Esposa de Robert Trujillo, baixista do Metallica, discute sua arte
Por Samuel Coutinho
Fonte: Metal da Ilha
Postado em 15 de novembro de 2012
A Radio Metal conduziu uma entrevista com Chloé Trujillo, esposa do ex-baixista do SUICIDAL TENDENCIES/OZZY OSBOURNE que atualmente toca no METALLICA, Robert Trujillo. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
Radio Metal: Você pintou alguns dos baixos de Robert: eles podem ser vistos em seu site. Qual é o processo que você usa para personalizar um baixo? Você trabalha diretamente com os baixos Warwick?
Chloé Trujillo: Os primeiros baixos que eu fiz não eram Warwick: praticamente aconteceu por acidente. Robert teve um baixo de madeira totalmente em branco, ele me deu e me disse para fazer algo sobre ele e como estávamos em Paris, tive à minha disposição, na adega do meu avô, todo o meu material de trabalho. Por isso, comecei a trabalhar neles em Paris com o meu material antigo, e como foi para Robert, eu queria fazer algo que combinasse com ele, como nos meus quadros, eu não planejei nada. Nós estávamos alugando no momento, um pequeno apartamento em Paris, que nos hospedamos há três meses, e foi durante esse tempo que eu terminei o meu primeiro baixo. Ele amou o resultado e imediatamente me deu outro para fazer. Depois disso, ele descobriu que os baixos Warwick são os melhores, até que ele me deu um e daí ele foi me dando outros. Eu conheci os caras da Warwick na NAMM (convenção de música de Los Angeles). Eles nos convidaram e gentilmente ofereceram um baixo para o nosso filho. Eles me perguntaram se eu estaria interessada em pintar outros instrumentos. Eles me enviaram dois deles que tinham sido utilizados na turnê do Metallica para os shows no Canadá e no México. Desde então, recebi um e-mail e eles vão me mandar dois outros baixos nos quais tenho planos para pintar. Esta aventura começou por acidente em Paris, e foi seguido por um efeito de bola de neve.
Radio Metal: Você poderia fazer uma obra de arte em um disco do Metallica?
Chloé Trujillo: Para mim, isso é possível. Se me perguntarem, vou dizer que sim, mas eu não quero extrapolar nas coisas. Eu não sou oportunista, mas se a ideia vier deles, eu nunca vou dizer não, seria uma grande honra. Recentemente, desenhei duas palhetas novas para Robert, ele me disse que precisava de algo novo e por isso ele queria saber se eu poderia projetá-las. Realmente me agradou muito! Esse cara é alguém que eu conheço há anos, ele sabe que eu sou uma artista, mas foi só para esta ocasião que ele me pediu para fazer isso. Eu nunca fui forçada em nada, se eles me perguntassem eu aceitaria com prazer: Eu gosto quando as coisas vêm naturalmente.
Radio Metal: Antes de ingressar na banda de Ozzy e depois no Metallica, Robert ficou conhecido por causa de sua linha de slap no baixo, e seu lado funky: ele foi um dos mais renomados músicos de funk-metal no baixo. Já tem algum tempo que não ouvimos ele fazendo esse tipo de linha: você sabe como ele se sente sobre isso? Será que ele sente falta de sua pegada e que gostaria de reintroduzi-la em seu modo de tocar?
Chloé Trujillo: Ele está muito feliz de estar no Metallica. Todos os caras se dão muito bem juntos, está tudo bem, mas é verdade que quando ele toca em casa, suas linhas de funk sempre saem: Eu acho que ele sente falta. Eu imagino que o Metallica irá certamente escrever um novo álbum, mas eu não sei exatamente quando: Eu não estou na banda para saber o que está acontecendo. No entanto, cada vez que isso acontece, Robert é bem participativo, gosta de escrever muito, e eu sei que ele ama tudo que tem um lado "funky". Ele ouve metal, diferentes bandas, mesmo as novas, mas ele não esquece suas raízes. Eu sei que quando ele está com seu baixo, ele interpreta o máximo de linhas de funk: é algo que ele tem de fato nele.
Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo:
http://www.radiometal.com/en/article/chloe-trujillo-the-part-of-humanity-we-needed,85951
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