O futuro do Rock nacional: bandas autorais devem "se tocar"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Fernando Moraes
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

As bandas autorais não se tocam. Elas deveriam, mas não fazem isso. Enquanto milhares de músicos estão, neste momento, Brasil afora, tocando covers das bandas consagradas e clássicas, são poucos os que se propõem a planejar e executar eventos voltados apenas para músicas autorais. Com isso as iniciativas ficam desconexas, individualizadas e não rendem, deixando morrer o que seria o futuro do Rock nacional.

5000 acessosSeparados no nascimento: Steven Tyler e Márcia Goldsmich5000 acessosSlash: por que ele usa óculos escuros o tempo todo?

É certo que, atualmente, não há tanto mercado para a novidade, para experimentalismos. O mundo anda meio quadrado, com medo de inovações que levem a reflexões sobre a total estagnação da cultura pop – na qual o Rock está inserido - em nosso país. E, infelizmente, é fato que a maioria dos movimentos culturais contestadores que surgem são, por muitos de nós, marginalizados e alvos de preconceito.

Mas o principal interessado, o músico autoral, o artista independente, não pode se conformar com isso. Se não lhe dão espaço, ele tem que criar. E para criar, é preciso manter contato, é preciso estar junto, é preciso se envolver em eventos, iniciativas, shows independentes. Em outras palavras, se o artista deseja ser ouvido, também precisa valorizar os eventos culturais – sejam relacionados à música ou a qualquer outra forma artística – inovadores, autorais, autênticos.

Imagine se os integrantes das bandas das quais vocês são fãs ficassem a vida inteira tocando covers, se os Beatles se conformassem a fazer versões ao vivo de Elvis, se outras bandas hoje consagradas não tivessem saído da zona de conforto e encarado o público com suas composições. Nenhuma delas seria o que é hoje. E é exatamente o que está acontecendo. Hoje sobram bandas covers ao mesmo tempo em que as novidades – e há muitas – sejam alçadas ao sucesso.

A culpa é de quem? Muitos têm parte nesta responsabilidade, mas aqueles que deveriam ter coragem e se organizar para mudar isso são os principais responsáveis, afinal, são eles que devem fazer a “cena”. A cultura pop não cria nada, apenas se apropria do que tem potencial para crescer e estourar.

Ok, talvez você pense: “ah, mas quem disse que eu quero ser pop?”. Não se iluda, mesmo as bandas mais pesadas, de Motorhead a Slayer, fazem parte da cultura pop. A não ser que, como muitos músicos ou artistas, você realmente tenha como objetivo tocar em eventos undergrounds, em praças públicas, em eventos alternativos - e não há demérito nisso -, o que deseja é ser reconhecido pela massa. Mas isso é tema para outros artigos.

Felizmente, iniciativas como mostras de música independente, como o que foi realizado recentemente em Carapicuíba, rádios online que tocam os autorais, coletivos culturais que valorizam as manifestações artísticas que pipocam pelo país estão começando a ganhar força.
Portanto, cabe ao músico (ou qualquer artista) autoral, independente: baixar a guarda no quesito preconceito; livrar-se de velhos paradigmas que nos deixam presos ao passado, como se fosse impossível que algo novo tenha qualidade; mas, principalmente, integrar-se a grupos, movimentos, iniciativas que proporcionem força a quem está brigando por um espaço no mundo.

O recado é: músicos independentes, toquem suas músicas, toquem as músicas uns dos outros, divulguem seus trabalhos em conjuntos, reúnam-se em eventos, gravem coletâneas e disponibilizem pela internet, criem canais de comunicação. Muitos de vocês têm qualidade e o mundo precisa saber que vocês existem!

Fernando Moraes

O autor é Jornalista, relações públicas e vocalista/guitarrista da banda paulista Rota Ventura

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

0 acessosTodas as matérias da seção Opiniões

Separados no nascimentoSeparados no nascimento
Steven Tyler e Márcia Goldsmich

SlashSlash
Por que ele usa óculos escuros o tempo todo?

Jason NewstedJason Newsted
Revelando porque ele deixou o Metallica

5000 acessosSeparados no nascimento: Steven Tyler e Márcia Goldsmich5000 acessosSlash: por que ele usa óculos escuros o tempo todo?5000 acessosJason Newsted: revelando porque ele deixou o Metallica5000 acessosVenom: "Eu não saio por aí assassinando virgens"5000 acessosAndré Sikora: A coleção do presidente do fã clube do Nazareth no Brasil5000 acessosSeparados no nascimento: James Hetfield e o Leão Valente

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 25 de fevereiro de 2015
Post de 28 de fevereiro de 2015
Post de 01 de maio de 2017


Sobre Fernando Moraes

Jornalista e Relações Públicas, Fernando Moraes é também músico independente, vocalista e guitarrista da banda paulista Rota Ventura. Amante de Rock, de música de qualidade e entusiasta dos artistas autorais, seus artigos falam sobre o cenário do novo Rock Nacional e os desafios daqueles que fazem de tudo para que grandes bandas continuem surgindo e mantendo vivo o estilo de som mais amado de todos os tempos.

Mais matérias de Fernando Moraes no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online