Cara, cadê minhas fitas K7?
Por Do Vale
Postado em 27 de dezembro de 2012
1999. O CD pausado no início da música, todas as faixas cronometradas pra caber na fita cassete. Aperto play/rec no toca-fitas. A gravação sempre sai com o barulho dos botões sendo pressionados.
Eu tinha uma coleção enorme de fitas, um monte delas. Fitas de 46, 90, 120 minutos. Tinha uma fita com o "Born Again" do BLACK SABBATH no lado A e o "Melissa" do MERCYFUL FATE no lado B; lembro de outra com o "Rocks" do AEROSMITH e o "Shout at the Devil" do MÖTLEY CRÜE espremidos não sei como. Uma dessas fitas era tão gasta que se eu topasse o volume do som conseguia escutar "Aces High" por baixo de "Iron Fist".
Eu não tinha dinheiro pra comprar CDs. Eles eram caros (e ainda são). Quando consegui meu primeiro emprego, o primeiro salário foi pra uma bicicleta nova e o segundo pra um Philips com bandeja pra 3 discos; o seguintes foram pra CDs e farra. Sempre pedia discos pela Die Hard (por telefone, com as ligações interurbanas feitas às pressas).
Quando vinha a São Luís, rodava o Centro da cidade inteiro com meus primos atrás de material novo. Naquele tempo, a gente topava com uma loja de disco a cada quarteirão. Hoje deram espaço a farmácias do trabalhador e pra lojas de roupas com anões gritando na porta o preço das calcinhas.
Corta pra 2012. A cada música que eu passo no mp3 player, uma capinha nova aparece no display. Os desenhos do Derek Riggs (sim, ainda ouço IRON MAIDEN) foram reduzidos a uns poucos milímetros quadrados. Claro que é cômodo, o aparelhinho cabe no bolso e é bem mais prático que um walkman ou discman. Mas foi-se o romantismo da coisa, o esperar a encomenda chegar, protegida por plástico-bolha devidamente espocado depois, o cheirinho do encarte e a expectativa se o mesmo viria ou não com as letras das músicas.
Não lembro o que fiz com a minha coleção de fitas. Devo ter jogado fora sem ligar muito, afinal era um monte de trambolho mesmo. É 2012 e eu baixo uns 10 discos dos quais vou ouvir uns 2 (e olhe lá) com atenção. Quando a gente se matava pra comprar um CD, ou pegava emprestado com um amigo, se dava mais atenção, eu acho. Mas tudo bem, CDs ainda são caros.
Aliás, minha última aquisição foi em fevereiro ou março desse ano, o primeiro disco do BLACK STONE CHERRY, autointitulado. Roda no meu mp3 player desde o lançamento, em 2006. Recomendo - a compra ou o download, tanto faz.
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