeu e norte americanos, além é claro, de uma maior renda per capita, e preços mais acessíveis (devido a questão tributária), ampliando, assim, a possibilidade de consumo, em termos de amplitude do mercado, de bens de natureza cultural.
Precisamos urgentemente de medidas na área da cultura, construindo políticas públicas voltadas a ampliação da produção e consumo de bens culturais, como a música, por exemplo. O ensino de música nas escolas é de suma importância, não no sentido de produzirmos uma ampla massa de músicos, não, mas no sentido de educarmos nossos jovens como ouvintes!
Assim, o problema apontado no início deste pequeno artigo, é mais amplo e complexo do que as pessoas imaginam, possuindo diversos aspectos a serem considerados.
No entanto, creio eu, amigo leitor, que o rock não morreu e nem está em vias de acabar. Na verdade o rock está em estado latente, vivo, pulsante, faltando apenas o espaço adequado para o seu crescimento. O rock não é apenas um estilo musical, não, ele transcendeu os limites do espaço meramente musical, tornando-se um elemento presente na cultura contemporânea, uma espécie de filosofia de vida ou concepção de mundo, se você assim preferir.
Encerro por aqui deixando um vídeo abaixo, onde jovens músicos, não apenas nos mostram seu talento como, e sobretudo, apontam para uma importante direção: o rock não morreu, ele está mais vivo do que nunca!
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