Heavy Metal: o gênero com mais peso e impacto social no planeta

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Por Artur de Figueiredo, Fonte: Canal Bis
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Pelo menos foi isso que o Documentário "Global Metal", gravado em 2008, passou. No último domingo (31), o documentário foi transmitido para o canal fechado, ‘canal Bis’, falando sobre a inserção do Heavy Metal ao redor do planeta.

O documentário retratou o quão impactante o gênero foi, principalmente no contexto social, cultural, religioso.

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O cineasta, documentarista, antropólogo e músico, "Sam Dunn" dirigiu mais esse documentário, percorrendo os lugares mais remotos e possivelmente, populares, em busca da raiz, influência, impacto, que fez o Heavy Metal, não apenas um gênero, mas, sim um mobilizador social, com poder de transformação na cultura e valores sistematizados, seja pelo o governo, seja pela religião.

Dunn dirigiu sua peregrinação por regiões remotas e outras até populares, cujos contrastes, mostraram o impacto do Heavy Metal pelo o planeta, em termos sociais, políticos, religiosos.

Beijing- China - O Heavy Metal foi um divisor de águas em sistemas opressores, que serviram como parâmetro ‘cultural’ de países comunistas, como China. A ditadura de outrora dava voz para o Metal mesmo que de forma ‘tímida’, foi um fator determinante na mobilização social, abertura de um novo pensamento filosófico, ideológico. Mesmo a população vivendo um sistema ditatorial, os Chineses têm hoje uma pequena abertura a música Ocidental. Como diz o documentário. ’Foram 20 anos sem qualquer informação da música que vinha de fora, enquanto o rock existia há mais de 50 anos. Tivemos que aprender tudo em 10 anos’. Afirma jovem Chinês.

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Na China, não havia turnês de bandas de fora, o Heavy Metal só chegou ao conhecimento do povo Chinês, por conta da banda TANG DYNASTY, que alcançou uma popularidade expressiva de quase a totalidade da população, em um país com ¼ de pessoas em todo o planeta.

Para os Indianos, o Metal ainda é novidade. Em meio às produções de ‘Bollywood’ exóticas, divertidas, porém sem impacto social. Para os jovens de Mumbai (cidade mais populosa da Índia), o Heavy Metal é profundo, tem peso ideológico, impacto social. ‘Ao contrário do que se pensa o Heavy Metal por lá agrega todo o tipo de pessoa, os une como nação.

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O Metal como em muitos lugares carregam os preceitos discriminatórios, sob sistemas conservadores, patriarcais. Outro ponto relevante, para os jovens Indianos, a música une todos, mesmo sendo de religiões diferentes, como citada no documentário.

No Brasil mais precisamente, Rio de Janeiro, 1985, acontecia o primeiro grande Festival no país, chamado ‘Rock in Rio’. O evento trouxe nomes gigantes, como: SCORPIONS, WHITESNAKE, QUEEN, OZZY, IRON MAIDEN, entre outros. 1985 marcou o ano da confirmação da democracia, recentemente conquistada, depois das ‘Diretas Já’ de 1984, O evento serviu como válvula de escape social, cultural, como um grito por liberdade depois de décadas sofrendo com a liberdade de expressão, com a ditadura Militar.

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Vocalista do SEPULTURA até então, Max Cavalera ressaltou a importância do Heavy Metal na inserção da cultura do povo Brasileiro e posteriormente, a ascensão da banda pelo o planeta. "No começo não tínhamos nada, não tínhamos grana, não sabíamos tocar, mas queríamos ter a banda. Quando tocamos no segundo Rock in Rio, estávamos no maior estádio de futebol, no meu país, tocando pra tanta gente. Muita gente não acreditava na banda".

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Com uma linguagem muito peculiar, o SEPULTURA se elevou, com percussões, inovações, um Metal propriamente ‘Tupiniquim’.

Tóquio - Japão - Seguindo uma cultura mais aberta, próxima do Ocidente, surge o Japão. Com bandas americanas excursionando por lá e um mercado bastante acessível, difundiu diferentes paradoxos, seja comportamental, seja cultural. Em um show do SLAYER, o vocalista e Tom Araya e guitarrista Kerry King, ficaram abismados com o comportamento dos japoneses. ‘Foi estranho, vê los assistir um show sentado, quando nos deparamos com a galera correndo lá pra frente e seguranças descontrolados, percebemos que era diferente de tudo que se imaginava.

Ao contrario de outros países do Oriente, o Metal pra eles tem muito mais cunho de ‘entretenimento’, que ‘social’. Para o ex-guitarrista do MEGADETH, Marty Friedman, grande ícone, ídolo. ‘No Japão, não se tem tabu’, argumentando sob a diversidade cultural, musicalidade e a influência de bandas mais conceituais de Metal, como X JAPAN.

Surabaya - Indonésia. O país reflete o Metal como inserção Social. A Banda brasileira SEPULTURA em 1992 era uma das mais aclamadas por lá. Como semelhanças, como a desigualdade, pobreza, desemprego, o Heavy Metal através de suas letras, similaridades, criou se uma legião de fãs. Os números de pobreza assustam, com índices de desemprego que podem chegar até 40%. Para Mark ‘Barney’ Greenway, vocalista do NAPALM DEATH, os níveis de desigualdade são assombrosos. "A população vive literalmente na sarjeta"

Max Cavalera vocalista do SEPULTURA, reconhece a idolatria através da identidade social de cada letra da banda, correlacionada ao Brasil, suas similaridades. "São como os jovens pobres brasileiros, do Leste Europeu, cresceram ali, e sabem que vão morrer ali". A pobreza enraizada e a falta de perspectiva trazem o Metal como desafogo social.

A Indonésia é o país com maior população Muçulmana do mundo, mesmo sob um sistema de ditadura que oprimiu tanta gente, teve os maiores shows de metal. O show do METALLICA marcou a história do país, além do SEPULTURA ‘uma grande banda de Metal de fora, que atingiu níveis de repercussão estratosférica. O show foi tão impactante que foi proibido à apresentação de bandas estrangeiras por lá.

Pressupondo a influência, supostamente, negativa, que poderia vir de fora, contrapondo o sistema político/ditatorial, e o tradicionalismo religioso, ortodoxo.

Por motivos de direitos autorais, o site não pôde com isso deixar links sobre o documentário, que viabilizam o acesso, mas os ‘bangers’ podem conferir através do YouTube.

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Sobre Artur de Figueiredo

Meu nome é Artur de Figueiredo, músico, jornalista, sou apaixonado por hard rock, Heavy Metal, desde meados da década de 90. Desde a minha graduação em 2008 na área da comunicação, como jornalista, venho colaborando para o Whiplash com matérias do nosso Underground. Sou colaborador dos sites Stay Heavy, Solid Rock. Tive um sonho realizado, escrever para a Roadie Crew. Venho através do meu blog, atualizando todos headbangers, tudo sobre o nosso Metal Underground. Como influência, de Prog Metal, passando por AOR, Heavy, Hard, Thrash, sinfônico, entre outros.

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