Kiss diz que as pirotecnias não vão acabar
Fonte: Terra Música
Postado em 25 de fevereiro de 2003
A pirotecnia se tornou tanto parte dos shows de rock quanto guitarras e baterias, e vai continuar sendo usada apesar do acidente com mortes na semana passada em Rhode Island em um nightclub, segundo uma banda de rock conhecida pelo uso de fogos no palco.
Paul Stanley e Gene Simmons do Kiss, que produziram shows com pirotecnia no palco por mais de 30 anos, disseram que os efeitos são seguros para grandes arenas e apresentações ao ar livre, mas podem ser perigosos em pequenos espaços. Eles dizem que o segredo é ter bandas e donos de locais para apresentação que concordem antecipadamente no que pode ser usado exatamente no palco.
Produtores de cascatas de faíscas em um show da banda Great White em West Warwick, EUA, iniciaram um incêndio em um pequeno clube an quinta-feira passada, matando 97 fãs e ferindo mais de 180 pessoas.
"As pessoas querem algo excitante, as pessoas adoram um espetáculo e adoram serem entretidas", disse o cantor do Kiss Paul Stanley. "É por isso que as pessoas vão assistir a filmes de terror, adoram brincar e montanha-russa, e porque bandas como o Kiss puderam ficar tanto tempo em evidência", explicou. "Mas você tem de ter muito cuidado com qualquer coisa que tenha a ver com fogo".
O baixista Simmons, que acidentalmente já ateou fogo a seu cabelo diversas vezes enquanto cuspia fogo no palco, disse que "não baniria pirotecnias de shows de rock, assim como não baniria das festividades do 4 de Julho". Ele continua: "É tudo uma questão de jogo aberto. O dono do local do show tem de saber o que está comprando".
O assunto surgiu como uma questão principal no acidente em Rhode Island. A banda Great White afirma que tinha permissão para usar fogos no interior do local, mas o dono do The Station nega. Bombeiros disseram que a permissão para o uso de fogos não foi encontrada e teria sido negada se fosse requisitada.
AP
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