David Bowie: guitarrista comenta dificuldade de manter segredo

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Por Nathália Plá, Fonte: classicrockmagazine.com, Tradução
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O guitarrista de longa data de David Bowie, Earl Slick, admite que "não foi divertido" não falar nada a respeito do novo álbum, The Next Day.

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Bowie chocou os fãs ao lançar um novo single, Where Are We Now? no dia de seu 66º aniversário na terça feira, revelando detalhes de seu primeiro trabalho de estúdio em uma década.

Agora Slick, que gravou as seções de guitarra em meados de 2012, finalmente falou sobre o projeto que estava desesperado para discutir, dizendo que o sigilo foi forjado desde o início.

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Ele disse ao Ultimate Classic Rock: "Ah, sim, desde o início. Porque ele não sabia quando ficaria pronto. Foi divertido por um tempo, mas então quando eu comecei a dar entrevistas, e depois fiquei empolgado após terminar de fazer as faixas, e eu estava explodindo, não estava mais sendo divertido".

A regra de sigilo chegou a cortar o barato de Slick durante as pausas no decorrer das sessões. "Um dia eu dei uma saída para fumar um cigarro em frente ao estúdio", ele recorda. "Algo pareceu estranho. Eu espiei do outro lado da rua, e tinha um cara lá com uma câmera em um tripé. Então apaguei meu cigarro e voltei para dentro – se me vissem era só botar os pingos nos ‘is’".

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Mas o momento mais difícil para ele foi quando ele deu uma entrevista mais profunda. Ele explica: "Eu fui a capa da edição de Natal da revista Guitar Player. Essa foi a mais difícil – é uma edição dupla e fica nas bancas por mais tempo, e eles fizeram uma matéria de 14 páginas comigo. Fiquei pensando, ‘Eu não posso dar nenhuma palavra’".

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"De qualquer forma, ele (David Bowie) ficou grato por isso. Eu recebi um belo ‘obrigado’ por ter mantido a boca fechada".

O produtor Tony Visconti disse que a Where Are We Now? não dá indícios do que é o resto do álbum. Slick afirma: "Ele soltou as feras um pouco, então – bom. Está demais. Há um monte de rock nele, isso posso lhe falar. Quero dizer, tem umas bem legais num ritmo intermediário, mas eu sou dos que curtem o som mais rock do David. E é por isso que sempre estou ali".

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O guitarrista descreveu o processo de gravação com Bowie como "bem relaxante, casual, solto", acrescentando: "Foi como se estivéssemos simplesmente na minha sala de estar – só que havia um gravador lá. A sensação foi essa."

Slick admite que alguns de seus planos para 2013 foram suspensos para o caso de Bowie decidir fazer turnê. "Obviamente, queremos que ele faça isso", ele diz. "Mas nesse momento isso é um grande ‘se’. Às vezes ele aparace e outras não. Eu posso receber um telefonema amanhã dizendo, ‘Ei, quer saber? Aqui está o setlist’".

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"Obviamente a banda adoraria sair. Mesmo que não seja uma turnê grande, gostaríamos de sair e fazer alguns shows. Mas ainda veremos".




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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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