Kid Vinil: "as duplas no rock ainda estão em alta"

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Por Emanuel Seagal, Fonte: Yahoo Música
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O músico, radialista e ex-VJ KID VINIL escreveu em sua coluna no Yahoo! a respeito das duplas no rock. Confira um trecho do artigo:

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"Não é somente na música sertaneja (argh!!!) que as duplas funcionam. No rock e no pop o conceito dupla ou casal sempre deu certo. Se começarmos pelas décadas de 50 e 60 encontraremos casais como Sonny & Cher, Ike & Tina Turner e mais duplas famosas como Everly Brothers, Jan & Dean e Simon & Garfunkel.

Muitas dessas duplas tem histórias de sucesso e finais desastrosos, como foi o casal Ike e Tina Turner, que terminou num divórcio conturbado, com Tina Turner sofrendo até espancamentos de seu marido Ike. Na década de 70, o conceito duos deu uma esfriada dando lugar às grandes bandas de rock progressivo como Yes, Genesis, Pink Floyd, King Crimson e Jethro Tull. Ou até mesmo cedeu lugar para o hard rock e heavy metal do Led Zeppelin, Deep Purple, Kiss, Alice Cooper e Black Sabbath. Mas vieram os anos oitenta e novamente o conceito das duplas prevaleceu com casais festejados como o Eurythmics, de Annie Lennox e Dave Stewart. Teve ainda o lado new bossa do Everything But The Girl, com o casal Tracey Thorn e Ben Watt.

Como uma quebra aos preconceitos criados em décadas anteriores, surgiram também talentosas duplas gays que abriram espaço e conquistaram o respeito do público com cabeças criativas como o Soft Cell, de Marc Almond e Dave Ball, ou mesmo o Yazoo, de Vince Carke e Alison Moyet - que depois virou o Erasure, de Vince Clark e Andy Bell -, o The Communards, de Jimmy Somerville e Richard Coles, e os famosos Pet Shop Boys, de Chris Lowe e Neil Tennant. Até hoje não há pista no mundo que resista aos primeiros acordes de músicas como "Sweet Dreams", "Tainted Love", "A Little Respect" ou "West End Girls".

Falta ainda uma menção honrosa ao Tears For Fears, da dupla Roland Orzaball e Curt Smith, que produziram um dois maiores clássicos da década de 80, o álbum "Songs From The Big Chair", de 1985.

Esse conceito mais synth pop e eletrônico foi a tônica dos anos 80. Vieram os anos 90 e pouco disso sobreviveu, dando lugar novamente às bandas e trios. Na virada da década fomos pegos de supresa com uma dupla de Detroit chamada The White Stripes, formada por Jack White na guitarra e vocal e Meg White na bateria. A princípio, todos diziam que eram um casal, mas depois tudo foi desmentido e ficou como se fossem irmãos. Independente do parentesco, o White Stripes revolucionou o conceito das duplas a partir do primeiro disco, em 1999. Muitos perguntavam: "Como um duo de guitarra e bateria consegue produzir tanto barulho ao vivo?". É simples: Jack White é um dos guitarristas mais criativos da nova geração e faz coisas incríveis em seu instrumento, Meg White está longe de ser a melhor baterista da nova era, mas como dizem os músicos "ela segura a onda".

A matéria completa pode ser conferida aqui.




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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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