Slayer: Dave Lombardo fala sobre suas raízes cubanas
Por Karina Detrigiachi
Fonte: Beyond The Dark Horizon
Postado em 29 de agosto de 2009
O baterista do SLAYER, Dave Lombardo concedeu uma entrevista ao site Beyond the Dark Horizon e abaixo seguem alguns trechos da conversa.
Eu quero falar sobre suas influências, considerando o fato de que você é cubano. A música cubana é extremamente única e baseada em percussão. Qual a influência que isso teve em seu estilo?
Dave Lombardo: "Boa parte do meu dia é constituído em ouvir música. Eu ouço música. Eu não assisto ou acompanho os esportes. Eu ouço música, gosto de comprar CDs. Jazz e até mesmo música cubana são uma grande parte de mim. Os ritmos, os padrões que eles usam ... há várias coisas que faço que vêem a partir disso... a forma como eu penso que uma música é estruturada; eu pensarei nisso de uma forma diferente e levo isso para minha bateria de um jeito diferente. É apenas minha alma. Sou eu."
A política uma vez separou o EUA de Cuba mas agora tudo isso mudou. Você acha que agora as pessoas estarão mais abertas á cultura cubana?
Dave Lombardo: "Isso seria ótimo. Muito da cultura cubana tem atravessado as fronteiras. Talvez dentro dos últimos 10 a 15 anos, porque eu lembro que havia uma época em que ninguém havia escutado falar em Mojito [uma bebida cubana á base de rum, menta e limão] e agora você encontra mojitos em todos os lugares. Até na música. Às vezes eu escuto música de elevador e penso, ‘Conheço essa, essa é uma música latina/jazz - Momgo Santa Maria ou, sabe, algum outro artista. Até mesmo na música "Oye Como Va" do SANTANA. A música é do Tito Puente, e ele é de Porto Rico mas são todas músicas daquela ilha. Eu não sei o que isso tem a ver com o que você me perguntou mas estou só falando. Então acho que o fato de que todos nós agora podemos ir para cuba é ótimo, acho que vou pra lá. Eu tenho de ir. Eu realmente quero ir. Não voltei pra lá desde que tinha dois anos. Minha mãe ainda é viva então ela pode me dizer os nomes das ruas, tínhamos uma casa lá, e é onde meu tio morou. Sabe, ela me dará todas essa informações. Meu pai tinha um açougue. Ele era um açougueiro até o governo se apossar, porém ele teve três açougues."
Os seus filhos estão cientes de sua cultura?
Dave Lombardo: "Com certeza. Eu faço comida cubana pra eles, vamos a restaurantes cubanos. Obviamente eu toco pra eles música cubana. Ele adoram e sabem de onde vem. Eu falo a eles ‘Crianças, vocês tocam bateria porque está no seu sangue’."
Sobre o novo álbum de vocês "World Painted Blood", tenho acompanhado o que sai sobre ele na mídia e sei que vocês sempre mencionam o produtor do álbum [Greg Fidelman]. Você poderia nos dar exemplos específicos de como ele ajudou a banda a trazer de volta o antigo som do SLAYER?
Dave Lombardo: Acho que a melhor coisa e a maior de todas que ele fez foi ir ao ensaio... para nosso ensaio em uma sala que é cerca de metade do tamanho desta, daqui até aquela parede... e nos ouviu tocar. Ele sentiu e ouviu que a banda estava em um ambiente muito pequeno. Então quando você ouve isso, acho que te ajuda a desenvolver o som da banda ou a forma como a banda deverá soar no álbum. E ele com certeza captou o som, então isso foi realmente muito importante. Ele realmente trabalhou comigo pessoalmente. Digamos que em um riff de guitarra, eu terei diferentes partes na bateria para colocar naquele riff mas o que eu escolheria talvez não seria a escolha mais certa, por isso eu gostaria de um conselho de um produtor para me ajudar a escolher qual ritmo da bateria seria o melhor. Talvez eu escolhesse um e ele diria ‘Por que você não pega outro e faz a segunda parte com um outro?’. Então foi nessas pequenas coisas que ele me ajudou e também foi assim com os outros caras da banda."
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