Chester Bennington: "meus termômetros são os shows ao vivo"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Alexandre Amorim de Paulo, Fonte: Gorilas de Marte
Enviar correções  |  Ver Acessos

O site Myspace conduziu recentemente uma entrevista com o frontman do LINKIN PARK, Chester Bennington. Leia trechos da entrevista abaixo:

Sucesso: gráfico em vídeo mostra artistas mais vendidos de 1969 a 2019Red Hot Chili Peppers: as melhores músicas segundo o Loudwire

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Como foi a experiência de realizar o concurso "Featuring you" no MySpace?

Foi muito legal, muito interessante. Para nós, é muito importante cuidar da nossa música e até agora não tínhamos permitido que ninguém colaborasse com a gente. Nunca tínhamos feito isso, foi a primeira vez. Quando chegou a proposta de fazer um concurso no qual os admiradores pudessem criar uma versão da música "The Catalyst" dissemos: "Não, é ridículo!". Mas pensamos um pouco e começamos a gostar da ideia. A gente se colocou na situação e pensamos: "O que poderia acontecer de pior?", e a resposta foi "Que não gostássemos de nenhuma versão". Mas foi absolutamente louco o que saiu. Tivemos uma experiência assombrosa. Entregamos às pessoas fragmentos da música, sem que tivessem escutado a versão inteira e tudo o que recebemos foi muito bom. Escutamos versões muito loucas, algumas muito pegajosas, outras um tanto pop... tudo foi muito bom.

E a versão ganhadora, do usuário polonês No Brain, os surpreendeu mais ainda...

Foi assombroso. Ele fez o upload no MySpace de uma versão tão impressionante... foi como se tivesse escutado o disco antes de fazê-la, coisa que não aconteceu. Sentimos que o No Brain estava alinhado com o que tínhamos imaginado para o nosso novo disco, "A Thousand Suns", mesmo não o conhecendo. Foi muito surpreendente. Depois, lhe demos liberdade para trabalhar... sabíamos que tudo o que fizesse ia soar bem no disco.

E o que vão fazer com o material que receberam?

A versão do "No Brain" está disponível em todos os discos e as que chegaram ao Top 3 fazem parte do Bonus Track, disponível na versão norte-americana do álbum.

Temos uma sensação que o Linkin Park tem uma relação muito estreita com Internet...

É que este tipo de coisas é genial. Permitir que alguém entrasse no nosso mundo foi uma grande experiência. De fato, incentivaríamos outras bandas que tentassem. Foi grande, não só para nós, mas também para os admiradores. Aproveitamos muito o processo, foi uma maneira que os admiradores tiveram de se conectarem de outra forma com a gente e que tivessem a oportunidade de fazer parte do nosso processo criativo.

Mas a relação com a internet no começo foi estranha... é verdade que tiveram que trocar o nome da banda porque o domínio do site que queriam era muito caro?

Verdade. Primeiro, a gente ia ter o mesmo nome de um parque em Santa Mônica, o Lincoln Park, mas quando fomos comprar o domínio, ficou muito caro. Então mudamos para Linkin Park e só nos custou 15 dólares... e foi para sempre. É mais legal e muito mais barato.

Vocês afirmaram que no álbum "A Thousand Suns" vocês tentaram não ser previsíveis. Como uma banda tão famosa consegue evitar ser, justamente, previsível?

Há um ponto de reflexão, ainda mais quando falamos de uma banda tão bem-sucedida quanto a nossa, que parece que as pessoas que escutam nossos discos, querem sempre escutar a mesma coisa. Quando tanta gente gostou do primeiro disco ("Hybrid Theory" vendeu mais de 30 milhões de cópias no mundo), fica difícil negar o que eles querem ouvir. Mas eu, como artista, não quero pintar o mesmo quadro várias vezes. É uma luta decidir o que fazer, mas também é fato que nunca vamos conseguir agradar à todos. Se tocar sempre o mesmo, alguns não vão gostar; se mudar, muito outros vão ficar desiludidos. Por isso, o mais autêntico - e o que decidimos - é fazer a música que mais vai nos deixar feliz. Quando entramos no estúdio para gravar esse disco, sentamos os cinco e dissemos: "Vamos fazer música que nos agrade" e ficamos felizes gravando este álbum

Então, "A Thousand Suns", é para vocês um disco diferente...

Quando fizemos "Minutes to Midnight", gostamos do que saiu, mas acho que dessa vez ficou melhor. Acho que este álbum é o mais lindo de todos; é de longe, o disco com músicas de melhor qualidade que fizemos até agora. Não estou dizendo que nos outros discos tenha algo ruim, só que esse álbum -como um todo- é o melhor. Fizemos bem nosso trabalho; o desafio será que nossos admiradores gostem logo de primeira. Sentimos que os fanáticos mais ferventes aprovam o fato de não fazemos sempre o mesmo e tentarmos fazer músicas novas cada vez que lançamos um álbum. O desafio são esses fãs que escutam nossos discos e, por não ser o que estavam esperando, gostem tanto quanto os outros.

Para ler a entrevista inteira clique no link abaixo:
http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&frie...




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção NotíciasTodas as matérias sobre "Linkin Park"Todas as matérias sobre "Chester Bennington"


Sucesso: gráfico em vídeo mostra artistas mais vendidos de 1969 a 2019Clube da Música: 10 bandas de Rock/Metal mais acessadas do YouTube (vídeo)

Nu metal: as 40 melhores músicas do estilo, segundo a Metal Hammer (com playlist)Nu metal
As 40 melhores músicas do estilo, segundo a Metal Hammer (com playlist)

Em 24/10/2000: Linkin Park lançava seu primeiro álbum, Hybrid TheorySlipknot: e se "Psychosocial" tivesse sido gravada pelo Linkin Park?

The Voice: candidatos fazem batalha cantando Linkin ParkThe Voice
Candidatos fazem batalha cantando Linkin Park

Júnior Bass Groovador: veja-o tocar Numb, do Linkin Park, em versão forróJúnior Bass Groovador
Veja-o tocar "Numb", do Linkin Park, em versão forró

Linkin Park: gravadora quis me tirar, diz Mike ShinodaLinkin Park
"gravadora quis me tirar", diz Mike Shinoda

Júnior Bass Groovador: veja-o tocar Numb, do Linkin Park, em versão forróJúnior Bass Groovador
Veja-o tocar "Numb", do Linkin Park, em versão forró


Red Hot Chili Peppers: as melhores músicas segundo o LoudwireRed Hot Chili Peppers
As melhores músicas segundo o Loudwire

Rock e metal: o outro lado das capas de discosRock e metal
O outro lado das capas de discos


Sobre Alexandre Amorim de Paulo

Simplesmente apaixonado por Heavy Metal, já tive alguns blogs sobre o tema, mas atualmente escrevo apenas para o Whiplash.net. Eclético dentro do Rock, minhas bandas preferidas variam de Slayer, Metallica, Amon Amarth, até Alice in Chains, Slipknot e Gojira. Contato: alexandre_amorim2207@hotmail.com.

Mais matérias de Alexandre Amorim de Paulo no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336