Conservadores ou rebeldes?
Por José Cláudio Carvalho Reis
Postado em 20 de janeiro de 2007
O rock nasceu como música de protesto. Depois de ser absorvido pelo sistema, o ciclo foi se repetindo. Black Sabbath, Ramones, Sex Pistols... Venom. Quando uma banda (ou movimento) se torna, digamos, inócua, é necessário que surja algo mais impactante, a fim de perpetuar a fama de ser "do contra". Mas o que era pra ser uma saraivada de pedras na janela do status quo acabou se transformando em algo hermético, de pouca visão.
Aqueles que dizem merecer determinados rótulos (Black Metal, por exemplo), que o verdadeiro metal é praticado pelo Judas Priest e blá blá blá deviam se lembrar do caráter libertário que uma guitarra distorcida evoca. O Venom criou um estilo de música que prima pela morbidez. Mas tudo aquilo era uma forma de ampliar os horizontes escrutinados pelo bom e velho Sabbath. Ou seja: provocação. O mesmo ocorre com o Cradle of Filth, uma banda burlesca e teatral.
Enquanto isso, tem gente que comete atos de vandalismo, suicidio - e outras barbaridades - e se dizem satanistas. Isso já transcende a música e assume proporções psiquiátricas.
Com o punk não foi diferente: o que era diversão pura e simples (nascido no recém-fechado CBGB, NY), acabou virando uma paranóia panfletária sem proporção. No Roça´n´Roll deste ano, precenciei uma punksinha adolescente discorrendo sobre a traição do Jõao Gordo. Até hoje? Quantos anos ele já tem de MTV? Esse assunto já foi pro vinagre...
Em suma, vira um amontoado de frases feitas e comportamentos derivativos, que só denotam falta de personaldade. Eu ouço Heavy, Thrash, New Metal, Punk - e convivo muito bem com todos os estilos.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
O maior guitarrista da história para Bruce Springsteen; "um gigante para todos os tempos"
A jovem guitarrista que apagou vídeos após se cansar de comentários de homens mais velhos
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
A música "bobinha" dos Beatles que superou um clássico dos Beach Boys
As bandas cultuadas que Mark Knopfler não curte por serem o oposto do que ele busca na música
A banda de craques que Steven Tyler mais gostaria de ter integrado fora do Aerosmith
Ricardo Confessori compara Angra e Shaman: "A gente nunca tinha visto entrar dinheiro assim"
O clássico que Brian May acha que o Queen estragou ao gravar; "Nunca gostei, para ser franco"
A redação de Kiko Loureiro que fez mãe chorar e escola achar que ele precisava de psicólogo
Regis Tadeu revela por que Guns N' Roses tocou no Maranhão
"Os Estados Unidos enlouqueceram", diz Randy Blythe (Lamb of God)
Derrick Green diz que Eloy Casagrande não avisou ao Sepultura sobre teste no Slipknot
Dream Theater - uma noite carregada de técnica e sentimento em Porto Alegre
Os dois guitarristas que Bob Dylan considerava acima dele: "Um passo adiante"
Geezer Butler revela porque o Kiss foi "banido" de abrir show para o Black Sabbath
Em 1995, o cabeludo batera Regis Tadeu explicava o som de sua banda Jacqueline
6.000 palhetas, 64 guitarras, a gigantesca logística que acompanha o Metallica

Realmente precisamos de um Hall da fama do Rock and Roll?
Falar mal do Dream Theater virou moda - e isso já perdeu a graça há tempos
Como a nova era dos festivais está sufocando os shows menores
Megadeth, "Risk", "Dystopia" e a dificuldade em aceitar a preferência pessoal alheia
Você está realmente emitindo sua opinião ou apenas repetindo discursos prontos?
A farsa da falta de público: por que a indústria musical insiste em abandonar o Nordeste
Metallica: a regressão técnica de Lars Ulrich



