Edu Falaschi: Surpreso com as declarações de Penélope Nova
Postado em 06 de setembro de 2003
Recebemos a declaração a seguir, enviada por Edu Falaschi, vocalista do Angra, comentando a entrevista com Penélope Nova, publicada esta semana no Whiplash!, onde a VJ da MTV comenta algumas declações anteriores de Edu em uma outra entrevista no Whiplash!
Primeiramente, gostaria de dizer que fiquei surpreso com as declarações da Penélope a meu respeito, pois ela nem sequer me conhece pessoalmente. Em nenhum momento agredi ninguém, muito menos ela, pelo contrário, acho o trabalho dela na MTV muito legal e divertido, a única coisa que citei, foi o fato de achar que ela não é imparcial e na minha opinião isso não é muito profissional no caso de um apresentador, foi só isso.
Quanto ao André, nunca o agredi em nenhuma entrevista na minha vida. Somente expressei as minhas preferências musicais, e sempre digo que ele é muito bom no que se propõe a fazer. Eu realmente acho isso. Mas tem gente que aumenta as coisas para causar sensacionalismo. Sobre o amigo dela, o de Santos, que afirmou que me conhece, esse certamente não sabe 1% da minha vida, pois nunca trabalhei como vendedor de cd em Santos e sim em São Paulo, cinco anos depois de ter me mudado de lá. Ele sabe menos ainda das minhas preferências musicais. Aliás, do jeito que ela fala até parece uma vergonha eu ter trabalhado como vendedor. Tenho muito orgulho das profissões que tive, pois foram trabalhos duros, dignos e honestos, assim como qualquer profissão, seja de gari, lixeiro, porteiro, engenheiro, médico, etc. O que seria então de tantos outros vocalistas que tiveram vários outros empregos antes ou depois de serem famosos, isso sim é um preconceito ridículo e um elitismo barato.
Se alguém foi deliberadamente agredido, fui eu. Enfim, não denegri o nome de nenhuma banda, nem de ninguém na minha entrevista, apenas descrevi o que está realmente acontecendo na cena metal e não mudo minha opinião. O que acontece é triste, mas verdade, e é claro que não estou falando de todas as bandas.
Acho que a galera tem o direito de saber, doa a quem doer. A carapuça esta aí pra quem quiser usar. Não preciso e nunca precisei me promover da maneira como ela descreve, tentando ser bonzinho para conseguir mais fãs ou fazer algum tipo de marketing para agradar. Esse definitivamente não é o meu papel.
Sempre alcancei os meus objetivos por conta própria. Não adianta, é como eu sempre falo, a música é o que realmente importa, ela sim toca ou não os corações das pessoas. Eu só penso que se tenho a oportunidade de falar para uma grande massa, não acho justo deixar de comentar certas coisas, isso, sim, é coisa de político, procurar sempre ocultar as verdades, deixar as pessoas alienadas e fazer média com gente importante, por medo de se prejudicar, como ela mesma assume ser normal.
Não preciso de auto-afirmação. Estou realizado em todos os aspectos e sou muito feliz, ela nem imagina o quanto estou satisfeito com tudo o que está acontecendo, não preciso nem ficar citando méritos, todos podem ver os resultados. O nosso saldo positivo é naturalmente visível e latente, o que certamente causa inveja e despeito em muitos inconformados, que ao se sentirem ameaçados partem para agressão gratuita. O que me deixou surpreso, como eu já disse, foi o fato dessa agressão vir da parte dela, pois eu nunca tive nada contra a Penélope, apenas fiz um comentário que causou todo esse estardalhaço. Também quero deixar claro, que ao contrário do que ela pensa, eu não tenho nada a ver com a separação da banda, não tenho raiva de ninguém e não tomei as dores, como ela o fez, o que deixa claro a tal imparcialidade de que citei na minha entrevista.
Sou uma pessoa simples, sempre fui e sempre vou ser, pois acredito que todo mundo é farinha do mesmo saco e que vamos todos para o mesmo lugar no fim da vida.
Procuro ser sempre educado e cordial sim, mas com todos, não só com pessoas famosas e influentes, pois sou contra qualquer tipo de discriminação. Falo a linguagem da galera e não de uma minoria que se acha superior. Não preciso me esconder atrás de um vocabulário supostamente sofisticado para parecer intelectual e tentar humilhar alguém, esse tipo de atitude só demonstra um ranço cultural e elitista abominável.
Sinceramente, pra mim, essa história acaba aqui. Se quiserem continuar com isso, que continuem sozinhos. Continuo sendo a mesma pessoa, trabalhando honestamente como sempre fiz.
Nada mais tenho a declarar e tão pouco, tempo a perder.
Obrigado a todos pela atenção.
Edu Falaschi
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