Godsmack: há egos demais envolvidos quando se trata de Rock
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 05 de junho de 2011
O Zoiks! Online entrevisou o frontman do GODSMACK Sully Erna. Seguem alguns trechos da conversa.
Zoiks! Online: Agora que o "Avalon" (álbum solo de Erna) saiu já faz algum tempo e os fãs tiveram a chance de absorvê-lo, como tem sido o feedback?
Sully Erna: Tem sido ótimo. Sem problemas até agora, graças (risos). Ninguém nos vaiou no palco ou algo assim. Parece que todos que entram em contato como disco, mesmo se não tivessem ouvido falar dele e estivessem céticos a respeito (dele) - "OK, o que que é isso?" – uma vez que ouvem, eles ficam tipo, "Uau, eu realmente gosto disso". Niguém até agora bombou essa coisa ainda, o que tem foi uma benção. Os shows ao vivo estão indo otimamente bem; as pessoas estão realmente receptivas e se divertindo muito. Preparamos algo bem legal no fim das contas. Em último caso, ainda é um projeto em desenvolvimento, sabe, e está nos estágios iniciais e vai tomar um pouco de tempo para alimentar isso. Se continuar indo assim, não posso ver como algo sem sucesso, porque tudo parece bem nesse momento.
Zoiks! Online: Qual foi o feedback que você teve dos caras do GODSMACK?
Sully Erna: Foi OK. Sabe, eles fizeram um projeto também, há um ano ou dois atrás quando demos um tempo, ANOTHER ANIMAL, uma banda paralela que eles fizeram. Eles sabiam que isso aconteceria. Eles sabem que eu tenho múltiplos lado e não consigo ser aquele mesmo cara o tempo todo. Acontece que o GODSMACK me colocou nas luzes da ribalta e me manteve ocupado pelos últimos doze ou quinze anos, ou o que quer que seja. Eu estava apenas esperando a oportunidade de me afastar disso e desafogar meu outro lado. As pessoas não compreendem que eu escuto o mínimo de rock. Eu tenho tantas experiências diferentes na música e tenho de explorá-las. Meu pai é músico, ele toca trompete, e isso é a vida toda dele. Meu tio avô era um compositor famoso na Sicília. Eu tenho muitas experiências diferentes na música. Eu não quero sempre tocar rock, e essa foi a oportunidade perfeita de explorar outro lado meu e reunir alguns músicos diferentes e sair e me divertir com isso e mostrar ao mundo que há um monte de diferentes tipos de música que eu realmente gosto de compor, não só rock o tempo todo.

Zoiks! Online: Que papel o ego tem nos grandes festivais? Muitos de vocês são bandas renomadas, há mais competição ou mais colaboração para realizar um grande show?
Sully Erna: Aprendi ao longo dos anos que o rock and roll é mais como uma competição e acho isso triste. Eu não acho que devia ser. Queria que mais bandas de rock se unissem e compreendessem que trabalhando competitivamente se trabalha um contra o outro. Houve uma época em que o metal dominou as rádios, na década de 80 com o MÖTLEY CRÜE e todos esses tipos de banda, VAN HALEN — isso é o que era música pop na época, porque era a música que era popular. Todos trabalhavam juntos, as bandas saíam em turnê juntas e essa coisa toda. Agora, às vezes eu sinto que há egos demais envolvidos quando se trata do rock, porque todos querem ser os fodões, todos querem ganhar o cinturão e acham que são os reis e ter mais que qualquer um. Isso é bobagem. Todos precisam apenas vir e tomar a coisa pelo que ela realmente é. Quanto mais os fãs nos verem unidos, mais os fãs vão se unir e não vão se segregar e ter de escolher e optar por quem eles verão naquele ano. Essas coisas de festivais são ótimas para isso, mas sempre há drama nos camarins. É como, tanto faz; eu nem me importo mais. Honestamente eu trago meu grill do George Foreman, e vou pro palco e faço o que tenho de fazer e quando acabo, volto e faço hambúrgueres e nem converso com ninguém, porque aprendi que você conhece as pessoas e você só fica mais desapontando que tudo. Para mim, sempre estou aberto a trabalhar com outros artistas e adoro colaborar, e, não sei... é uma daquelas coisas. Eu não acho que a música devesse ser uma competição. É uma linguagem universal e devia ser partilhada igualmente. Não importa se sua banda é mais popular ou não, o que importa é permitir que os fãs vejam que somos uma grande família por aí e que estamos criando música para todos.
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