Cena independente: a porta não abriu, ela está se escancarando
Por Fernando Moraes
Postado em 14 de julho de 2015
Você tem uma banda? Acha que tem talento para compor, meter o pé na estrada, está disposto a gravar com qualidade e investir em vídeos e tocar seu som com outras bandas que estão despontando? Então prepare-se, pois o momento parece propício. E quem diz isso são produtores, agenciadores de show, casas que antes investiam apenas em covers e bandas consideradas grandes.
Em conversa com Marco Almada, que tem feito um trabalho pioneiro ao agendar festivais de bandas independentes no Blackmore Rock Bar, tradicional casa de shows em Moema-SP, ele disse que é evidente o espaço que a cena tem conquistado. Os eventos acontecem aos sábados, no período da tarde. "Esse espaço para as bandas autorais foi a melhor coisa que já conseguimos, porque é uma oportunidade para elas. Além do nome que o bar possui, as bandas podem gravar a apresentação em um palco do Cara#98$@%lho!", comentou.
Pelo lado das bandas, o que tem motivado a conquista de todo o espaço é a união. Claramente, o movimento está em evidência nos lugares em que os artistas estão organizados. A exemplo do que já acontece no Rio de Janeiro, como já disse aqui, um grupo de bandas tem se unido em torno do movimento #ACenaViveemSP, disposto a quebrar barreiras e tocar em lugares antes inatingíveis, como o próprio Blackmore. "Pela primeira vez sinto uma vibe positiva nesta união de bandas", revela um guerreiro Serginho Sagitta, entusiasta do grupo e que tem contribuído muito para este boom com a produção de bandas que estão despontando e no programa Sons do Brasil, na Rádio Usp FM, no qual apresenta novos talentos.
E engana-se quem pensa que este levante de bandas que reivindicam seu lugar ao sol acontece apenas nas capitais. Já saturado pelo excesso do mais do mesmo, os estabelecimentos começam – ainda que timidamente, em horários às vezes alternativos – a dar espaço para o talento desconhecido, para aqueles que têm algo novo a dizer.
É óbvio, nem todo mundo terá o espaço que deseja – que pode até ser merecido –, conquistado. Mas quanto mais você trabalhar dentro de uma filosofia que valorize sua produção intelectual, artística e musical, aliado a alternativas eficazes de publicidade, mais chances terá de ser ouvido.
Mas, reforço, nada disso terá êxito se aqueles que fazem a cena não prestigiarem o trabalho dos colegas, muitas vezes deixando preconceitos tolos, verdades questionáveis de lado. Ou seja, se as portas estão se escancarando, é preciso que todos nós, bandas e público, entremos sem medo do que está por vir, sempre juntos, com espírito coletivo.
Sigam-me no twitter ou mandem e-mail
@fermoraes / [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock que chegam ao ápice já na introdução, segundo a Far Out Magazine
Steve Harris defende "No Prayer for the Dying", oitavo álbum do Iron Maiden
Como uma canção pop de 1968 separou o The Smiths no auge do sucesso?
"Não preciso provar nada", afirma Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden
Com ex-membros do Type O Negative, Silvertomb anuncia "The Interpretation of Nightmares"
Sid Wilson foi demitido do Slipknot, noticia o TMZ
O estilo punk que Kurt Cobain considerava uma grande besteira
O álbum de 1983 que Dave Grohl considera "um dos melhores de todos os tempos"
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Lucas Inutilismo
A melhor música do Van Halen, de acordo com a Classic Rock
A canção pop dançante que Lemmy colocou no nível dos maiores clássicos dos Beatles
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto
O clássico do Black Sabbath em que Ronnie James Dio atingiu a nota mais alta de sua carreira
"Não acredite em tudo que você lê", afirma guitarrista do Slipknot
O álbum dos anos noventa que Bono gostaria que surgisse novamente
A cantora em quem Keith Richards votou como a maior de todos os tempos
"Kurt Cobain era meio pau no c*", diz produtor que trabalhou com Nirvana
"O cara tinha problemas", disse Jon Bon Jovi sobre Richie Sambora



As emoções que uma música desperta merecem mais atenção que qualquer crítico ou "influencer"
As bandas de heavy metal nem sempre farão a mesma coisa (e isso não é ruim)
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
O problema não é usar celular em shows, mas sim fiscalizar os outros
Lobão: a defesa do roqueiro solitário
Preconceito: dificuldades de ser roqueiro em cidade do interior



