Roy Z conta detalhes da produção de novo do Judas Priest
Por Thiago Coutinho
Fonte: Ferrante's Power Equipment
Postado em 11 de maio de 2005
O multifacetado produtor e guitarrista ROY Z (Bruce Dickinson, Halford, Helloween, Downset) concedeu uma entrevista ao site Ferrante's Power Equipment em que discutiu diversos aspectos do processo de gravação do novo trabalho do Judas Priest, "Angel of Retribution".
Confira o bate-papo:
FPE — Quando ficou acertado que você seria o produtor de "Angel of Retribution", qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça?
Roy Z — Eu senti que agora o jogo estava começando e que era hora de me preparar física e psicologicamente para completar este trabalho que caíra em minhas mãos. Eu estava pronto para trabalhar e ser desafiado. Eu cresci ouvindo Judas Priest e sou um grande fã da música deles, então eu também estava extremamente excitado. Eu já havia trabalhado com o Rob Halford como produtor e guitarrista, eu já estava prevenido do que era trabalhar com ele, embora eu não tivesse muita familiaridade com os outros membros.
FPE — Rob Halford é um dos maiores vocalistas que o rock já viu. Como foi gravar com um vocalista tão bom assim?
Roy Z — O Rob é um talento incrível. Ele leva seu trabalho muito a sério e é totalmente apaixonado pelo que faz. E também é o cantor que canta em notas mais altas que já vi em toda a minha carreira. Quando ele canta, sinto meus ossos tremerem. Certa vez, durante a turnê da banda Halford, tivemos um problemas no sistema de PA durante a passagem de som. Rob cantou duas sem o microfone funcionar e a banda continuava tocando alto, mas a voz dele continuou demais!
FPE — O "Angel of Retribution" soa demais quando tocado no iPod. Como foi o processo de mixagem?
Roy Z — Quando eu fui mixar o trabalho, para algumas músicas, eu imaginei as músicas com a perspectiva da platéia. Eu me imaginei sentado bem no meio do show, com a banda tocando bem à minha frente.
FPE — Onde vocês gravaram o álbum?
Roy Z — Nos divertimos muito gravando esse álbum. Nós o gravamos em Los Angeles e na Inglaterra e em vários estúdios utilizamos todos os tipos de equipamentos que dispúnhamos, modernos e antigos.
FPE — Fale a respeito de algumas canções, como "Loch Ness", por exemplo?
Roy Z — Eu ouvi a versão demo inteira de "Loch Ness" antes de entrarmos no estúdio, mas mudamos bastante coisa no arranjo, porém a deixamos bem próxima da versão demo. O refrão dessa música para mim é como uma versão heavy metal 'We Are the Champions', do Queen. Essa música é cheia de melodias triunfantes e gloriosas.
FPE — "Wheels of Fire"?
Roy Z — Quando nós a estávamos gravando, eu me imaginei em uma trilha no deserto, em uma motocicleta, com uma belíssima mulher sentada atrás de mim. É uma faixa que fala sobre liberdade.
FPE — "Revolution"?
Roy Z — Aquele baixo da introdução desta música é na verdade de uma cassete gravada na década de 70. Carregamos o riff para o Pro-Tools e arranjamos a música em torno disso. Fizemos tudo mais ou menos cru, com uma veia anos 70 mais moderna. É uma música bem rock ‘n roll.
FPE — "Demonizer"?
Roy Z — Esta é uma faixa heavy metal meio vampira/demoníaca, como em um filme de fantasia.
FPE — "Eulogy"?
Roy Z — Quase todas as partes de piano neste CD foram na verdade tocadas por Glen Tipton. "Eulogy" é um bom exemplo. Não importa se é na guitarra ou no piano, o Glen toca direto de coração.
FPE — Com que álbum você acha que "Angel of Retribution" pode ser comparado?
Roy Z — Para mim, o Priest que eu cresci ouvindo pode ser amado e interpretado por qualquer outro fã do Priest, então é difícil de falar sobre isso. Mas, para mim, tudo é Priest!
FPE — Agora que você já completou o CD, o que mais lhe impressionou em trabalhar com os caras do Judas Priest?
Roy Z — Eu fiquei impressionado com o modo que eles ficam sintonizados onde estão, como eles tocam bem seus respectivos instrumentos, e como eles estão atentos ao mundo. Tanto K.K. como Glen são grandes guitarristas, e apenas uma ouvida neste álbum isso é evidente. Um desafia o outro de uma forma positiva. Sinto-me afortunado e gratificado por ter trabalhado com eles. Eu aprendi muito. Eles são velhas almas graciosas.
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