Muse: revelando o conceito do novo álbum
Por Mateus de Bem
Fonte: MuseBR
Postado em 28 de julho de 2012
Em recente entrevista a revista NME, a banda inglesa MUSE revelou os conceitos que cercam seu próximo álbum de estúdio, 'The 2nd Law'. Confira abaixo trechos da entrevista:
1ª Lei da Musedinâmica: Compreenda o conceito
"Nós somos praticamente os anarquistas do Universo", diz Bellamy, dissecando a dissolução da humanidade do terraço do Shoreditch. "É isso que somos."
O esgotamento da energia. O aumento do nível dos oceanos. O frenesi selvagem do mercado de ações e a guerra brutal por dinheiro, combustível e terras. A desafiadora determinação para sobreviver não importando o quão fútil seja o esforço. A morte do planeta. A ideia da humanidade como sendo um Sex Pistols intergalático, cuspindo na cara da Física. E como tudo isso acaba ficando definido como um gigantesco opera-pop, escravos cantando no navio, rock dos anos 80, funk do Prince e um pouco de Skrillex cantando Faith, do George Michael. Tudo na agenda de hoje – o aventuroso, desolador, desafiador sexto album do Muse, 'The 2nd Law'.
"Toda vez que eu assistia ao noticiário enquanto fazíamos o álbum era interminável coisas sobre a crise do Euro", ele relembra. "Todos esses novos programas parecem ser obcecados com crescimento. Há esse paradigma de crescimento que parece ser aceito, virou futilidade, todos os políticos, todas as empresas, e ninguém parece perceber que o planeta não é assim tão grande. Eu fiquei tão de saco cheio dessa conversa que resolvi saber o que realmente está acontecendo."
"Eu me interessei em ler sobre energia. A segunda lei da termodinâmica diz que parece haver uma gradual diminuição em nossos corpos, no planeta, no sol e assim por diante, mas parece que a vida, os humanos ou o que quer que seja está indo diretamente contra isso. Então o álbum é meu conflito interno pessoal da celebração dessa força, mas também dizendo "Caramba, onde nós vamos parar?"

É por isso que nesse álbum, mais uma vez, você parece se forçar para o reino do ridículo na tentativa de torná-lo ainda maior, mais insano e histérico?"
"Definitivamente", Matt concorda. "Em algumas faixas como Supremacy e Survival nós fomos a níveis absurdos. O álbum representa meu conflito pessoal nessa área. Ao mesmo tempo, nós queremos forçar a música e o que fazemos como uma banda que está crescendo."
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2ª Lei da Musedinâmica: Aumente a antecipação
Muse tem bastante prática em criar intriga e fazer com que seus fãs se sintam envolvidos em seu mundo – eles lançaram trechos de música através de uma caça ao tesouro mundial via internet e deixaram mensagens secretas escondidas em setlists – e desta vez não será exceção. Postaram no Twitter fotos de suas sessões de estúdio com conjuntos de metais. Rumores de que o baixista Chris Wolstenholme havia se recuperado do alcoolismo e escrito o álbum inteiro correram por aí. Então veio o 'trailer': um fragmento de "The 2nd Law Part One: Unsustainable", que convenceu muitos de que o novo álbum seria um mergulho no dubstep.

"Acho que ninguém tinha feito um trailer do álbum antes, até três dias depois, quando o The Killers fez também, aparentemente", diz Chris. "Eu não acho que haja uma música que represente o álbum inteiro. Então nós pensamos 'Vamos só juntar umas partes mais legais das músicas lá'. Achei muito legal, esse negócio do dubstep, pois tem umas duas músicas que talvez tenham um ‘sussurro’ disso. Foi engraçado ver o povo entrar em pânico: ‘Muse se tornou uma banda de dubstep!!'."
"Nós fomos ver Skillex em Camdem por volta de Outubro", diz Dom Howard, "Nós ficamos 'Nossa, isso é tão legal', adoramos. Parecia um show de full metal, eles tinham aquelas rodas da morte, o povo no mosh. Eu nunca tinha visto uma reação daquela para a música eletrônica antes. Aquilo nos inspirou e fizemos '...Unsustainable'."

Dubstep: o aparecimento no trailer de 'The 2nd Law' levou internautas a abandonar cada grupo de ódio anti-Skrillex pela web.
"Um pouco daquele dubstep ou brostep pesado que vem dos Estados Unidos está capturando a imaginação", diz Matt. O moshpit saiu das guitarras e foi atrás do laptop e com aquela música nos estamos tentando desafiar o laptop. Nós criamos algo que é 'tipo' dubstep, mas queríamos ver se podíamos fazer com instrumentos de verdade. Nós queríamos perguntar: 'Bandas de rock podem fazer o que esses caras estão fazendo?’."
O lançamento da música oficial das Olimpíadas "Survival", também, dividiu os fãs com sua grandiosidade, meio que pop de barbearia e coros de escravos remadores romanos.

"Se eles odiarem, tudo bem", ri Dom, "pelo menos está provocando algo. É uma música meio estranha para as Olimpíadas, mas acho legal que eles achem que a música possa representar a enormidade das Olimpíadas. Leva você de volta às Olimpíadas no estilo 'Gladiador'. Talvez eles devessem trazer um pouco daquilo de volta, do tipo lutar com um tigre com uma bola de metal."
Confira na íntegra:
http://www.musebr.com/v3/caramba-para-onde-vamos-agora/
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