Metallica: gosto musical impediu que se tornassem um Maiden

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Steven Ward, do PopMatters, entrevistou em 2011 o renomado jornalista de rock britânico Mick Wall sobre seu livro "Metallica: Enter Night - The Biography" ("Metallica: Entre a Noite – A biografia" em tradução livre). Seguem alguns trechos da conversa.

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PopMatters: Você faz observações sutis no livro de que o Cliff [Burton, baixista falecido] não gostaria do fato da banda seguir em frente tão rapidamente com sua substituição. Acho que você goza o Kirk [Hammett guitarrista] quando ele diz a você numa entrevista que o Cliff iria querer que fosse assim. Mas durante uma das últimas entrevistas com o Cliff, ele não fala sobre a hipótese da morte de Lars [Ulrich, bateria], e então diz que a banda deveria seguir em frente e continuar?

Wall: Não creio que minhas afirmações tenham sido sutis, na realidade. Creio que o que eu digo é evidente. A banda não seguiu em frente porque "o Cliff iria querer que fosse assim", que foi o que eles disseram na época. Eles fizeram assim porque o que mais poderiam fazer? Caras como o Lars e o James [Hetfield, guitarra/vocal], que começaram a banda antes do Cliff entrar nela com certeza não iriam jogar a toalha justo quando a carreira deles estava realmente decolando, mesmo apesar de amarem o Cliff.

PopMatters: Assim como na questão do Cliff, você acha que o METALLICA teria tido tanto sucesso se tivessem mantido o Dave Mustaine na banda?

Wall: Acho que o fato do Dave Mustaine ter sido demitido permitiu que o METALLICA se tornasse muito mais focado. Permitiu que o mesmo acontecesse com o Dave por diferentes razões. O resultado foram duas bandas incríveis, ambas de enorme sucesso.

PopMatters: Houve outros livros sobre o METALLICA, inclusive um muito bom do redator da Metal Hammer Joel McIver. Você escreveu o livro porque achou que era o momento de alguém fazer uma biografia mais compreensível que não fosse tão baseada nos fãs? Obviamente você não conseguiria escrever esse livro se fosse autorizado pela banda, correto?

Wall: Eu não escrevi o livro para fãs e não o escrevi para a banda. Eu o escrevi como escrevo todos meus livros – para aqueles que gostam de bons livros. A história do METALLICA é fascinante. Melhor do que ficção. Senti que era tempo de uma biografia literária apropriada que fosse escrita por adultos.

PopMatters: Fiquei surpreso ao saber de curiosidades da banda em seu livro – James foi frontman de uma banda glam de L.A. sem se esconder atrás de uma guitarra (eu não consigo imaginar isso); a banda escutar PETER GABRIEL e THE POLICE no ônibus de turnê (não é coisa de metaleiro); e, a maior de todas, o Lars ser um baterista tão ruim e ter aulas até a época do "Master Of Puppets". Teve algo que lhe surpreendeu na suas pesquisas?

Wall: Na verdade não. Você tem de compreender que eu os conheci quando eles eram meninos, há quase 30 anos atrás. A amplitude dos interesses musicais deles não me surpreendeu nem um pouco. É uma das principais razões pelas quais eles não se tornaram um SLAYER ou IRON MAIDEN. Num todo, entretanto, tudo sobre a história me surpreendeu. A principal coisa do meu livro é absolutamente não repetir o que todos já disseram. Realmente pensar nas coisas. Conversar com aqueles que estiveram lá, ajudando-os a tomar suas decisões, descobrir o que realmente estava se passando, não o que os escritores fãs contam que aconteceu. Tudo está nas nuances. Eles tem de contar sua própria história e como autor você tem de prestar atenção e estudá-las mesmo quando elas a princípio não parecem fazer sentido para você.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no PopMatters.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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