Loretta Lynn: Van Lear Rose reeditado em vinil
Por Lester Benga
Fonte: Os Armênios
Postado em 22 de setembro de 2011
Loretta Lynn é uma cantora lendária de country music dos Estados Unidos. Iniciou sua carreira ainda nos anos 60 e conquistou enorme sucesso. No início dos anos 90, ela se retirou da vida artística e foi morar em Nashville, para cuidar do marido, Oliver Lynn, que estava muito doente e viria a falecer em poucos anos.
Apenas em 2004 ela retomaria sua carreira com vigor, quando lançou o clássico Van Lear Rose (capa ao lado). Tendo escrito as letras e composto praticamente todo o material, Loretta chamou Jack White para produzir o disco. O resultado foi um trabalho de country rock alternativo com uma sonoridade bastante crua, repleta de texturas e timbres ecoando rock de garagem. A produção um tanto low-fi, com uma quantidade mínima de takes, teve como resultado um disco bastante orgânico, transparecendo ambiências e ressaltando um certo tom dramático nas canções.
Como banda de apoio, Loretta Lynn contou com um time de peso. No pedal steel, dobro e guitarra slide havia Dave Feeny, de um grupo de indie-country-folk de Detroit chamado Blanche. No baixo e bateria, Jack Lawrence e Patrick Keeler, respectivamente. Jack White também cantou, tocou guitarra, violão, piano e órgão. Já o engenheiro de gravação era ninguém menos que Brendan Benson. Assim, há de se ressaltar que Van Lear Rose, além ter resgatado a carreira de Loretta Lynn, é ainda o marco zero dos Raconteurs.
O álbum foi um dos grandes destaques daquele ano, ao lado da versão de Smile de Brian Wilson. Foi muito bem recebido pela crítica, atingiu boas colocações nas paradas e faturou o Grammy na categoria Melhor Álbum Country. A faixa Portland, Oregon teve até videoclipe com a participação de toda a banda:
Recentemente, Van Lear Rose ganhou sua primeira edição em vinil. O álbum foi remasterizado a partir das fitas analógicas originais e teve prensagem em 180 gramas. O lançamento aconteceu através do selo de Jack White, a Third Man Records, no final de julho e teve pouca repercussão na imprensa brasileira. Uma edição bem limitada de apenas 300 cópias em vinil azul (abaixo) também foi produzida, mas esgotou rapidamente e já custa bem mais de U$ 100 no "mercado negro" para colecionadores.
Verdadeiro clássico do country rock alternativo, o fato é que esse disco excelente está em catálogo em caráter permanente pela Third Man Records. Ao contrário do que muitos detratores desinformados pensam, o tio Jack segue fazendo um trabalho de respeito e relevo para a música.
Se você curte música country e rock alternativo, vale a pena conferir. Se você é fã de Jack/White Stripes, Raconteurs, Greenhornes, Blanche e coleciona gravações dessas bandas e artistas, sua coleção estará incompleta sem essa bolacha na sua prateleira.
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