Gravadoras: "E aí, está pronto para se vender?"

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Por Fernando Moraes
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Nesta semana recebi um texto de um leitor com uma opinião acerca da cena no Rio de Janeiro, mas com uma preocupação que pode se estender para todo o Rock Nacional: a banda cria um estilo, chama atenção, aí vem uma gravadora e quer produzir algo mais "radiofônico", em um mercado dominado pelo Sertanejo Universitário. Como mandou muito bem nas palavras, transcrevo na íntegra o que ele disse, incluindo suas sugestões de bandas do RJ. Solta a voz, Tiago Calado.

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O público do Rock nacional tem um saudosismo absurdo no sentido de que os anos 80 e 90 foram o AUGE e que tudo que se faz hoje é ruim. Culpo um pouco a cena EMO, que realmente deixou o rock na UTI. Aquele público de crianças e adolescentes que curtiam esse movimento cresceu e amadureceu. Já não cabe mais aquela vertente musical. E o que veio para cobrir esse "VAZIO " foi o sertanejo universitário.

O que contribuiu muito aqui no RJ para o Rock sumir foi a saída da única rádio rock que tínhamos, a rádio Cidade. Deixamos de ter uma dial que pudesse fazer o rock ressurgir das cinzas. Com isso, os lugares para tocar não existiam mais, as bandas deixaram de ter como galgar algo a frente, porque infelizmente competir com funk, pagode e sertanejo, no RJ, é algo muito, mas muito difícil.

A rádio cidade voltou, o que ajudou de certa forma.

Formou-se um movimento no RJ, as bandas se uniram, começou então a produção de eventos e as portas das casas começaram a se abrir novamente. O grande problema ainda é que as gravadoras, produtoras e bandas não falam a mesma língua. As bandas tocam, criam sua identidade e angariam um certo público; daí vem uma gravadora e a primeira coisa que faz é? "Quero uma música radiofônica". Ou seja: óbvio que temos que ter bom senso, mas mudar o que criamos até aqui? mudar nossa cara? É como seu jogasse minha vida toda fora e me transformasse em uma nova pessoa com uma nova identidade. Não se dá oportunidade das bandas tentarem ao menos uma vez lançarem seus produtos para venda. É muito mais fácil vender o sertanejo que só fala de amor, sofrimento e putaria o tempo todo.

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Falta às pessoas irem aos eventos, procurarem bandas novas, mostrarem para todos que qualidade existe é não é pouca. Se não puderem ir aos eventos, as bandas estão a um clique de distância. Só não enxergam porque ainda não é de interesse.

Aos produtores, empresário, rádios entre outros, deixo alguns exemplos de qualidade na nossa cena aqui para vocês. Sugiro que procurem saber.

Bandas:

OLD KITCHEN / CANDIDO / ELISABETH SIMPSON / INDIVIDUO K / DWO / DAOS / GOLPE CERTO / SETOR BRONX / BETO FOLK / STEREOPHANT / CANTO CEGO / NOVE ZERO NOVE / PLANAR / FILTRA / AGNÓSTIKA / HOVER ROCK / BALBA / ROTATIVOS / MENORES ATOS / ZANDER / ZERO 9 / TAMUYA / VENDO MEU SOFÁ VERMELHO / MOTEL 11:11 / BRAVA / DIABO VERDE / VERBARA / MEMORA, entre tantas outras. Como disse antes, Só a um clique de distância.




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Sobre Fernando Moraes

Jornalista e Relações Públicas, Fernando Moraes é também músico independente, vocalista e guitarrista da banda paulista Rota Ventura. Amante de Rock, de música de qualidade e entusiasta dos artistas autorais, seus artigos falam sobre o cenário do novo Rock Nacional e os desafios daqueles que fazem de tudo para que grandes bandas continuem surgindo e mantendo vivo o estilo de som mais amado de todos os tempos.

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