Matérias Mais Lidas

imagemFãs detonam produção do Knotfest após anúncio do Pantera

imagemTrês novas bandas serão anunciadas como atrações do Knotfest Brasil

imagemA música do Raul Seixas com erro gramatical que parece um plágio mas é uma homenagem

imagemA melhor música de heavy metal lançada a cada ano desde 1970, em lista do Loudwire

imagemDiretora de escola censurada por pais por foto com camisa do Iron Maiden se arrepende

imagemSamuel Rosa chama guitarrista do Pearl Jam de "menino mimado" por quebrar instrumentos

imagemO carinhoso jeito de Axl Rose se desculpar com sua equipe pelo seu jeito imprevisível

imagemPantera tocará no festival Knotfest Brasil, segundo jornalista

imagemOzzy diz que chamou Jimmy Page para novo álbum, mas guitarrista nunca respondeu

imagemO arrependimento que David Bowie carregava em relação a Elvis Presley

imagemDave Mustaine não queria usar as ideias de Ellefson, diz ex-baixista do Megadeth

imagemFrank Zappa surpreende ao eleger seus dez álbuns favoritos

imagemMúsico de Los Angeles compartilha foto recente de Alex Van Halen

imagemDave Mustaine revela que Megadeth gravou cover do Judas Priest para a Amazon

imagemAmy Lee surpreende ao escolher os melhores cantores (e cantoras) de todos os tempos


Stamp
2022/07/09

Gravadoras: "E aí, está pronto para se vender?"

Por Fernando Moraes
Em 18/12/15

Nesta semana recebi um texto de um leitor com uma opinião acerca da cena no Rio de Janeiro, mas com uma preocupação que pode se estender para todo o Rock Nacional: a banda cria um estilo, chama atenção, aí vem uma gravadora e quer produzir algo mais "radiofônico", em um mercado dominado pelo Sertanejo Universitário. Como mandou muito bem nas palavras, transcrevo na íntegra o que ele disse, incluindo suas sugestões de bandas do RJ. Solta a voz, Tiago Calado.

O público do Rock nacional tem um saudosismo absurdo no sentido de que os anos 80 e 90 foram o AUGE e que tudo que se faz hoje é ruim. Culpo um pouco a cena EMO, que realmente deixou o rock na UTI. Aquele público de crianças e adolescentes que curtiam esse movimento cresceu e amadureceu. Já não cabe mais aquela vertente musical. E o que veio para cobrir esse "VAZIO " foi o sertanejo universitário.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O que contribuiu muito aqui no RJ para o Rock sumir foi a saída da única rádio rock que tínhamos, a rádio Cidade. Deixamos de ter uma dial que pudesse fazer o rock ressurgir das cinzas. Com isso, os lugares para tocar não existiam mais, as bandas deixaram de ter como galgar algo a frente, porque infelizmente competir com funk, pagode e sertanejo, no RJ, é algo muito, mas muito difícil.

A rádio cidade voltou, o que ajudou de certa forma.

Formou-se um movimento no RJ, as bandas se uniram, começou então a produção de eventos e as portas das casas começaram a se abrir novamente. O grande problema ainda é que as gravadoras, produtoras e bandas não falam a mesma língua. As bandas tocam, criam sua identidade e angariam um certo público; daí vem uma gravadora e a primeira coisa que faz é? "Quero uma música radiofônica". Ou seja: óbvio que temos que ter bom senso, mas mudar o que criamos até aqui? mudar nossa cara? É como seu jogasse minha vida toda fora e me transformasse em uma nova pessoa com uma nova identidade. Não se dá oportunidade das bandas tentarem ao menos uma vez lançarem seus produtos para venda. É muito mais fácil vender o sertanejo que só fala de amor, sofrimento e putaria o tempo todo.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Falta às pessoas irem aos eventos, procurarem bandas novas, mostrarem para todos que qualidade existe é não é pouca. Se não puderem ir aos eventos, as bandas estão a um clique de distância. Só não enxergam porque ainda não é de interesse.

Aos produtores, empresário, rádios entre outros, deixo alguns exemplos de qualidade na nossa cena aqui para vocês. Sugiro que procurem saber.

Bandas:

OLD KITCHEN / CÂNDIDO / ELISABETH SIMPSON / INDIVIDUO K / DWO / DAOS / GOLPE CERTO / SETOR BRONX / BETO FOLK / STEREOPHANT / CANTO CEGO / NOVE ZERO NOVE / PLANAR / FILTRA / AGNÓSTIKA / HOVER ROCK / BALBA / ROTATIVOS / MENORES ATOS / ZANDER / ZERO 9 / TAMUYA / VENDO MEU SOFÁ VERMELHO / MOTEL 11:11 / BRAVA / DIABO VERDE / VERBARA / MEMORA, entre tantas outras. Como disse antes, Só a um clique de distância.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

2022/08/18


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Power Metal: os dez álbuns essenciais do gênero

Andreas Kisser: "Eloy Casagrande talvez não seja humano"


Sobre Fernando Moraes

Jornalista e Relações Públicas, Fernando Moraes é também músico independente, vocalista e guitarrista da banda paulista Rota Ventura. Amante de Rock, de música de qualidade e entusiasta dos artistas autorais, seus artigos falam sobre o cenário do novo Rock Nacional e os desafios daqueles que fazem de tudo para que grandes bandas continuem surgindo e mantendo vivo o estilo de som mais amado de todos os tempos.

Mais matérias de Fernando Moraes.