Rock em Análise: o impacto das pausas no rock de hoje

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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Nenhum artista é de ferro, certo? Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que o trabalho de músico pode ser realmente desgastante, e que até os mais fortes roqueiros do mundo também precisam descansar. Para quem não sabe, as férias de um artista podem ser chamadas de "hiatos", os quais variam de meses a anos de pausa em suas atividades.

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Durante boa parte da história do rock, as inevitáveis pausas da maioria dos artistas (salve algumas exceções) não chegavam a afetá-los a nível de sucesso, visto que o público tinha a capacidade de lembrar da existência dos mesmos durante anos e anos... Já hoje, na era da descartabilidade e do déficit de atenção, qualquer artista está sujeito ao esquecimento após seus primeiros meses de "hiato".

A própria indústria da música, cada vez menos focada nas bandas de rock - sejam bandas iniciantes em ascensão comercial ou bandas veteranas de sucesso -, tem estimulado o público a renovar seu "estoque" de artistas preferidos a todo o momento.

Sendo assim, temos a pergunta: qual é a solução para os roqueiros que possuem algum destaque no cenário musical? E a resposta é simples: continuidade do trabalho, sem pausas! Infelizmente, a ideia de independência, tão alardeada pela turma pró-mp3, não passa de um sonho, algo que não funciona na prática. Afinal, todos os músicos precisam comer, não é?

As tão visadas turnês também não funcionam tão bem, se o artista não estiver entregando música nova, logo se torna fundamental que o mesmo grave álbuns de estúdio em curtos períodos de tempo, de modo que seja possível manter o interesse do "ouvinte comum" - o qual faz parte da maior parcela de consumidores de música do mundo - em seu trabalho.

Entre os exemplos mais recentes de artistas veteranos que mal conseguiram atingir posições expressivas nas paradas com os seus álbuns pós-pausa, temos o Aerosmith, Van Halen, Red Hot Chili Peppers, Smashing Pumpkins e Soundgarden. Tudo bem que nenhum desses músicos vai morrer de fome, mas pode ter certeza que eles estão decepcionados com a baixa receptividade dos seus novos discos.

Com as bandas novas, a situação é ainda pior: uma mera espera de três anos entre um lançamento de outro pode ser fatal! Muita coisa pode mudar no mundo da música neste período de quase eternidade... São inúmeros os casos de bandas que ainda experimentam um relativo sucesso, mas já estão em um claro início de decadência comercial por causa de algum pequeno período de inatividade...

Como já foi dito no início do texto, ninguém é de ferro. Mas, se um artista de rock deseja atingir - e manter - o sucesso, infelizmente precisa se manter na ativa de alguma forma, e não apenas através de turnês ininterruptas. Talvez assim, um dia, o rock volte a ter o destaque comercial que já teve em diversos momentos dos seus mais de 50 anos de existência.

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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