Segurança dá a sua versão sobre confusão envolvendo Axl Rose, do Guns N' Roses
Por João Paulo Andrade
Fonte: Blabbermouth
Postado em 01 de julho de 2006
Pascal Håkansson, o segurança de hotel, pivô da confusão envolvendo Axl Rose, líder do GUNS N'ROSES, quebrou o silêncio e contou ao Aftonbladet a sua versão dos fatos ocorridos na manhã de terça. Aquele era o quarto dia de trabalho de Pascal em seu novo emprego, no Berns Hotel.
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Pascal Håkansson: Axl chegou sozinho ao hotel e subiu ao seu quarto. Ele voltou em companhia de uma espécie de coordenadora, uma mulher mais velha, que seria sua 'mãe'.
Pascal Håkansson: Axl estava irritado porque as pessoas haviam deixado ele sozinho em alguma festa. Ele estava sobre efeito de algo, de mau humor, e começou a esbravejar com a mulher. Quando ele começou a bater nas paredes, eu me aproximei e pedi a ele para baixar o tom de voz.
[neste momento, o segurança se aproxima da empresária de Axl]
Pascal Håkansson: Então Axl se virou e me enpurrou, no peito e no pescoço. Eu me desequilibrei, pois não esperava aquilo, e tive de me abaixar para me recuperar. Então ele pulou sobre mim e começou a lutar. Tive de me defender de alguns murros com os braços. O agarrei pelo pescoço e o levei ao chão. Ele lutou durante cerca de um minuto; ele era forte.
[neste momento, Axl mordeu a perna do segurança]
Pascal Håkansson: Só mais tarde eu senti. Com a adrenalina, você não sente nada. Ele podia ter hepatite B ou algo do tipo. Foi muito desconfortável. É de extremo mau-gosto morder as pessoas.
Pascal Håkansson: 'Vou acabar com a sua vida' ('I'm gonna fuck your life up') ele gritava.
[enquanto o guarda-costas de Axl chega ao lobby do hotel, a polícia foi chamada]
Pascal Håkansson: O guarda costas tentou acalmá-lo. Mas Axl ameaçou demití-lo se ele interferisse. Foi neste momento que ele atirou um vaso em um espelho antigo. Ele parecia um louco, perturbado. Estava intoxicado por álcool ou algo do tipo.
[às 7h45, quatro policiais chegaram ao hotel]
Pascal Håkansson: Ele continuava se debatendo e gritando que ia transformar a minha vida em um inferno. Eu estava transtornado. A polícia pediu que eu fosse ao hospital. No hospital checaram se a mordida havia rompido tecidos, mas não havia. Foi apenas uma ferida superficial.
Pascal Håkansson: Eu trabalhei muito tempo como leão-de-chácara em nightclubs e aprendi a lidar com este tipo de coisa. Não tive tempo para ficar com medo. Mas depois que a coisa passou, aquilo me atingiu. Ele estava totalmente louco. Qualquer coisa poderia ter acontecido.
Pascal Håkansson: Ninguém me ligou. Nem a polícia, nem o promotor público, nem a equipe de Axl. Seria legal receber desculpas. Procurarei um advogado para saber o que posso fazer. Se isso tivesse ocorrido nos EUA, eu provavelmente ficaria milionário. Era o meu quarto dia de trabalho no Berns e fui informado que nada parecido jamais aconteceu lá.
Prisão de Axl Rose em Estocolmo
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