Jon Nödtveidt, do Dissection, se suicidou em "ritual satânico"
Fonte: Blabbermouth
Postado em 20 de agosto de 2006
O fundador do DISSECTION, Jon Nödtveidt, se matou com um tiro na cabeça em seu apartamento na localidade de Hässelby, em Estocolmo, Suécia, no dia 13 de agosto de 2006. O corpo de Jon foi encontrado no dia seguinte, cercado de velas acesas e de uma Bíblia Satânica, conforme descrição da polícia local.
Pouco antes do ato, Jon enviou cartas para seu pai e namorada, e disse para um amigo que "estava partindo por um longo, longo tempo", e devido a estas cartas, cujo conteúdo não foi divulgado, a família e namorada entraram em contato com a polícia já suspeitando que algo horrível tivesse acontecido.
Procurado pela imprensa, Anders Nödtveidt, pai de Jon, disse que não vai divulgar a carta pois se trata de algo pessoal, e que não compreende o motivo da atitude do filho, já que há cerca de uma semana havia falado com ele, e aparentemente tudo estava em ordem. "Esse é um momento muito difícil para a família" disse Anders, revelando que na carta Jon lhe pedira para que agradecesse algumas pessoas por tudo que fizeram.
Jon ficou preso entre 1997 e 2004 por assassinar Josef Ben Maddaour, mas negou que o crime tivesse cunho racista, já que Josef era homossexual. "Absolutamente não sou racista" disse em uma entrevista poucos dias antes de sair da prisão. "Nada me deixa mais consternado do que ouvir isto das pessoas. Elas não sabem nada sobre mim. Todos que me conhecem sabem que tenho amigos em todo o mundo" afirmou, e deu a entender que aquilo fazia parte do passado, e na ocasião ele havia se transformado em um "novo homem": "a impressão é que virei outra pessoa após este tempo na prisão. Antes era como se vivesse outra vida anteriormente. Me tornei mais maduro, agora encaro a vida e a morte de outra maneira(...) só posso dizer que não sinto orgulho do que aconteceu".
O crime inspirou um filme chamado "Keillers Park", nome do parque onde ocorreu, e um livro chamado "No Tears For Queers", onde um jornalista sueco chamado Johan Hilton abordo os crimes cometidos por preconceito.
Morte de Jon Nodtveidt
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