MTV: Estaria o canal pensando em voltar às origens?
Por Daniel Junior
Fonte: Aliterasom
Postado em 10 de fevereiro de 2011
A MTV está naqueles casos de "amem ou odeiem" e podem ter certeza: isso dependerá da geração que você pertence. Se você assistiu Blaze of Glory (Jon Bon Jovi), Silent Lucidity (Queensryche), November Rain (Guns N Roses), One (Metallica), No More Tears (Ozzy Osbourne), é bem possível que você ache (hoje) a emissora um lixo. Caso você seja da geração CPM22, Charlie Brown Jr, Audioslave, Nickelback, Evanescence, pode ser que nutra um carinho, pois a emissora te fez ‘voar’ e conhecer bastante coisa de rock. Agora, se você é daqueles que conheceu Restart, Cine, Forfun, Fresno, Hateen, My Chemical Romance, Paramore e tantos outros, bem, você deve AMAR a MTV.
Qualidade é ponto de vista, já diria alguém. Parte do olhar a defesa (ou acusação) do que se supõe ser bom ou ruim. A MTV, assim que chegou à tv brasileira, foi parte de uma revolução estética, sonora e comportamental. Passou a ser referência, uma vez que no Brasil, excetuando as revistas mensais, havia pouca informação sobre música. Os programas de clip sempre tiveram vida curta no canal aberto, e na tv à cabo era algo muito longe da realidade brasileira. O canal foi (e acho que ainda é) um importante link de conhecimento. A audiência, com o passar do tempo, passou a controlar, com uma certa austeridade, aquilo que achava bacana e julgava outras coisas, que tiveram vida curta aqui dentro e lá fora. Quem não se lembra dos Ostras? Vanilla Ice, Dee Lite e tantos outros são exemplos de artistas que tiveram um excelente êxito no vídeo e perderam o pouco que conquistaram no áudio. Implantou no mercado fonográfico, ainda não tão combalido pela pirataria à época, o padrão "Acústico MTV", que foi responsável por grandes shows e serviu de desfibrilador para bandas que tinham sérios problemas criativos, caso dos Titãs e Capital Inicial.
Depois que passou a integrar o grupo Abril, o canal passou a investir nos programas de comportamento, chamando atenção de um público teen e mudando parte do perfil que adquirira: um canal de música. Muitas novidades continuavam passando por lá, mas desta vez ‘duelando’ com realities, séries e programas de humor. VJs se transformaram em celebridades, à medida que as verdadeiras estrelas ("os artistas") passaram a ter papel secundário no canal. Amansaram Lobão e domesticaram João Gordo. Brincaram de zigue-zague primeiro com Cazé e depois, numa versão plus, com Marcos Mion. Isso sem falar em dezenas de desligamentos, como o caso de Zeca Camargo, Astrid, Soninha, Gastão, Fábio Massari, Maria Paula, para citar os mais representativos.
Com o surgimento do youtube (principal canal de vídeos do planeta), parte do monopólio estacionado na tela da MTV foi pro ‘saco’. Isso fez com que o canal voltasse ainda mais suas bazucas para assuntos periféricos e investisse mais, por incrível que pareça, nos novos humoristas de stand-up comedy.
Essa semana, após o desligamento (espontâneo) de Marina Person, após 18 anos de MTV, e dos anúncios das saídas de Léo Madeira, Kika Martinez e Penélope Nova (as notícias se contradizem à respeito da saída da filha de Marcelo Nova), voltam os rumores de que a emissora deseja retornar ao seu profile musical. Para quem especialmente gosta de rock tradicional, a emissora há muito tempo já não se esforça em querer conquistar o seu grande público. Os motivos eu não sei. Vale lembrar que desde os tempos do Gás Total ou do Fúria Metal (que chegou a ser apresentado por Hermes & Renato), os horários destinados à ‘programação pesada’ era sempre após às 11 horas e nas sextas-feiras. Por isso, mesmo que desejem retomar uma proposta na qual a música seja a principal estrela do canal, não há porque criar ilusões quanto ao espaço que o heavy metal, o hard e o thrash possam ocupar na grade da emissora. Salvo engano, como este é o ano do Rock In Rio em seu local original, pode ser que se aproveite as tantas atrações internacionais que passam pelo Brasil, e a direção do canal tenha enxergado um real potencial nos headbangers, mesmo de forma tardia.
Ainda falando sobre Penélope Nova, ela também foi responsável por apresentar o Fúria e tinha ‘intimidade’ com o assunto, já que nunca escondeu ser fã de várias bandas, incluindo AC/DC e Iron Maiden.
De fora, dizer que os desligamentos estão realmente ligados à volta do caráter musical em primazia é inócuo, porém, realmente fica a torcida, que independente do estilo, a música seja mais ‘respeitada’ na emissora que contribui para tantas e tantas pessoas conhecerem seus ídolos de diversas formas, seja através de um documentário, de um show intimista, de um clip bem transado ou mesmo de uma ótima entrevista.
Teremos em 2011 uma nova velha MTV?
Twitter do autor: @dcostajunior
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tony Iommi confirma que vai remixar um dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
Angra celebra 30 anos de "Holy Land" com primeira edição do álbum em vinil
Tobias Forge desabafa sobre pressão e não garante que o Ghost voltará
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
11 bandas de metal que são carregadas nas costas por um único integrante
O rockstar que Noel Gallagher idolatra, mas não se lembra de quando conheceu
A razão que levou Brian May a recusar tocar em mais faixas do álbum de Tony Iommi
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
A queixa que Tony Iommi ouviu de Ozzy Osbourne na véspera da morte do cantor
A letra do Aerosmith que quase fez Steven Tyler mandar a banda inteira às favas
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A canção do The Who que Pete Townshend criou para imitar os Rolling Stones
A música do Pink Floyd que David Gilmour mais gostava de tocar ao vivo
As 5 maiores músicas do Led Zeppelin para Robert Plant
O significado de "quem não tem colírio usa óculos escuro" cantado por Raul Seixas
A banda que Tom Araya achou igual ao Slayer: "Podemos processar por soar igual?"
O que significa "O Verme Passeia na Lua Cheia" do Secos e Molhados

Não gostar do "Black Album" é uma coisa, negar sua importância é outra
O heavy metal continua proporcionando momentos inesquecíveis
A difícil arte de escolher os melhores discos de Heavy Metal
Por que o heavy metal segue relevante após mais de cinco décadas?
As emoções que uma música desperta merecem mais atenção que qualquer crítico ou "influencer"
Grunge: Restou apenas um herói



