Para Keith Caputo, Ugly Kid Joe era uma piada
Por Thiago Coutinho
Fonte: The Metal Show
Postado em 27 de junho de 2005
Por um tempo, o vocalista do LIFE OF AGONY, Keith Caputo, foi substituído no grupo pelo ex-cantor do extinto UGLY KID JOE, Whitfield Crane. No entanto, Crane não chegou a gravar nada com a banda e, logo em seguida, Caputo retornou ao grupo.
Em recente entrevista ao site The Metal Show, cujo áudio também está disponível, o cantor falou a respeito da passagem de Crane pelo grupo e não dispensou alfinetadas: "O Ugly Kid Joe era uma piada", disse. Confira, logo a seguir, a resposta de Caputo acerca do assunto na íntegra:
"The Metal Show — Quando o restante da banda chamou Whitfield Crane, eles não deviam ter continuado com o nome Life of Agony. Sempre foi sua atitude, mais do que sua voz, que fez o trabalho do Life of Agony. Você se sentiu insultado quando eles fizeram isso?
Keith Caputo — Não fiquei insultado, mas fiquei orgulhoso de mim mesmo por ter seguido meu coração, porque foram por decisões como esta que me enfureceram e eu não tinha controle sobre isso. Não havia um ponto pacífico. A comunicação estava fechada. Alan [Robert, baixo] e Joey [Zampella, guitarra] tomaram muitas decisões no passado que... eu não concordava com diversas decisões que foram tomadas na banda. Eu sentia que não tinha voz, que eu não era nada. Eu era muito diferente dos outros caras. Eu vestia minhas emoções e meu corações estava protegido pra caralho. Eu sangrava todas as noites para cantar aquelas músicas. Nada contra o Ugly Kid Joe e aquela coisa toda. Eu não quero colocar ninguém para baixo em termos de criatividade, mas o Ugly Kid Joe era uma banda de rock que era uma piada. Ter aquele cara, ou aqueles caras que pensavam que ele podia me substituir, e ele não podia, foram coisas que realmente me enfureceram. Eu sei que fiz a coisa certa. Quando eu os ouvi, foi algo como ‘Oh, meu Deus’. Eu sabia que eles não tinham para onde ir. Você não pode encontrar outro cara como eu, e isso não soa presunçoso. Não há muitos cantores por aí como eu. Há muitos cantores por aí que cantam noite após noite, mas não sabem como fazê-lo com o coração e sangrem pelas pessoas e pela música. E é isso que eu faço. Eu sirvo. Eu gosto de servir. E foram decisões como essa que me deixaram confortáveis ao decidir sair da banda. Fiquei assim: ‘esses caras não estão aprendendo’. Eles não estão aprendendo sobre uma porrada de coisas — sobre eles mesmo, sobre irmandade. Foi um período estranho para todos nós. Eu respeitei o fato de que eles queriam continuar, mas isso era apenas uma questão de tempo. Eu sabia disso. Todos sabiam disso. Eu sei que não poderei levar nada comigo para meu caixão, e canto todas as noites como se fosse meu último show."
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