Rock em Análise: Dr. Rock explica o Arrepiômetro

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Por Fábio Cavalcanti
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Bem-vindo(a) ao consultório do Dr. Rock. Conheça mais sobre a psicologia (ou algo próximo) aplicada no mundo do rock 'n' roll, através de uma análise descontraída e regada aos melhores - ou piores, dependendo do caso - exemplos musicais do gênero. Diploma? Quem precisa disso no mundo do rock? Dito isso, vamos lá!

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Se existisse um dispositivo que pudesse "medir" o quanto você aprecia uma música, com base nos arrepios que você sente ao escutá-la, qual seria o melhor nome para o mesmo? Acho que "Arrepiômetro" soaria muito bem... Apenas imagine a existência da peça, com um suposto marcador atingindo altos índices, sempre que você se empolga com aquelas músicas recheadas de belos detalhes sutis, os quais costumam passam despercebidos por grande parte do público. Fascinante, não?

Analisando o Paciente 'X', por exemplo, percebo um gosto musical muito peculiar: grande apreciador de contrastes, o ouvinte em questão consegue curtir faixas distintas como "I Wanna Rock" (Twisted Sister) e "Lover, You Should've Come Over" (Jeff Buckley) em uma mesma sequência, cantando - e berrando - como se fosse o rei do mundo durante a primeira música, e observando seu mundo cair ao longo da melancolia da segunda... E o 'Arrepiômetro' atinge o nível máximo!

Ilustrando melhor, preste atenção na guitarrinha anestesiante de um belo indie rock, ou no baixo incontrolável de um funk rock dançante, ou no vocal carregado de sentimento em um folk rock de raíz, e prepare-se para sentir os arrepios... E se nenhum desses exemplos te levou a um estado de prazer quase indescritível em palavras, significa que você está ouvindo uma música que não lhe convém, por mais que você finja apreciá-la, como os milhares de pseudo-ecléticos que temos por aí... Mas, deixemos o papo de "verdadeiro ecletismo" para outra consulta...

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Citando outro exemplo interessante, a Paciente 'G' declarou ter sentido um orgasmo ao escutar... "Kashmir" do Led Zeppelin! Espera um pouco, o que essa música soturna traz de tão "sexy"? Não faço a mínima idéia, e nem preciso perder tempo estudando a forma como certas músicas mexem com uma pessoa de uma forma absurdamente sem lógica... O fato é que a moça associou a música supracitada a sexo, e temos que respeitar - e apreciar, com muito prazer - tal fato.

Não fique chocado se também encontrar um indivíduo que fique introspectivo ao escutar Rammstein, que se imagine dançando em uma rave ao som do Tangerine Dream, que aprecie um bom momento romântico a dois ao som dos Misfits, ou que tenha vontade de encontrar Satã após escutar algo da banda cristã Third Day. O 'Arrepiômetro' não tem limites! Mas, em casos desse tipo, uma visita a um psiquiatra também é altamente recomendável...

Então, enquanto não surge um "Arrepiômetro" de verdade, basta seguir essas simples instruções: desperte seus instintos, deixe a música te guiar, e preste atenção nas suas reações a cada tipo de som, tomando como base o simples ato de conferir o quanto se arrepia ao escutar determinadas músicas. Garanto que a viagem será incrível!

Uma dose de rock 'n' roll em excesso pra você, e até a próxima!




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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