O heavy metal continua proporcionando momentos inesquecíveis
Por Mateus Ribeiro
Postado em 16 de agosto de 2026
Sábado, 15 de agosto de 2026, tinha tudo para ser apenas mais um dia comum na vida deste que vos escreve. Acordei cedo, trabalhei, estudei, brinquei com minha cachorra, fui ao mercado e fiz outras tarefas triviais.

Algumas horas após o almoço, resolvi descansar na sala. Liguei a televisão e me deparei com a transmissão ao vivo do festival Summer Breeze, realizado na Alemanha. Apertei o play e vi que o Soulfly, liderado pelo grande Max Cavalera, estava prestes a começar sua apresentação.
Como gosto bastante do Soulfly, deixei o vídeo rolando. Embora a banda tenha deixado de fora do setlist muitas músicas que aprecio, o show acabou ficando marcado em minha memória. Não pelas faixas executadas ao longo do concerto, mas por outra razão.
No outro sofá da sala estava minha irmã, uma das pessoas que mais amo e admiro. Além de ser minha confidente, foi ela quem me ensinou a ler e escrever, lá no fim da década de 1980.
Ela definitivamente não é fã de heavy metal, mas me ouve falar sobre o estilo há pelo menos 25 anos. Sendo assim, Max Cavalera não chega a ser um estranho para minha irmã, que aqui chamarei simplesmente de "M".
Enquanto o Soulfly tocava, conversamos sobre o show. Relembrei a trajetória profissional de Max Cavalera, falei sobre a banda e expliquei algumas coisas sobre aquelas músicas. Por volta de uma hora, tivemos uma conversa que me fez lembrar dos diálogos que eu costumava ter com meu saudoso pai. A diferença é que, com ele, o assunto geralmente era futebol.
Ali estava eu, falando sobre música pesada com uma das pessoas mais importantes e influentes da minha vida. Pode parecer algo corriqueiro, mas aquela conversa me fez voltar no tempo. Mesmo que apenas por alguns instantes, lembrei de quando era um jovem cheio de sonhos, entre eles o de escrever sobre heavy metal (que foi e continua sendo realizado, a duras penas).
Poderia ser apenas mais um sábado usual. Não foi. Assisti ao Soulfly na televisão, conversei sobre heavy metal com minha irmã e, sem perceber, me conectei com aquele garoto que um dia sonhou em escrever sobre o que amava.
Tudo isso que narrei aconteceu, em boa parte, graças ao heavy metal, que continua proporcionando momentos inesquecíveis. Ainda bem!
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