Metallica: "Se não nos dermos bem, o resto é irrelevante"
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 17 de setembro de 2008
A RollingStone.com realizou uma entrevista com o baterista do METALLICA, Lars Ulrich. Confira alguns trechos da conversa:
RollingStone.com: O que é melhor - viajar para shows do Metallica com sua família ou do jeito que era antes, com a banda? Quatro no ônibus, como um punho.
Lars: "Aquilo era muito divertido. Mas se você for fazer isso [tours] nos primeiros anos de vida da sua família, quando está criando os filhos, tentar se estabelecer em algum lugar se torna o jeito de resolver isso. Pare em uma cidade - Copenhagen, Londres, Paris. Você vai e vem. Pode não ser o jeito mais econômico de fazer uma turnê. Mas no geral - é o jeito de manter todo mundo firme. Todos tem seu quarto. O que você não precisa é política de festa, pra dizer às pessoas o que fazer, o que elas podem ou não. Isto não tornará as coisas divertidas. Não vai dar às pessoas o que elas precisam para administrar suas habilidades de sobrevivência, para aguentar esta insanidade".
RollingStone.com: Há um preço a ser pago por isso? A unidade da banda?
Lars: "Para mim, tem a ver com começar a se dar bem. Se nós não nos dermos bem, todo o resto é irrelevante. Se você tem quatro caras que estão felizes, que se dão bem, todo o resto acontecerá automaticamente. Quando a gente vem à Europa todo ano, é basicamente o que nós chamamos de férias de verão. Trazer as famílias, nos estabelecer em algum lugar, tocar shows. Onde mais você poderia querer estar além das capitais da Europa ocidental no verão? Tocar festivais com grandes bandas, vibrações legais, os dias longos? É o paraíso".
"Eu não aceito nada disso sem questionar. Não há absolutos em minha vida. Eu não penso em preto e branco. Eu penso em tons de cinza. Quem sabe onde isso vai levar? Mas no momento, isto funciona. Funciona para a família. Funciona para a banda. Eu não acho que tenha existido uma vibração interna melhor do que esta na banda. E os lugares em que isto aparece e mostra a diferença - naquelas duas horas no palco. Porque as notícias que eu ouço de pessoas que eu confio - há mais fogo, mais tesão, é mais direto. Talvez não devesse ser sobre-analisado. Se as pessoas estão contentes, com elas e suas famílias e umas com as outras, então isso é visível naquelas duas horas no palco".
A entrevista completa, em inglês, pode ser lida clicando aqui.
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