Baterista do Queensryche fala sobre novo álbum
Por Thiago Coutinho
Fonte: Blasting-Zone.com
Postado em 17 de fevereiro de 2006
Com lançamento marcado para meados de março, início de abril, o QUEENSRŸCHE está dando os toques finais em "Operation: Mindcrime II", a continuação do consagrado álbum homônimo lançado em 1988. O site Blasting-Zone.com levou a cabo uma entrevista com o baterista Scott Rockenfield que deu mais detalhes acerca da participação do lendário RONNIE JAMES DIO — que no álbum interpreta o personagem Dr. X —, a decisão do grupo em prosseguir, 17 anos depois, com a história de seu trabalho mais bem sucedido, entre outros tópicos.
Confira o bate-papo a seguir:
Blasting-Zone.com — Qual foi a principal motivação para gravar "Operation: Mindcrime II"?
Scott Rockenfield — Isso começou mais ou menos quando finalizamos o primeiro. Era um trabalho demais para nós e todos pensavam: ‘e aí, quando vai rolar o próximo?’. Sempre foi como uma porta aberta, endente? Nós sabíamos que provavelmente, em algum ponto de nossas carreiras, revistaríamos o álbum, pois a história ficou com um final em aberto. Durante os últimos 18 meses em turnê, tocamos o primeiro ‘Operation: Mindcrime’ na íntegra. Decidimos que era hora de ressuscitá-lo no aspecto teatral, com os atores e tudo mais. E quinze anos depois, as pessoas ainda batiam à nossa porta perguntando quando faríamos a continuação. E ficamos com um pensamento mais ou menos assim: ‘vamos fazer isso para que eles parem de encher nosso saco’ [risos].
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Blasting-Zone.com — Todos vocês chegaram a pensar que não conseguiriam recapturar a experiência do primeiro "Mindcrime"?
Rockenfield — Sim, a pressão em nós era interna. A idéia era pegar uma outra perspectiva do álbum original e revivê-lo, e na última turnê que fizemos tivemos a chance de ver se podíamos tocá-lo novamente. Era mais algo de colocarmos as coisas no lugar. Nós meio que misturamos nossa história nele. Há elementos do ‘Rage for Order’ nele, há elementos mais sônicos, há diferentes texturas, diferentes tecnologias. Nós combinamos aquela era com a época do primeiro e do novo ‘Mindcrime’. Tentamos deixá-lo com um ar mais contemporâneo, assim não daríamos aquela idéia de que estamos apenas revivendo nosso passado. Estamos tentando unir nosso presente e nosso passado. É isso que tentamos alcançar. Longe, porém bom. Acho que agora é hora de vocês avaliarem [risos].
Blasting-Zone.com — E como RONNIE JAMES DIO se envolveu com o projeto? Ele, a propósito, para ser a escolha perfeita para interpretar o Dr. X...
Rockenfield — Essa é apenas uma daquelas relações de longa data que mantemos. Em 1983, quando saímos em turnê pela primeira vez, fomos à Europa com DIO por alguns meses. E desde então nos conhecemos. Com o passar dos anos nos direcionamos para diferentes áreas, mas quando chegou a hora de realizarmos este projeto procuramos por algo interessante e essa pareceu ser uma idéia bem legal. Entramos em contato e ele disse: ‘estou dentro’. Ele tem essa voz que é maior do que a vida. E além disso, ele é um cara muito legal, é demais estar com ele por perto, ele é muito legal. Ficamos muito agradecidos por ele ter vindo fazer isso conosco. Além disso, não foi algo como lhe ligar e dizer o que ele tem que fazer. Ele apenas chegou e disse: ‘onde estão as letras?’, cantou e saiu andando.
Blasting-Zone.com — Alguma verdade nos rumores que davam conta de que Rob Halford (JUDAS PRIEST) era o cantor escolhido originalmente para o papel?
Rockenfield — Foi apenas um rumor. Acho que isso aconteceu basicamente porque saímos em turnê com o PRIEST. Muitos fãs pensaram que quando dissemos que haveria um convidado especial no novo álbum e foram em frente pensando: ‘oh, Deus, vai ser o Rob’. Tentaram adivinhar, adivinhar e... surpresa! [risos]
Blasting-Zone.com — Mas vocês chegaram a admitir que trabalhar com Rob seria demais. Ele chegou a subir no palco com vocês durante a turnê conjunta com o Priest?
Rockenfield — Não, não. Não tivemos a chance de tocar algo juntos ao vivo. Mas chegamos a falar a respeito. Glenn [Tipton] e K.K. [ambos guitarrista do JUDAS PRIEST] costumavam ficar conosco direto, sobretudo o K.K. Ele estava direto em nosso camarim. Acho que isso o mantinha mais jovem ou algo assim [risos]. Nós falávamos a respeito, mas nunca chegamos a colocar isso em prática. E foi uma grande perda, eu diria [risos].
Blasting-Zone.com — E como vocês pretendem levar o Dr. X para tocar ao vivo?
Rockenfield — Boa pergunta. Ainda não cruzamos essa ponte. Pode ser que consigamos alguém ou mesmo o Ronnie faça. Também podemos filmá-lo e sincronizá-lo com nossa performance. Nós teremos alguém para interpretar este papel ao vivo, mas pode ser que Ronnie nos acompanhe em algumas cidades.
Leia a entrevista na íntegra, em inglês, clicando aqui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Live anuncia dois shows no Brasil para o mês de setembro
Masters of Voices reúne quatro gerações do rock e heavy metal na América do Sul e no Brasil
A música do Pink Floyd que Roger Waters detestou e David Gilmour transformou num clássico
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
4 bandas nacionais de rock e metal dos anos 1980 que tinham tudo para explodir
A música de 2000 que Brian Johnson considera uma das melhores do AC/DC: "Me arrepia"
As cinco músicas de "Load" que o Metallica mais tocou ao vivo
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
A banda de rock favorita do Regis Tadeu; "não tem nenhuma música ruim"
Scott Ian (Anthrax) homenageia avô materno que fugiu da guerra
A icônica reportagem de Glória Maria em que Raul Seixas disse que foi atropelado por onda
A música mais difícil do Angra, de acordo com o baixista Felipe Andreoli


Geoff Tate não considerou chamar outros ex-Queensryche para "Operation: Mindcrime III"
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
11 bandas de metal progressivo cujo terceiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A música que produtor queria deixar fora de disco, mas se tornou maior hit do Queensryche
Prog metal: os 25 maiores álbuns da história, segundo o Loudwire
