Megadeth: "Algumas pessoas não querem música"
Por Fernando Portelada
Fonte: blabbermouth
Postado em 05 de junho de 2013
O MusicRadar recentemente conduziu uma entrevista com o frontman do MEGADETH, Dave Mustaine. Alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.
Sobre as mudanças de formação do MEGADETH:
Mustaine: "Seria previsível dizer que esta é a melhor formação. Se você olhar a lista, foi ótimo tocar com James Lomenzo e James MacDonough para lembrar o quão bom foi e ver os estilos musicais diferentes."
"Eles eram ótimos músicos, mas Dave [Ellefson] é o baixista certo para o MEGADETH. Shawn [Drover, bateria] está no MEGADETH há mais tempo do que Nick Menza esteve e eu acho que neste novo disco ele tocou melhor do que jamais fez em sua vida."
"Ele parece um baterista de metal com algo de Dave do FOO FIGHTERS. Ele estava bem orgulhoso, mas eu não queria dizer: ‘Hey, cara, você soou como Dave Grohl’ e ele diria: ‘Eu odeio alternativo!’. Você nunca sabe com bateristas, eles são imprevisíveis."
"Então você tem Chris Broderick. Nós tivemos outro guitarrista após Chris Poland e sempre teve resistência para esta posição. Eles tinham que tocar os solos de outras pessoas e muitas das vezes eles reclamavam e queriam improvisar. Não há improviso no MEGADETH. Os Fãs adoram estas guitarras."
"O que você pensaria se fosse ver ‘Comfortably Numb’ e tocassem 'Brilha Brilha Estrelinha'? Eu lembro de Ozzy após a morte de Randy Rhoads. Alguns caras o substituíram, e eram bons músicos, mas eles não tocavam os solos de Randy, e eu pensava: ‘Que vergonha, cara. Você pode fazer este solo, respeite a lenda aprendendo seu material.’ Chris toca todos os solos, nota por nota."
Sobre o novo álbum do MEGADETH, "Super Collider":
Mustaine: "Temos uma coisa de dois álbuns que fazemos com as pessoas. Nós tentamos manter as coisas frescas. Algumas vezes quando você tem um relacionamento artístico ele pode se tornar naturalmente químico e pode ser previsível e perder seu mérito artístico."
"Algumas pessoas não querem música. Eles querem que eu grave ‘Black Friday’ 12 vezes em um disco pelo resto da minha vida. Eu entendo, é uma música feroz, mas há coisas muito boas em ‘Super Collider’, como ‘Built For War’. Eu amo essa. Eu não sei como vou cantá-la ao vivo, mas eu a adorei!"
Sobre o processo de composição de "Super Collider":
Mustaine: "Quando eu escrevo, eu tento pensar em como capturar isso. Algumas vezes em meu telefone, algumas vezes em um gravador. Eu transfiro para algum lugar até que eu possa sentar e escutar aquilo de novo."
"Parte do processo é arrumar os riffs. Eu posso estar deitado na cama, ligar para o correio de voz e começar a cantarolar com minha mão cobrindo o telefone para não acordar minha esposa. Algumas vezes ela acorda e diz: ‘Para quem você está ligando?’ Então, criar os riffs é a primeira parte, depois tocá-los e traduzí-los para a guitarra. Depois colar tudo junto. É bem divertido."
"As letras são as últimas coisas a serem feitas. Eu sou insistente com elas. Eu não quero soar arrogante, mas a guitarra é divertida para mim, ela vem naturalmente. As letras são onde realmente me desafio, porque tem várias pessoas que respeitam o que escrevo.
Leia a entrevista completa, em inglês, em:
http://www.musicradar.com/news/guitars/dave-mustaine-on-supercollider-endgame-risk-and-more-575401
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